Marketing de moda é uma forma de acompanhar os comportamentos do consumidor sem deixar alguns princípios de lado
Em todos os campos, é preciso que a estratégia de marketing seja bem desenvolvida e direcionada. Na moda não é diferente. Este campo é mais específico, mas surge como uma maneira de acompanhar os comportamentos do consumidor sem deixar de lado a identidade construída de cada negócio.
Este mercado, ainda mais que os outros, tem uma forte influência de fatores como redes sociais, lançamentos rápidos e novas estéticas, sendo um dos mais voláteis e em movimento que existem. Por isso, é preciso entender o DNA da marca, o público-alvo e a real mensagem que ela deseja transmitir antes de traçar uma estratégia. No marketing, criar identidade é o principal ponto, ainda mais quando se fala de moda, que é algo tão expansivo e cíclico.
O que funciona para uma marca pode não funcionar para outra.
Como filtrar tendências de mercado sem descaracterizar a marca
Antes de embarcar em uma determinada tendência, é necessário fazer uma filtragem, sem trazer descaracterização da marca. Seja por volume de busca ou outros fatores, existem vários critérios que devem ser considerados.
Isto é, entender se está alinhada aos interesses do público-alvo, se existe espaço para adaptar essa referência ao catálogo atual e entender se o movimento representa uma mudança passageira ou um comportamento com potencial de permanência. Por fim, o posicionamento da marca deve ser considerado para verificar se a novidade reforça os valores e a proposta que a marca traz. Em um mercado tão competitivo como a moda, somente assim o diferencial surge.
Estratégias para adaptar peças virais ao DNA do seu negócio
Quando se fala de tendências, elas podem ser incorporadas das mais variadas maneiras. No caso, permitindo que o negócio utilize uma referência de mercado mantendo elementos próprios. Assim, a novidade funciona como ponto de partida para uma criação alinhada ao catálogo.
Outras estratégias podem ser mais certeiras e sem grandes riscos ao nome da marca. Um dos exemplos é adaptar buscas e datas do varejo. Durante grandes datas comerciais do varejo, adaptar buscas em alta — como a procura por shorts na black friday — ao conceito visual do seu catálogo permite captar a atenção do consumidor sem perder a coerência estético-conceitual da marca.
Estes planejamentos também podem ser separados conforme a relevância da estratégia do marketing de moda. As tendências também podem ser divididas de acordo com sua duração e impacto no mercado. As microtendências são referências de rápida circulação, que podem ser incorporadas ao catálogo de forma pontual e em menor escala. Já as macrotendências refletem mudanças mais amplas nos hábitos de consumo e podem influenciar coleções por períodos mais longos.
Existe também uma terceira categoria, que integra elementos já permanentes que fazem parte de toda a construção do DNA da marca como um todo.
Equilíbrio de catálogo: a união entre coleções sazonais e peças atemporais
Um catálogo equilibrado pode combinar produtos associados às tendências de determinado período com peças que permanecem relevantes por mais tempo. A proporção entre esses grupos depende da proposta, do público e do posicionamento de cada negócio.
Peças sazonais podem surgir como uma forma de dialogar com movimentos e tendências recentes da moda. Por outro lado, itens atemporais contribuem para manter uma base reconhecível e consistente.
No marketing de moda, acompanhar tendências sem abandonar características próprias é uma estratégia viável. Tudo, no final, é questão da escolha da abordagem.




Leave a Reply