Entre os vários motivos que podem existir para uma empresa se estabelecer, o maior deles é a geração de receita. Ou seja, um negócio só pode ser considerado próspero quando ele atinge essa maturidade e passa a gerar lucros aos seus donos.

Hoje, o conceito de riqueza e de dono empresarial está um pouco mais relativizado em função de termos abrangentes, como o de stakeholders. Segundo essa interpretação, o círculo de interessados tem que ser bem maior.

Termo em inglês que significa “partes interessadas”, os stakeholders são justamente todas as pessoas envolvidas no processo de fundação e execução de uma companhia. O que vai dos donos e diretores, até investidores, colaboradores e terceiros.

Entre os terceiros poderia-se encontrar, por exemplo, os vizinhos residenciais de uma fábrica de ladrilho hidráulico. Afinal, toda aquela comunidade certamente agradecerá se a fábrica seguir os protocolos de preservação da natureza.

Seja como for, mesmo estendendo o conceito de partes interessadas, qualquer empresa continua tendo como missão principal o esforço de gerar receita. De forma que a missão, a visão e os valores do negócio precisam girar em torno disso.

Alguns chamam essa receita de montante, no sentido de que ela é a soma de todo o rendimento gerado. Por isso, é importante entender que não se trata exatamente do lucro, mas sim de um valor contabilizado de modo primário, antes da liquidez.

Em outras palavras, se uma empresa vende R$ 100 mil, por exemplo, essa é a receita. Depois disso, ainda é preciso abater todos os custos e gastos da operação, como aluguel, folha de pagamento, fornecedores e afins.

Ao falar assim, já fica mais claro que realmente se trata de um conhecimento indispensável. Tanto que, hoje, também tem se popularizado a noção de saúde financeira, ou até mesmo de sustentabilidade econômica.

Alguns pensam que o termo “sustentável” remete apenas ao meio ambiente, o que não é a realidade, pois uma empresa que aluga limousine para festas precisa ser sustentável no sentido de manter-se no verde e não no vermelho. Ou seja, é necessário ser rentável. 

Claro que isso não quer dizer que o negócio precisa dar lucro no primeiro mês de operação, já que há muitas etapas e desafios para poder chegar lá, mas este precisa ser o seu norte.

Em termos técnicos, essas etapas incluem, por exemplo, o alvo do breakeven. Também do inglês, a expressão quer dizer “empatar”, que é quando a empresa atinge o verde ou azul, de modo que ela já não dá mais prejuízo para poder operar.

Desta forma, tal empresa conseguiria uma receita que cobre todos os custos e gastos. Geralmente, um grande negócio pode demorar de um semestre a um ano para atingir esse patamar. E, na sequência, ocorre o payback, que também é fundamental.

Trata-se do momento em que a companhia atinge o retorno financeiro. Assim, se o capital inicial e o de giro investidos foram de R$ 500 mil, a corporação já terá retornado isso para seu caixa, seus fundadores ou investidores.

Neste momento, o prazo é ainda maior por se tratar de um feito bem mais difícil de atingir. Uma fábrica do setor de engenharia civil que fornece enchimento de laje com argila expandida, por exemplo, pode demorar entre três e cinco anos para alcançar este nível.

Hoje em dia, também é muito comum ouvir falar de startups que se iniciam com uma proposta muito importante em termos de sustentabilidade financeira e geração de receita. Basicamente, a proposta da startup é ter um crescimento acelerado.

Deste modo, ela almeja esses números mais do que um negócio tradicional. Por outro lado, não é incomum falar em um negócio que ainda não é rentável no universo das startups, porque essa cultura financeira é mais clara entre elas.

Tanto que grandes prestadoras de serviço, atualmente espalhados pelo mundo, ainda não são rentáveis, como aplicativos que lidam com mobilidade urbana, entrega de alimentos e tantas outras comodidades que se popularizaram nos últimos anos.

Se for analisado, tais negócios ainda não atingiram seu payback, embora operem em dezenas de países pelo mundo. Por isso, é possível dizer que a contabilidade estratégica desse modelo de negócio é mais ousada e tem muito a ensinar.

Vale ressaltar que o assunto é tão importante que pode ajudar qualquer tipo de empresa, seja uma startup da área de GNV carro turbo, ou uma oficina de carro de bairro que faz reparos no aspecto mais tradicional do termo.

Por isso mesmo, se o seu grande interesse atual é entender de uma vez por todas como aumentar a receita de seu negócio de modo abrangente e assertivo, então veja as três melhores dicas sobre o tema que este artigo trará.

O que é e por que importa?

Como explicado, a receita de um negócio nada mais é do que o montante de lucro que é gerado ao término de um período de operação. Geralmente, fecha-se esse número todo mês para manter o domínio dos números.

Este é um termo fundamental, pois sem controle do resultado e de índices de monitoramento, nenhuma empresa pode se considerar sustentável e sólida. O grande esforço é justamente o de racionalizar os processos empresariais.

Um grande exemplo disso é a métrica do DRE, sigla para Demonstração do Resultado do Exercício, que é uma planilha que pode ajudar uma empresa de portão basculante alumínio a contabilizar se a sua operação está dando lucro ou prejuízo.

Logicamente, o DRE não é uma dica, em si, de como aumentar a receita. Mas tudo começa com o poder de monitorar e fazer o acompanhamento. Depois, vêm os esforços estratégicos mais práticos. No DRE de uma empresa entram os seguintes cálculos:

  • Deduções e abatimentos;
  • CMV (Custos de Mercadorias Vendidas);
  • CPV (Custo de Produtos Vendidos);
  • Despesas com Vendas;
  • Despesas Financeiras;
  • Despesas Administrativas.

Sem falar, naturalmente, em fatores como o lucro bruto, a receita bruta e, claro, a receita líquida, ou seja, a partir desta fase já é possível saber precisamente o papel e a importância da receita para qualquer empresa.

Sua relevância é justamente dar o controle da situação aos responsáveis. Tanto que, hoje, quando uma companhia deseja contrair crédito para expansão, ou acessar um fundo de investimento, ela precisa apresentar esse tipo de planilha.

Isso quer dizer que nenhum banco, investidor ou sócio empresarial vai querer entrar em um negócio que ignore sua receita atual, e que não tenha metas muito claras sobre como aumentá-la no curto, médio e longo prazo.

1. O planejamento financeiro

O artigo já destacou que tudo consiste em você ter controle. Naturalmente, isso requer que haja a etapa de colocar tudo no papel, de forma que não adianta tentar controlar os dados fundamentais de cabeça ou de modo intuitivo.

As maiores culturas corporativas de hoje lidam com planejamento financeiro por escrito, sempre registrando e automatizando os processos. Então, é preciso gerar um documento de planejamento.

Ele pode ser anexado ao próprio Business Plan (Plano de Negócios). Assim, uma marca de impermeabilização de telhado de amianto consegue identificar todas as variáveis que estão em jogo e ganhar um domínio bem maior sobre elas.

Já se foi o tempo em que as empresas poderiam crescer apenas com base na intuição de seus donos. Atualmente, é preciso criar processos e saber delegar funções, aprimorando diariamente a gestão de pessoas e de operações.

Portanto, o planejamento é fundamental, pois sem ele uma empresa estaria à deriva, sem saber para onde vai ou onde pode chegar.

2. Aplique sempre a tecnologia

Outro passo fundamental e indispensável é o da maturidade tecnológica. Basicamente, sua corporação precisa implementar softwares, programas e aplicativos que ajudem a manter o controle do planejamento financeiro e da receita como um todo.

Com esses programas, uma empresa de regador plástico infantil que possui apenas uma unidade, pode pensar em crescimentos bem maiores.

Os computadores permitem por meio da Internet, da computação na nuvem e das demais tecnologias de ponta, ter o domínio total sobre a operação. Isso ajuda a computar a receita do passado, a atual e a do futuro, dando subsídios para crescer.

3. Macro gestão e parcerias 

Por fim, não tem como falar em aumento de receita e crescimento sério sem mencionar a gestão da empresa em termos macro. Isso vai desde reter bons talentos entre os funcionários, até fechar parcerias de fornecedores.

Por exemplo, trocar de fornecedor de matéria-prima pode aumentar e muito a margem de lucro de uma fábrica de cobertor microfibra preço. Com o tempo, isso elevará a própria receita bruta e a líquida.

Não perder bons funcionários para a concorrência vai nesse mesmo sentido. Portanto, aumentar a receita é algo que impacta a empresa toda, ajudando a firmar-se no mercado, atrair mais clientes e obter resultados positivos gerais.

Considerações finais

Explicar o que é o aumento da receita de um negócio, e qual a sua importância geral, é algo que se tornou realmente indispensável.

Além de fazer isso, o artigo explicou e detalhou quais são os três melhores passos sobre como implementar essa melhoria de modo seguro, sólido e sustentável.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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