Mapa do Segundo Turno

Eleições 2026 · conteúdo extraído de mapasegundoturno.com.br

Mapa do Segundo Turno

Texto completo das 52 páginas do site em português, na ordem do menu original, com as referências de cada página. Coletado em 15 de outubro de 2026.

01 / 52 · Início ·mapasegundoturno.com.br/inicio

Tudo o que o Mapa tem, e como usar até o dia 25

Fatos com fonte sobre Lula e Flávio Bolsonaro para o segundo turno de 25 de outubro, e o material para levar cada um a quem precisa. O projeto tem lado: defende a escolha de Lula, e por isso cada número pode ser conferido.

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Por onde começar

Quatro portas de entrada

As seções

O que tem em cada parte

Flávio

Fatos documentados sobre Flávio, cada um com a fonte.

  • Corrupção — O pedido de Flávio ao banqueiro do maior rombo.
  • Gasolina — O pico da gasolina e a política que Flávio garantiu.
  • Pix — O obrigado a Trump e o que Flávio ofereceu sobre o Pix.
  • Milícia — Homenagens, empregos e uma emenda, de 2003 a 2023.
  • Partidos — Emendas e Master: o partido de Flávio contra o PT
  • Aliados — Condenados e investigados ao redor de Flávio
  • Propostas — 38% dos posts de Flávio no Instagram criticaram adversários
  • Os dois planos — O que os planos de Lula e Flávio dizem, lado a lado
  • Católicos — Flávio culpou “gente de dentro da CNBB”, sem provas
  • Escala 6x1 — Senado aprovou o fim da 6x1 por 75 a 1; vai à promulgação
  • Rachadinhas — O que Queiroz escreveu e a denúncia rejeitada
  • Soberania — O que Flávio ofereceu aos EUA sobre as terras raras
  • Mudança — Flávio fala em mudança; está em mandato há 23 anos
  • Constituição — Flávio quer mudar a Constituição; veja o que já assinou
  • Promessa e histórico — A promessa é manter. O histórico é outro.
  • Visto de fora — O que jornais e analistas de fora escreveram sobre Flávio
  • Segurança pública — Segurança: o que Flávio propõe e quem comanda a polícia
  • O modelo Milei — O corte inspirado em Milei e o que ele atinge
  • PEC Kamikaze — Flávio votou sim aos R$ 600 só até a eleição

Lula

O que os governos Lula entregaram, ao lado do governo do pai de Flávio.

Fake news

O que a Justiça e as agências de checagem disseram sobre ataques a Lula.

Segurança pública

O que os fatos dizem sobre Lula e o combate ao crime.

Terrorismo financeiro

Contexto para o alarmismo sobre dívida e juros.

Ranking dos Políticos

Como um ranking que se diz apartidário dá nota melhor à direita.

Mobilização e Estratégia

Como levar o Mapa adiante, dentro da lei.

O projeto

O que entrou no site, o método e quem faz.

  • Novidades — O que entrou no site, dia a dia, e as visitas de cada dia
  • Metodologia — De onde vêm os números e como são tratados.
  • Sobre o projeto — Quem faz, por quê e como entrar em contato.

Mobilização

O que você pode fazer

  1. CompartilharToda página tem uma imagem pronta para stories e WhatsApp.
  2. Mandar à pessoa certaQuem se preocupa com a gasolina recebe a página da gasolina.
  3. ImprimirCartazes, folhetos e minis com QR code, para entregar em mãos.
  4. GravarUm vídeo curto usando a página como roteiro.
  5. Trazer quem faltouRespostas para cada motivo de quem não votou.
  6. Ir a um atoAtos por estado e cidade, conferidos um a um.

Sem disparo em massa, sem impulsionamento pago e nada no dia da eleição. Carona, só para a família.

Alcance

Até onde o Mapa chegou

páginas abertas
300 mil+
compartilhamentos
48 mil+
downloads do material impresso
4.009
entradas pelo QR code das peças
278
Cartazes, folhetos e minis baixados, e quem chegou ao site lendo o QR code de uma peça impressa. Material de divulgação
estados com visitas
27
países com visitas
82
De 6/10 a 13/10. Uma página aberta conta uma vez, mesmo quando a mesma pessoa lê várias: não são pessoas. Os números são estimativas, por amostragem nas horas de mais movimento. Novidades
Os países que mais abriram o Mapa
Brasil296.734
Estados Unidos1.775
Portugal1.602
Canadá586
França510
Espanha508
Reino Unido496
Irlanda475
Alemanha434
Argentina270
Visitas por estado
SP68.217
RJ30.563
BA24.665
PE23.865
MG22.485
CE21.542
PB17.495
PR9.056
RS8.697
DF7.956
RN7.505
PA7.205
SC6.488
GO5.824
MA5.355
ES4.941
SE4.510
AL4.378
PI4.147
AM3.205
MS2.026
MT1.970
TO1.841
RO1.056
AP816
AC490
RR436

Quem faz

Um projeto independente

O Mapa do Segundo Turno é um projeto independente e colaborativo, idealizado por Miro Medeiros e revisado pelos colaboradores do projeto.

Sobre o projeto

Confiança

Cada número tem fonte

Cada página traz as referências numeradas, com veículo, data e link. A metodologia explica como as fontes são escolhidas e conferidas.

Metodologia

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02 / 52 · Vorcaro: sem provas ·mapasegundoturno.com.br/sem-provas

Sem provas, a PGR não levou adiante o relato de Vorcaro sobre o filme de Lula

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, diz ter pago R$ 30 milhões a um filme sobre Lula a pedido de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT[1]. A PGR não viu provas[2]. Lula nega[1]. Segundo O Tempo, a PF também não viu provas na delação[2][3].

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O momento

Uma história de junho, a 16 dias da eleição

A Veja publicou o relato de Vorcaro em 9 de outubro, 16 dias antes do segundo turno. A história está num anexo de junho, que a PGR não levou adiante[1]. A própria revista escreve que "não há qualquer prova" de que Lula se encontrou com Vorcaro[1].

A campanha de Lula chamou a reportagem de "peça eleitoral irresponsável"[4]. Paulo Okamotto, ex-presidente do Instituto Lula, disse que a revista, "mais uma vez, em período eleitoral", publica a matéria[5].

O que se sabe

É a palavra de Vorcaro, sem provas

A história está num anexo levado à PGR em junho, com a segunda proposta de delação de Vorcaro. A Procuradoria rejeitou a proposta e não levou o caso adiante, alegando falta de provas: segundo Vorcaro, os pagamentos foram em dinheiro vivo[1][3]. Por isso, diz a PGR, ele nem chegou a depor[3]. Segundo integrantes da PF ouvidos pela CNN, a PF recusou a delação por falta de elementos mínimos de credibilidade[3].

Vorcaro já teve duas propostas de delação negadas[2]. A primeira fracassou porque ele omitiu fatos aos investigadores[1].

Quem ele cita

Na versão de Vorcaro, quem pediu o dinheiro foi Vaccari, não Lula

João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT: segundo Vorcaro, pediu os R$ 30 milhões para o filme e 10% do que o Master captasse em fundos de pensão de estatais[1]. Não respondeu à Veja nem ao Poder360[1][6].

Jaques Wagner, então líder do governo no Senado: segundo Vorcaro, intermediou o primeiro encontro de seu sócio com Vaccari[1]. Não respondeu à Veja[1].

Augusto Lima, sócio de Vorcaro e então CEO do Master: segundo Vorcaro, foi quem procurou o PT[1]. Sua defesa chamou o relato de "narrativa falsa" e nega irregularidades[6].

Paulo Okamotto, ex-presidente do Instituto Lula: segundo Vorcaro, o dinheiro em espécie foi para o instituto[1]. Ao Poder360, Okamotto disse: "Nunca recebemos recursos para a realização do filme"[5].

Alexandre Padilha, então ministro das Relações Institucionais, e seu secretário Olavo Noleto: segundo Vorcaro, ajudaram o Master a chegar aos fundos. Os dois negam ter relação com ele[1].

E Lula

Lula nega, e não há prova de encontro

Lula disse que "jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem financeira nem autorizou terceiros a receber recursos de Vorcaro em seu nome"[1]. A Secom já tinha negado qualquer pedido de Lula para financiar o filme[2].

Mensagens citadas pela Veja falam de um encontro com Lula. A própria revista escreve: "não há qualquer prova de que Lula teve realmente esse encontro com Vorcaro"[1]. E o Master não conseguiu captar dinheiro nos fundos federais[1].

E Flávio

O pedido de Flávio não depende de palavra de delator

Segundo o Intercept, Flávio pediu a Vorcaro US$ 24 milhões para o filme "Dark Horse", sobre o pai; ao menos US$ 10,6 milhões foram pagos, em seis transferências, entre fevereiro e maio de 2025[7]. O ministro André Mendonça, do STF, incluiu Flávio como investigado no inquérito sobre o filme[8]. Não há denúncia. Flávio diz: "Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet."[7]

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Referências 08 fontes

  1. 01 Veja · Vorcaro conta que liberou dinheiro para filme sobre Lula por negócios no governo O relato de Vorcaro e os nomes que ele cita, a PGR sem provas e os pagamentos em espécie, as delações fracassadas, a resposta de Lula, Padilha e Noleto, a falta de resposta de Vaccari e Jaques Wagner, e a falta de prova do encontro.
  2. 02 O Tempo · Vorcaro cita R$ 30 milhões a filme de Lula, segundo revista, mas PF e PGR apontam falta de provas Segundo o jornal, PGR e PF não viram provas mínimas; as duas delações negadas; a nota da Secom.
  3. 03 CNN Brasil · Vorcaro cita R$ 30 mi a filme de Lula, diz revista; PF vê delação sem prova A PGR não avançou por falta de provas e Vorcaro não depôs; integrantes da PF dizem que a delação foi recusada por falta de credibilidade.
  4. 04 Poder360 · PT diz que reportagem da “Veja” é “peça eleitoral irresponsável” A nota da coordenação da campanha de Lula sobre a reportagem.
  5. 05 Poder360 · Ex-presidente do Instituto Lula nega conhecer Vorcaro: "Tampouco me reuni" A resposta de Okamotto, ex-presidente do Instituto Lula, sobre o filme e o período eleitoral.
  6. 06 Poder360 · Vorcaro financiou filme de Lula em troca de acesso a fundos, diz revista A defesa de Augusto Lima e a falta de resposta de Vaccari.
  7. 07 CNN Brasil · Flávio pediu R$ 134 mi a Vorcaro para filme de Bolsonaro, diz Intercept O pedido de US$ 24 milhões e os US$ 10,6 milhões pagos, reportados primeiro pelo Intercept, e a resposta de Flávio.
  8. 08 Agência Brasil · Mendonça incluiu Flávio Bolsonaro como investigado no caso Dark Horse A inclusão de Flávio como investigado no inquérito sobre o filme.

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03 / 52 · Resumo ·mapasegundoturno.com.br/resumo

O Mapa em seis fatos

Seis fatos do Mapa sobre Flávio Bolsonaro e Lula, cada um com a fonte e o link para a página completa, onde estão o contexto, os gráficos e as demais referências.

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Resumo: imagem 1 de 1

O que Flávio pediu ao dono do Banco Master para o filme sobre o pai
US$ 24 mi
Pessoas do PL associadas a escândalos de corrupção desde 2022 (3 condenados, 8 investigados ou alvos da PF). O partido de Flávio e de seu pai
11
O litro da gasolina em maio de 2022. Flávio disse que não mudaria a política de preços
R$ 8,67

Corrupção

Flávio pediu milhões ao banqueiro do rombo 140 vezes maior que o mensalão

Flávio Bolsonaro pediu US$ 24 milhões a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar um filme sobre o pai; ao menos US$ 10,6 milhões foram pagos[1]. O banco quebrou com o maior rombo da história do país, R$ 47,3 bilhões[2]. Agora candidato, Flávio é investigado no inquérito sobre o filme[3].

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Escala 6x1

O Senado aprovou o fim da 6x1 por 75 a 1. A PEC vai à promulgação.

Em 14 de outubro de 2026, o Senado aprovou em dois turnos, por 75 a 1 em cada um, a PEC 221/2019, que acaba com a escala 6x1[4]. São dois dias de descanso semanal remunerado, sem redução salarial, e a jornada cai de 44 para 42 horas dois meses após a publicação da emenda e para 40 horas catorze meses após[5]. Flávio Bolsonaro votou sim nos dois turnos[6].

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Pix

Na noite do tarifaço, Flávio agradeceu a Trump. Aos EUA, ofereceu limitar as conexões do Pix.

Horas depois de Trump anunciar tarifa de 50% sobre o Brasil, Flávio Bolsonaro escreveu: “Obrigado, presidente @realDonaldTrump”[7]. Quando os EUA acusaram o Brasil de favorecer o Pix[8], ele disse aqui que “ninguém vai mexer no Pix”[9] e, por escrito a Washington, ofereceu uma lei que impede o Pix de se ligar a sistemas “não ocidentais” de outros países[10][11].

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Milícia

A maior honraria da Alerj foi entregue na prisão. Por Flávio.

Em 2005, Flávio Bolsonaro propôs a Medalha Tiradentes, maior honraria da Alerj, para o PM Adriano da Nóbrega, então preso sob acusação de matar um guardador de carros, da qual seria absolvido em 2007[12]. Em 2019, Adriano foi denunciado como chefe de milícia; morreu em 2020, antes de qualquer julgamento[13].

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Gasolina

No mês do pico da gasolina, Flávio garantiu: “não vai mudar”

Em maio de 2022, o litro da gasolina custou em média R$ 8,67, em valores de hoje: o preço mais alto desde 2016[14]. No dia 18 daquele mês, Flávio Bolsonaro, senador e coordenador da campanha do pai, garantiu que a política de preços da Petrobras não mudaria[15].

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Mulheres

Lula nomeou 11 ministras. O governo do pai de Flávio, duas.

Lula começou o atual governo com 11 mulheres entre 37 ministros, um recorde[16]; o governo do pai de Flávio começou com 2 entre 22[17]. Agora candidato, Flávio chamou a Lei Maria da Penha, sancionada por Lula[18], de "pedaço de papel", num discurso em que defendia mais tempo de prisão para agressores[19].

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Referências 19 fontes

  1. 01 CNN Brasil · Flávio pediu R$ 134 mi a Vorcaro para filme de Bolsonaro, diz Intercept O pedido de US$ 24 milhões, os US$ 10,6 milhões pagos e a resposta de Flávio.
  2. 02 Poder360 · Quebra do Master custa R$ 47,3 bi, maior rombo da história O custo da quebra do Master e do Will Bank, com dados do Banco Central corrigidos pelo IPCA.
  3. 03 Agência Brasil · Mendonça incluiu Flávio Bolsonaro como investigado no caso Dark Horse A inclusão de Flávio como investigado e os crimes apurados no inquérito.
  4. 04 Agência Senado · Senado aprova fim da escala 6x1 Aprovação em dois turnos, 75 a 1 em ambos; único voto contrário de Hamilton Mourão; a PEC vai à promulgação.
  5. 05 Senado Federal · Texto da PEC 221/2019 aprovado pela Câmara Dois dias de repouso, 42 e depois 40 horas, irredutibilidade salarial, contratos em vigor e medidas transitórias para pequenos negócios.
  6. 06 Senado Federal · PEC 221/2019: votações nominais Voto de cada senador no primeiro e no segundo turno: Flávio Bolsonaro, Sim; Rogerio Marinho, não compareceu.
  7. 07 SBT News · Flávio também agradeceu a Trump por tarifas em 2025 O post de Flávio às 23h16 de 9 de julho de 2025, a Lei Magnitsky contra Moraes e a frase sobre Eduardo no Jornal Nacional.
  8. 08 USTR (em inglês) · Aviso de determinação e pedido de comentários sobre ação da Seção 301 contra práticas do Brasil A conclusão de que o Brasil favorece o Pix, seu “campeão nacional”, a lista de queixas e o lançamento do Pix em novembro de 2020.
  9. 09 Poder360 · “Pix é do Brasil, Pix é do Bolsonaro”, afirma Flávio Flávio, ao jornal O Tempo: “Ninguém vai mexer no Pix” e “O Brasil não pode brigar com os Estados Unidos”.
  10. 10 Gabinete do senador Flávio Bolsonaro (em inglês) · Comentário escrito sobre a ação proposta, processo USTR-2026-0331 O “sinal decisivo” sobre o Pix, o alívio aos cartões, a contestação da queixa, o pedido de suspensão, o negociador prometido e “os mesmos resultados” que busca o presidente dos EUA.
  11. 11 CNN Brasil · Flávio propõe aos EUA barrar Pix de sistemas “não-ocidentais” A tradução da proposta de “compromisso legislativo” e a contestação de Flávio à tese de concorrência desleal.
  12. 12 Exame (Estadão Conteúdo) · Ex-PM estava preso quando recebeu homenagem de Flávio Bolsonaro Moção de louvor de out. 2003; Medalha Tiradentes proposta em jun. 2005 com Adriano preso, aprovada em ago. 2005; absolvição em jan. 2007.
  13. 13 Poder360 · Ex-PM suspeito no caso Marielle é morto em operação policial na Bahia Adriano acusado de chefiar milícia (Operação Intocáveis, 2019) e morto em 2020; nenhuma acusação havia sido comprovada.
  14. 14 ANP · Série histórica do levantamento de preços Preço médio mensal da gasolina comum na bomba, no Brasil, de janeiro de 2016 a agosto de 2026 (planilha mensal desde 2013).
  15. 15 InfoMoney (Estadão Conteúdo) · Flávio Bolsonaro garante que pai não mudará política de preços da Petrobras (PETR4) Flávio, senador e coordenador da campanha do pai: “Com certeza, não vai mudar a política de preços. Se fosse para fazer, já teria feito.”
  16. 16 Congresso em Foco · Lula quebra recorde, mas mulheres ainda ocuparão menos de 30% da Esplanada As 11 ministras entre 37 pastas na posse de Lula em 2023, um recorde.
  17. 17 Agência Brasil · Veja quem são os ministros de Jair Bolsonaro As 22 pastas do governo Bolsonaro e as duas ministras, Tereza Cristina e Damares Alves.
  18. 18 Congresso em Foco · Presidente sanciona lei e aumenta punição para agressores Lula sanciona a Lei Maria da Penha.
  19. 19 Poder360 · Flávio chama Lei Maria da Penha de "pedaço de papel" A frase de Flávio em Vitória e o contexto: a defesa de penas mais duras para agressores.

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04 / 52 · Flávio · Corrupção ·mapasegundoturno.com.br/corrupcao

Flávio pediu milhões ao banqueiro do rombo 140 vezes maior que o mensalão

Flávio Bolsonaro pediu US$ 24 milhões a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar um filme sobre o pai; ao menos US$ 10,6 milhões foram pagos[1]. O banco quebrou com o maior rombo da história do país, R$ 47,3 bilhões[2]. Agora candidato, Flávio é investigado no inquérito sobre o filme[3].

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Três rombos na mesma régua × = vezes o mensalão
  1. Banco Master R$ 48,8 bi 140×

    Prejuízo da quebra do Master e do Will Bank, segundo o Banco Central · liquidação em novembro de 2025 [2]

  2. Petrolão R$ 11,7 bi 34×

    Pagamentos indevidos baixados no balanço da Petrobras: piso auditado; a PF estimou mais · balanço de 2014 [4][5]

  3. Mensalão R$ 348 mi

    Valor desviado, segundo PF, MPF e TCU, na Ação Penal 470 · 2003–2004 [6]

Valores corrigidos pelo IPCA até agosto de 2026 (Banco Central, série 433). Os casos têm naturezas diferentes: a régua compara prejuízos.

Ver os números em tabela
CasoValorO que o valor medePeríodo
Banco MasterR$ 48,8 biPrejuízo da quebra do Master e do Will Bank, segundo o Banco Centralliquidação em novembro de 2025
PetrolãoR$ 11,7 biPagamentos indevidos baixados no balanço da Petrobras: piso auditado; a PF estimou maisbalanço de 2014
MensalãoR$ 348 miValor desviado, segundo PF, MPF e TCU, na Ação Penal 4702003–2004

O pedido

Quem pediu foi Flávio

Flávio pediu a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões) para o filme "Dark Horse", sobre o pai. Ao menos US$ 10,6 milhões foram pagos, em seis transferências entre fevereiro e maio de 2025[1].

O ministro André Mendonça, do STF, incluiu Flávio como investigado no inquérito da PF sobre o financiamento do filme, que menciona lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção[3]. Não há denúncia. Flávio diz: "Zero de dinheiro público."[1]

O tamanho

Mais de 140 mensalões

Em valores de hoje, a quebra do Master e do Will Bank custa R$ 48,8 bilhões[2]. É mais de 140 vezes o desvio do mensalão[6] e cerca de 4 vezes o que a Petrobras lançou como perdas com corrupção[4].

A conta cai sobretudo no FGC, bancado pelos bancos, mas também em 18 previdências de servidores, com R$ 1,87 bilhão aplicado[7], e no BRB, banco público: R$ 17 bilhões em operações fictícias, segundo a PF[8]. Fraude privada não é desvio público; a régua compara prejuízos.

A herança

O orçamento que o eleitor não via

No governo do pai de Flávio, R$ 28,1 bilhões em emendas de relator foram pagos de 2020 a agosto de 2022 sem que se soubesse quem indicava o destino[9]. Era o orçamento secreto. O STF o declarou inconstitucional em dezembro de 2022[10].

Nele, o tratoraço: R$ 3 bilhões negociados pelo governo no fim de 2020 e tratores comprados até 259% acima da referência[11]. O TCU suspendeu oito licitações da Codevasf por R$ 11,1 milhões de suspeita de sobrepreço[12]. O caso não é de Flávio; o grupo, sim.

O partido

Quem preside o PL

O PL, partido de Flávio, é presidido por Valdemar Costa Neto, condenado pelo STF no mensalão. Em 2016, um indulto o livrou do resto da pena[13].

Antes, Flávio pediu dinheiro ao banqueiro[1]. Em 25 de outubro, pede o seu voto.

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Referências 13 fontes

  1. 01 CNN Brasil · Flávio pediu R$ 134 mi a Vorcaro para filme de Bolsonaro, diz Intercept O pedido de US$ 24 milhões, os US$ 10,6 milhões pagos e a resposta de Flávio.
  2. 02 Poder360 · Quebra do Master custa R$ 47,3 bi, maior rombo da história O custo da quebra do Master e do Will Bank, com dados do Banco Central corrigidos pelo IPCA.
  3. 03 Agência Brasil · Mendonça incluiu Flávio Bolsonaro como investigado no caso Dark Horse A inclusão de Flávio como investigado e os crimes apurados no inquérito.
  4. 04 Agência Brasil · Petrobras perde R$ 6,2 bi com corrupção e prejuízo soma R$ 21,6 bi em 2014 Os R$ 6,2 bilhões que a Petrobras baixou no balanço de 2014 como pagamentos indevidos.
  5. 05 InfoMoney · Prejuízo da Petrobras com corrupção foi de pelo menos R$ 19 bilhões, diz PF A estimativa da PF, maior que o valor reconhecido no balanço.
  6. 06 Congresso em Foco · Jornais: mensalão desviou pelo menos R$ 101 milhões do governo Os R$ 101,6 milhões desviados, apurados por PF, MPF e TCU.
  7. 07 Poder360 · Master deixa rombo de R$ 52 bi no FGC e prejuízo de R$ 2 bi em fundos O rombo no FGC e os R$ 1,87 bilhão de 18 regimes de previdência de servidores.
  8. 08 InfoMoney · PF aponta fraude de R$ 17 bilhões em operações entre Master e BRB As operações fictícias entre o Master e o banco público do Distrito Federal.
  9. 09 CNN Brasil · Em quase 3 anos, 'orçamento secreto' pago supera emendas individuais e é mais que o dobro das de bancada Os R$ 28,1 bilhões pagos em emendas de relator de 2020 a agosto de 2022.
  10. 10 InfoMoney · STF declara "orçamento secreto" inconstitucional, por 6 votos a 5 A decisão do STF que declarou inconstitucionais as emendas de relator.
  11. 11 Estadão, via Terra · Orçamento secreto bilionário de Bolsonaro banca trator superfaturado em troca de apoio no Congresso Os R$ 3 bilhões em emendas e os tratores comprados até 259% acima da referência.
  12. 12 O Povo · TCU manda suspender licitações de compra de 'tratoraço' após identificar sobrepreço Os R$ 11,1 milhões de suspeita de sobrepreço em oito licitações da Codevasf.
  13. 13 Congresso em Foco · STF concede perdão a todo o núcleo político do mensalão O indulto que livrou Valdemar Costa Neto do resto da pena do mensalão.

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05 / 52 · Flávio · Gasolina ·mapasegundoturno.com.br/gasolina

No mês do pico da gasolina, Flávio garantiu: “não vai mudar”

Em maio de 2022, o litro da gasolina custou em média R$ 8,67, em valores de hoje: o preço mais alto desde 2016[1]. No dia 18 daquele mês, Flávio Bolsonaro, senador e coordenador da campanha do pai, garantiu que a política de preços da Petrobras não mudaria[2].

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O pico da gasolina veio sob o PPI Preço médio do litro na bomba, por mês, em reais de agosto de 2026
  1. Sob o PPI
  2. Depois do PPI

R$ 8,67 Flávio: “não vai mudar”

R$ 6,77 Choque do petróleo

Preço médio mensal da gasolina comum na bomba, corrigido pelo IPCA (Banco Central) para reais de agosto de 2026. Inclui impostos, que mudaram no período: parte da queda depois do pico veio do corte da LC 194. O PPI vigorou de outubro de 2016 a abril de 2023. A ANP não fez o levantamento em setembro de 2020.

Fontes: ANP [1]InfoMoney (Estadão Conteúdo) [2]Petrobras [3] [4]Gazeta do Povo [5]

Ver os números em tabela
Valores em R$/litro, em reais de agosto de 2026. Sob o PPI: out. 2016 a abr. 2023.
Anojan.fev.mar.abr.mai.jun.jul.ago.set.out.nov.dez.
20166,176,176,186,126,005,935,895,885,875,885,885,97
20176,005,965,845,755,705,605,605,956,096,096,246,34
20186,486,496,476,486,616,896,776,716,957,056,886,53
20196,376,226,356,506,666,546,366,306,326,396,406,50
20206,566,506,375,825,495,685,926,046,126,136,15
20216,336,727,387,317,457,527,617,717,808,048,478,32
20228,238,118,478,668,678,577,206,445,995,825,985,86
20235,925,926,386,326,176,176,426,526,646,516,386,31
20246,256,406,386,426,466,436,626,696,636,616,596,60
20256,636,746,686,636,576,506,476,456,426,436,386,38
20266,506,436,676,776,636,606,556,53

A regra

Preço atrelado ao mercado lá fora

Em outubro de 2016, a diretoria da Petrobras, comandada por Pedro Parente, indicado por Temer, adotou o PPI, o preço de paridade de importação, e definiu: “não praticaremos preços abaixo desta paridade internacional”[3]. A partir de julho de 2017, o reajuste podia ser diário[6].

Em 2021, a Petrobras mudou o preço da gasolina 16 vezes, cinco delas para baixo; no ano, a alta acumulada foi de 68,6%[7]. O petróleo também subia: o barril Brent foi de US$ 42, na média de 2020, a US$ 101, na de 2022[8].

O pico

O mês da garantia

Em maio de 2022, o litro da gasolina custou em média R$ 8,67, em valores de hoje, o maior preço desde 2016[1]. No dia 18, Flávio, senador e coordenador da campanha do pai, garantiu: “Com certeza, não vai mudar a política de preços”[2].

Dois meses antes, depois de uma alta de 18,8% na gasolina[9], Jair Bolsonaro chamou o atrelamento de “péssimo para o consumidor”, mas disse ter “uma política de não interferir”[10]. Parte da queda seguinte veio do corte de impostos da LC 194, estimado em R$ 0,69 por litro[5].

A troca

Menos solavancos na bomba

Em maio de 2023, a diretoria da Petrobras, comandada por Jean Paul Prates, indicado por Lula, trocou o PPI por uma estratégia que evita repassar “a volatilidade conjuntural” do petróleo e do câmbio[4][11]. A referência externa não foi abandonada de todo, disse Prates[12]. Em 2024, a Petrobras mudou o preço da gasolina uma única vez[13].

Sob o PPI, o preço na bomba variou mais de 3% de um mês para o outro 21 vezes em seis anos e meio; depois, 4 vezes em pouco mais de três anos[1]. Sem descontar a inflação, o litro subiu desde 2023, em parte pela volta do imposto federal, decidida pelo governo Lula[14].

O choque

Mesmo barril, outro preço

Em abril de 2022 e em abril de 2026, o barril de petróleo custou quase o mesmo, em reais de hoje: R$ 595 e R$ 593[8][15]. Na bomba, o litro da gasolina custou R$ 8,66 e R$ 6,77[1]. Os impostos não eram os mesmos, e a subvenção à gasolina só começou no fim de maio de 2026[16].

O governo Lula também gastou em 2026 com subvenção e corte de impostos[17]. O plano de Flávio não menciona a Petrobras[18], e sua campanha diz não ter plano de privatizá-la[19]. Em 2022, no pico, ele garantiu que a política não mudaria. Agora, pede o seu voto.

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Referências 19 fontes

  1. 01 ANP · Série histórica do levantamento de preços Preço médio mensal da gasolina comum na bomba, no Brasil, de janeiro de 2016 a agosto de 2026 (planilha mensal desde 2013).
  2. 02 InfoMoney (Estadão Conteúdo) · Flávio Bolsonaro garante que pai não mudará política de preços da Petrobras (PETR4) Flávio, senador e coordenador da campanha do pai: “Com certeza, não vai mudar a política de preços. Se fosse para fazer, já teria feito.”
  3. 03 Petrobras · Adotamos nova política de preços de diesel e gasolina A diretoria executiva adota a paridade com o mercado internacional (PPI) e define que não praticará preços abaixo dela.
  4. 04 Petrobras · Petrobras sobre estratégia comercial de diesel e gasolina A diretoria executiva aprova, em 15 de maio de 2023, uma estratégia comercial em substituição à política de preço, evitando repassar a volatilidade externa.
  5. 05 Gazeta do Povo · Preço dos combustíveis nas bombas cai com tributos federais zerados e teto do ICMS A LC 194 limita o ICMS e zera tributos federais até dezembro de 2022: R$ 0,69 a menos por litro, em média.
  6. 06 Agência Brasil · Reajustes de preços da gasolina e diesel podem ser diários, anuncia Petrobras A partir de 3 de julho de 2017, a Petrobras pode reajustar os preços “inclusive diariamente”.
  7. 07 Poder360 · Leia todos os reajustes nos combustíveis feitos pela Petrobras em 2021 Em 2021, a Petrobras reajustou a gasolina 16 vezes, 5 delas reduções; alta acumulada de 68,6%.
  8. 08 U.S. Energy Information Administration · Europe Brent Spot Price FOB (Dollars per Barrel) Preço médio mensal do barril Brent: US$ 104,58 em abril de 2022 e US$ 117,29 em abril de 2026.
  9. 09 Bloomberg Línea · Petrobras desaba após informação sobre demissão de Silva e Luna Em 10 de março de 2022, a Petrobras subiu a gasolina em 18,8% e o diesel em 24,9%.
  10. 10 Poder360 · Bolsonaro volta a criticar a política de preços da Petrobras Bolsonaro: “Eu tenho uma política de não interferir” e o atrelamento “é péssimo para o consumidor”.
  11. 11 Poder360 · Petrobras anuncia redução de R$ 0,40 no litro da gasolina A nova estratégia encerra a paridade de importação em vigor desde 2016; a gasolina cai R$ 0,40 por litro.
  12. 12 InfoMoney · Lula jamais prometeu que preços da Petrobras (PETR4) nunca mais subiriam, diz Prates Prates: “Nunca disse [que] nós vamos descolar completamente da referência internacional”.
  13. 13 G1, via Fecombustíveis · Preço da gasolina sobe 10% nos postos em 2024; Petrobras ajustou valor nas refinarias uma vez no ano Em 2024, a Petrobras mudou o preço da gasolina nas refinarias uma única vez, em 8 de julho.
  14. 14 Poder360 · Lula aumenta imposto e Petrobras corta preço da gasolina O PIS/Cofins sobre a gasolina volta a ser cobrado em 1º de março de 2023; a Petrobras corta R$ 0,13 por litro.
  15. 15 Banco Central do Brasil · Série 3698: taxa de câmbio livre, dólar americano (venda), média mensal Dólar médio de R$ 4,7580 em abril de 2022 e R$ 5,0331 em abril de 2026.
  16. 16 O Povo · Petrobras eleva preço da gasolina para distribuidoras Subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina (MP 1.358), a partir de 29 de maio de 2026.
  17. 17 Agência Brasil · Subsídios à gasolina e ao diesel são ampliados após alta do petróleo O governo corta R$ 0,63 por litro do PIS/Cofins da gasolina de 10 de setembro a 5 de outubro de 2026, depois da subvenção de R$ 0,44.
  18. 18 Poder360 · Plano de Flávio não menciona Petrobras, e Lula cita estatal 11 vezes O plano de governo de Flávio, de 75 páginas, não faz nenhuma menção à Petrobras.
  19. 19 Poder360 · Campanha de Flávio diz que manterá Petrobras estatal Rogério Marinho, coordenador da campanha: “Não há nenhum plano no sentido de privatizar a Petrobras”.

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06 / 52 · Flávio · Pix ·mapasegundoturno.com.br/pix

Na noite do tarifaço, Flávio agradeceu a Trump. Aos EUA, ofereceu limitar as conexões do Pix.

Horas depois de Trump anunciar tarifa de 50% sobre o Brasil, Flávio Bolsonaro escreveu: “Obrigado, presidente @realDonaldTrump”[1]. Quando os EUA acusaram o Brasil de favorecer o Pix[2], ele disse aqui que “ninguém vai mexer no Pix”[3] e, por escrito a Washington, ofereceu uma lei que impede o Pix de se ligar a sistemas “não ocidentais” de outros países[4][5].

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Flávio, nas palavras dele
  1. 9 jul. 2025 · no X, horas depois do anúncio da tarifa de 50%

    Obrigado, presidente @realDonaldTrump. Façam o Brasil livre de novo. Queremos a Magnitsky. Peço RT[1]
  2. 2 jun. 2026 · em carta a Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA

    Estou pronto para colocar minha equipe de transição imediatamente à sua disposição. […] Deus abençoe a América, e Deus abençoe o Brasil.[6]
  3. 3 jun. 2026 · no Brasil, ao jornal O Tempo

    Ninguém vai mexer no Pix. Isso é uma conquista dos brasileiros.[3]
  4. 1º jul. 2026 · por escrito ao órgão de comércio dos EUA (USTR)

    O sinal decisivo: um compromisso legislativo de que o Pix não será interconectado a arranjos de liquidação transfronteiriça não ocidentais.[4][5]
  5. 28 ago. 2026 · no Jornal Nacional, sobre o irmão, Eduardo

    Eu acho que ele errou de agradecer com relação às tarifas.[1]

O post e os documentos aos EUA foram escritos em inglês. A frase ao USTR está na tradução da CNN Brasil[5]; as demais, em tradução nossa.

Milhões de pessoas usaram o Pix em 2025
148
Dos adultos do país
86%
Bilhões de transações em 2025 (quase)
80
Fonte: Banco Central, Relatório de Gestão do Pix[7]

O agradecimento

Primeiro, o obrigado

Em 9 de julho de 2025, Trump anunciou tarifa de 50% sobre os produtos do Brasil, citou o tratamento dado a Jair Bolsonaro e mandou abrir a investigação que chegaria ao Pix[8]. Às 23h16, Flávio agradeceu e pediu a Lei Magnitsky, que os EUA aplicaram depois contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF[1].

Em agosto de 2026, já candidato, disse no Jornal Nacional que o irmão “errou de agradecer com relação às tarifas”[1]. Eduardo Bolsonaro, ex-deputado, foi condenado pelo STF por coação no curso do processo, no caso do tarifaço[9].

A queixa

O que Washington quer do Pix

O Pix foi lançado pelo Banco Central em novembro de 2020, no governo do pai de Flávio[2], a partir de um projeto de 2018, sob Temer[10]. Em junho de 2026, o órgão de comércio dos EUA (USTR) concluiu que o Brasil prejudica empresas americanas ao favorecer o Pix[2].

A lista de queixas inclui bancos obrigados a oferecer o Pix de graça a pessoas físicas, teto para tarifas cobradas de empresas e o Pix exibido na tela principal dos aplicativos[2]. Em julho, veio a tarifa de 25% sobre importações do Brasil, com exceções[11].

Os sinais

O que Flávio escreveu a Washington

Em 2 de junho, um dia depois da acusação contra o Pix, Flávio escreveu ao secretário de Estado dos EUA: pediu que não houvesse tarifa e pôs sua equipe de transição “à sua disposição”[6]. Em 1º de julho, ao USTR, contestou a queixa contra o Pix e pediu a suspensão da tarifa[4][12].

No mesmo documento, ofereceu como “sinal decisivo” a lei contra conexões do Pix com sistemas “não ocidentais”; o uso dentro do Brasil não muda[5]. Propôs aliviar a regulação e os impostos dos cartões, concorrentes do Pix, e escreveu que busca “os mesmos resultados” que o presidente dos EUA[4].

O voto

Quem vai sentar nessa mesa

Lula disse que “o Pix é do Brasil” e que ninguém fará o país mudá-lo[13]; seu governo, que negociou por um ano, não evitou a tarifa de 25%[14]. Flávio diz que “o Brasil não pode brigar com os Estados Unidos”[3] e prometeu aos EUA, se eleito, nomear de imediato um negociador para as seis áreas da investigação, o Pix entre elas[4].

Em 25 de outubro, o voto decide quem senta nessa mesa em nome dos 148 milhões de pessoas que usaram o Pix em 2025[7].

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Referências 14 fontes

  1. 01 SBT News · Flávio também agradeceu a Trump por tarifas em 2025 O post de Flávio às 23h16 de 9 de julho de 2025, a Lei Magnitsky contra Moraes e a frase sobre Eduardo no Jornal Nacional.
  2. 02 USTR (em inglês) · Aviso de determinação e pedido de comentários sobre ação da Seção 301 contra práticas do Brasil A conclusão de que o Brasil favorece o Pix, seu “campeão nacional”, a lista de queixas e o lançamento do Pix em novembro de 2020.
  3. 03 Poder360 · “Pix é do Brasil, Pix é do Bolsonaro”, afirma Flávio Flávio, ao jornal O Tempo: “Ninguém vai mexer no Pix” e “O Brasil não pode brigar com os Estados Unidos”.
  4. 04 Gabinete do senador Flávio Bolsonaro (em inglês) · Comentário escrito sobre a ação proposta, processo USTR-2026-0331 O “sinal decisivo” sobre o Pix, o alívio aos cartões, a contestação da queixa, o pedido de suspensão, o negociador prometido e “os mesmos resultados” que busca o presidente dos EUA.
  5. 05 CNN Brasil · Flávio propõe aos EUA barrar Pix de sistemas “não-ocidentais” A tradução da proposta de “compromisso legislativo” e a contestação de Flávio à tese de concorrência desleal.
  6. 06 Gabinete do senador Flávio Bolsonaro (em inglês) · Ofício-Ext nº 008/2026-GSFB ao secretário de Estado Marco Rubio O pedido de que os EUA não imponham tarifas, a equipe de transição “à sua disposição” e o fecho “Deus abençoe a América, e Deus abençoe o Brasil”.
  7. 07 Banco Central do Brasil · Relatório de Gestão do Pix – 2ª edição 148 milhões de pessoas, 86% dos adultos, e quase 80 bilhões de transações com Pix em 2025.
  8. 08 Poder360 · Leia a íntegra da carta de Trump a Lula impondo tarifa de 50% A tarifa de 50%, a justificativa citando Jair Bolsonaro e a ordem de abrir a investigação da Seção 301.
  9. 09 Agência Brasil · Por unanimidade, STF condena Eduardo Bolsonaro no caso do tarifaço A condenação de Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo.
  10. 10 Lupa · No JN, Flávio Bolsonaro nega aquecimento global e erra sobre Pix, Dark Horse e ataques às urnas O Pix foi idealizado pelo Banco Central em 2018, no governo Temer.
  11. 11 Federal Register (em inglês) · Aviso de ação da Seção 301 sobre práticas do Brasil em comércio digital e pagamentos eletrônicos A tarifa de 25% sobre todas as importações do Brasil, com exceções.
  12. 12 Poder360 · Flávio pediu suspensão de tarifaço e propôs negociar se vencer Flávio se disse contra as tarifas, pediu a suspensão e propôs negociar se eleito.
  13. 13 CNN Brasil · “Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix”, diz Lula após relatório dos EUA Lula: “O Pix é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix”.
  14. 14 USTR (em inglês) · Ação da Seção 301 do USTR sobre atos, políticas e práticas injustificáveis do Brasil Um ano de negociações com o Brasil não resolveu as queixas; a tarifa de 25% foi aplicada.

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07 / 52 · Flávio · Milícia ·mapasegundoturno.com.br/milicia

A maior honraria da Alerj foi entregue na prisão. Por Flávio.

Em 2005, Flávio Bolsonaro propôs a Medalha Tiradentes, maior honraria da Alerj, para o PM Adriano da Nóbrega, então preso sob acusação de matar um guardador de carros, da qual seria absolvido em 2007[1]. Em 2019, Adriano foi denunciado como chefe de milícia; morreu em 2020, antes de qualquer julgamento[2].

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Uma rede de atos oficiais

Flávio Bolsonaro

Ex-deputado estadual no Rio, senador e candidato a presidente (PL)

  1. 01

    Fabrício Queiroz

    Ex-assessor de Flávio. Denunciado com ele em 2020; caso arquivado sem julgamento [3][4]

    • Ex-assessor

      Fabrício Queiroz foi assessor de Flávio. Segundo o próprio Flávio, foi Queiroz quem indicou a mãe de Adriano para o gabinete[5].

  2. 02

    Adriano da Nóbrega

    Ex-PM. Denunciado como chefe de milícia em 2019; morto em 2020, sem julgamento [2]

    • Moção de louvor out. 2003

      Como deputado estadual, Flávio apresentou moção de louvor ao tenente Adriano, elogiando sua “dedicação, brilhantismo e galhardia”[1]. A denúncia por milícia só viria em 2019[2].

    • Medalha Tiradentes jun. 2005

      Flávio propôs a maior honraria da Alerj para Adriano, então preso, acusado de matar um guardador de carros; ele seria absolvido em 2007[1]. Flávio entregou a medalha na prisão[11].

    • Repasses, segundo MP 2020 com Fabrício Queiroz

      O MP-RJ afirmou que Adriano transferiu mais de R$ 400 mil a contas controladas por Queiroz[12]. O STJ anulou as provas da investigação, e o caso foi arquivado sem julgamento[4].

  3. 03

    Raimunda Veras Magalhães

    Mãe de Adriano. Foi assessora no gabinete de Flávio na Alerj [5]

    • Emprego no gabinete

      A mãe de Adriano foi assessora no gabinete de Flávio na Alerj. Flávio diz que ela “foi contratada por indicação do ex-assessor Fabrício Queiroz”[5].

    • Mãe com Adriano da Nóbrega

      Raimunda Veras Magalhães é mãe de Adriano da Nóbrega[5].

  4. 04

    Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega

    Ex-mulher de Adriano. Assessora no gabinete de Flávio na Alerj de 2007 a 2018 [6]

    • Emprego no gabinete set. 2007 – nov. 2018

      A ex-mulher de Adriano trabalhou no gabinete de Flávio na Alerj de 2007 a 2018. O gabinete diz que todos “trabalhavam de acordo com as regras” e que o caso foi arquivado[6].

    • Ex-mulher com Adriano da Nóbrega

      Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega é ex-mulher de Adriano[12].

  5. 05

    Major Ronald Paulo Alves Pereira

    Condenado por comandar milícia (2021) e por duplo homicídio no caso Marielle (STF, 2026) [7][8]

    • Moção de louvor 2004

      Flávio homenageou o major Ronald por “importantes serviços prestados ao Estado do Rio de Janeiro” numa operação policial no Conjunto Esperança, que deixou três mortos[13]. Em 2021, Ronald foi condenado por comandar a milícia de Rio das Pedras e da Muzema[7].

  6. 06

    Maria de Fátima Bezerra Castro

    Secretária parlamentar no gabinete de Flávio no Senado; alvo de investigação da PF [9][10]

    • Gabinete no Senado 2023

      Maria de Fátima Bezerra Castro era secretária parlamentar no gabinete do senador Flávio[9]. É alvo de investigação da PF autorizada por Alexandre de Moraes; Flávio “não foi alvo”[10].

  7. 07

    Robson Calixto Fonseca, o Peixe

    Condenado pelo STF em 2026 a 9 anos por organização criminosa, no processo do caso Marielle [8]

    • Emenda out.–nov. 2023 com Maria de Fátima Bezerra Castro

      Peixe escreveu a ela: “Amiga vê com o nosso senador se consegue nos ajudar”. O gabinete de Flávio destinou R$ 199.999,79 ao instituto Ifop, na Taquara[9].

Cada linha é um ato documentado (homenagem, emprego, emenda) ou um parentesco, com data. Uma linha não é acusação de crime contra Flávio.

Ver as ligações em tabela
PessoaSituaçãoLigaçãoDataFontes
Fabrício QueirozEx-assessor de Flávio. Denunciado com ele em 2020; caso arquivado sem julgamentoEx-assessor—[3][4][5]
Adriano da NóbregaEx-PM. Denunciado como chefe de milícia em 2019; morto em 2020, sem julgamentoMoção de louvorout. 2003[2][1]
Medalha Tiradentesjun. 2005[2][1][11]
Repasses, segundo MP (com Fabrício Queiroz)2020[2][12][4]
Raimunda Veras MagalhãesMãe de Adriano. Foi assessora no gabinete de Flávio na AlerjEmprego no gabinete—[5]
Mãe (com Adriano da Nóbrega)—[5]
Danielle Mendonça da Costa da NóbregaEx-mulher de Adriano. Assessora no gabinete de Flávio na Alerj de 2007 a 2018Emprego no gabineteset. 2007 – nov. 2018[6]
Ex-mulher (com Adriano da Nóbrega)—[6][12]
Major Ronald Paulo Alves PereiraCondenado por comandar milícia (2021) e por duplo homicídio no caso Marielle (STF, 2026)Moção de louvor2004[7][8][13]
Maria de Fátima Bezerra CastroSecretária parlamentar no gabinete de Flávio no Senado; alvo de investigação da PFGabinete no Senado2023[9][10]
Robson Calixto Fonseca, o PeixeCondenado pelo STF em 2026 a 9 anos por organização criminosa, no processo do caso MarielleEmenda (com Maria de Fátima Bezerra Castro)out.–nov. 2023[8][9]

Cronologia

O que se sabia em 2005

Quando Flávio homenageou Adriano (2003 e 2005) e Ronald (2004), não havia as acusações de milícia: a denúncia contra Adriano é de 2019[2]; a condenação de Ronald, de 2021[7]. Mas a medalha foi proposta com Adriano preso, acusado de homicídio. Ele foi absolvido em 2007[1].

No Jornal Nacional, Flávio disse que Adriano “não tinha feito absolutamente nada de errado, não tinha nada contra ele nesta época”. A Agência Lupa checou: falso. Uma acusação que o ligava a uma morte em operação policial é de maio de 2003, antes da primeira homenagem[14].

2007

Milícia, “novo tipo de policiamento”

Em março de 2007, deputado estadual, Flávio disse: “Dizem que as milícias cobram tarifas, mas eu conheço comunidades em que os trabalhadores fazem questão de pagar R$ 15 para não ter traficantes”[15].

No mesmo ano, na Alerj, disse que “não se pode simplesmente estigmatizar as milícias” e as chamou de “novo tipo de policiamento”. Em 2019, explicou: “Eu sou contra milícias, só que nesse momento (em 2007) estava começando uma discussão sobre o que era isso”[16].

A emenda

“Fafá Flávio Bolsonaro”

No celular de Peixe, a secretária do gabinete estava salva como “Fafá Flávio Bolsonaro”[17]. Ele escreveu ainda: “amiga não esquece do IFOP não”[9]. A PF investiga desvio de emendas; ela e Peixe são alvos. Flávio “não foi alvo”[10].

A defesa de Flávio diz que a emenda seguiu a lei e que “a responsabilidade pela execução dos recursos é da entidade beneficiária, não do parlamentar”[10].

Agora

A promessa de agora

Flávio diz que deu “centenas” de homenagens e não conhecia as acusações[16]. Em 2020, afirmou que os PMs homenageados “estavam presos injustamente acusados de matarem um flanelinha” e concluiu: “Eu estava certo!”[18].

Em junho deste ano, ao apresentar seu plano de segurança, Flávio prometeu: “O terrorista vai ser tratado como terrorista. Vamos declarar PCC, Comando Vermelho, milícias […]”[19]. A promessa é deste ano; os atos vão de 2003 a 2023. O voto é em 25 de outubro.

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Referências 19 fontes

  1. 01 Exame (Estadão Conteúdo) · Ex-PM estava preso quando recebeu homenagem de Flávio Bolsonaro Moção de louvor de out. 2003; Medalha Tiradentes proposta em jun. 2005 com Adriano preso, aprovada em ago. 2005; absolvição em jan. 2007.
  2. 02 Poder360 · Ex-PM suspeito no caso Marielle é morto em operação policial na Bahia Adriano acusado de chefiar milícia (Operação Intocáveis, 2019) e morto em 2020; nenhuma acusação havia sido comprovada.
  3. 03 Poder360 · Flávio Bolsonaro é denunciado por “rachadinha” na Alerj Flávio, o ex-assessor Fabrício Queiroz e outras 15 pessoas foram denunciados pelo MP-RJ em 2020.
  4. 04 InfoMoney · Gilmar nega recursos e mantém arquivado caso das “rachadinhas” de Flávio Bolsonaro O STJ anulou decisões e provas; o caso foi arquivado em maio de 2022 e segue arquivado.
  5. 05 O Povo · Flávio Bolsonaro atribui a Queiroz contratação de parentes de suposto membro do Escritório do Crime A mãe de Adriano era assessora no gabinete; Flávio diz que ela foi contratada por indicação de Queiroz.
  6. 06 Estado de Minas · Flávio Bolsonaro tinha funcionária fantasma, diz viúva de ex-PM A ex-mulher de Adriano esteve no gabinete de set. 2007 a nov. 2018; resposta do gabinete e arquivamento do caso.
  7. 07 Amaerj (O Globo) · Major da PM é condenado a 17 anos de prisão por comandar milícia de Rio das Pedras e da Muzema Ronald condenado a 17 anos e 6 meses por organização criminosa; comandava a milícia de Rio das Pedras e da Muzema.
  8. 08 Conjur · STF condena irmãos Brazão por mandarem matar Marielle Franco Ronald condenado a 56 anos por duplo homicídio e tentativa; Robson Calixto, a 9 anos por organização criminosa.
  9. 09 Poder360 · Assessora de Flávio tratou de emenda com miliciano do caso Marielle As mensagens de Peixe à secretária parlamentar e a emenda de R$ 199.999,79 ao Ifop.
  10. 10 Terra (Estadão) · PF investiga desvio de emendas negociadas entre assessora de Flávio Bolsonaro e condenado por morte de Marielle Franco, diz jornal A PF investiga a assessora e Peixe; Flávio não foi alvo; a defesa de Flávio sobre a emenda.
  11. 11 Exame · Flávio Bolsonaro visitava Adriano na prisão, diz ex-colega de cela Flávio diz que só visitou Adriano na prisão para entregar a medalha.
  12. 12 Gazeta do Povo · Miliciano Adriano Nóbrega integrava “núcleo” de grupo de Flávio Bolsonaro Segundo o MP-RJ, Adriano transferiu mais de R$ 400 mil a contas controladas por Queiroz.
  13. 13 Jornal do Brasil · Flávio Bolsonaro homenageou em 2004 suspeito de participar da morte de Marielle A moção de louvor e congratulações de 2004 ao major Ronald e a operação no Conjunto Esperança.
  14. 14 Agência Lupa · No JN, Flávio Bolsonaro nega aquecimento global e erra sobre Pix, Dark Horse e ataques às urnas Checagem: é falso que não houvesse nada contra Adriano na época das homenagens.
  15. 15 Terra · Deputado quer legalizar milícias no Rio A frase de Flávio sobre trabalhadores que pagam R$ 15 às milícias para não ter traficantes.
  16. 16 A Gazeta · Flávio Bolsonaro diz na TV que é contra milícias As falas de 2007 na Alerj, a explicação de Flávio em 2019 e as “centenas” de homenagens.
  17. 17 CNN Brasil · Assessora de Flávio negociou emenda com condenado em caso Marielle No celular de Peixe, a assessora estava salva como “Fafá Flávio Bolsonaro”.
  18. 18 Metrópoles · Flávio Bolsonaro diz que Adriano era inocente quando o homenageou A defesa de Flávio: os PMs homenageados estavam presos injustamente; “Eu estava certo!”.
  19. 19 Metrópoles · Flávio Bolsonaro defende tratar milícias como organizações terroristas A promessa de declarar PCC, Comando Vermelho e milícias organizações terroristas.

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08 / 52 · Flávio · Partidos ·mapasegundoturno.com.br/partidos

Emendas e Master: o PL de Flávio aparece muito mais que o PT

Flávio Bolsonaro está no PL desde dezembro de 2021[1]. De 2022 a fevereiro de 2025, operações da PF sobre emendas atingiram quatro parlamentares do partido, e nenhum do PT[2]; três deles foram condenados pelo STF[3]. No caso Banco Master, o próprio Flávio é investigado[4].

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PL × PT, pessoa a pessoa PL PT 1 quadrado = 1 político
  1. Emendas: condenados no STF

    Políticos condenados pelo STF por propina em emendas da saúde no Maranhão · julgamento em março de 2026 [3]

    • PL 3
    • PT 0 nenhum
  2. Operações sobre emendas

    Parlamentares federais alvos da PF ou com pedido de inquérito em operações sobre emendas · 2022 a fevereiro de 2025 [2]

    • PL 4
    • PT 0 nenhum
  3. Caso Banco Master

    Políticos investigados no STF ou alvos de busca da PF · 2026 [4][5][6]

    • PL 3
    • PT 1

Cada quadrado é uma pessoa, não uma taxa. Os condenados da primeira linha também estão na segunda: não some as linhas.

Ver os números em tabela
CasoPLPTO que contaPeríodo
Emendas: condenados no STF30Políticos condenados pelo STF por propina em emendas da saúde no Maranhãojulgamento em março de 2026
Operações sobre emendas40Parlamentares federais alvos da PF ou com pedido de inquérito em operações sobre emendas2022 a fevereiro de 2025
Caso Banco Master31Políticos investigados no STF ou alvos de busca da PF2026

Emendas

Três condenados do PL

O STF condenou três políticos do PL por desviar emendas da saúde em São José de Ribamar (MA): Josimar Maranhãozinho (6 anos e 5 meses), Pastor Gil (5 anos e 6 meses) e Bosco Costa (5 anos). Exigiram cerca de R$ 1,6 milhão em propina[3].

Em ao menos sete operações da PF sobre emendas, de 2022 a fevereiro de 2025, quatro parlamentares do PL foram atingidos. Do PT, nenhum[2]. Em setembro de 2026, a Operação Make Up, sobre desvio de emendas para uma empresa privada, mirou Mario Frias (PL-SP), produtor executivo de Dark Horse[7].

Presidente

Quem comanda o partido de Flávio

O ministro Flávio Dino, do STF, bloqueou R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Segundo a investigação, ele direcionou, sem mandato, ao menos 21 emendas, que somam R$ 119 milhões. É investigado, sem denúncia; a defesa diz que ele nega qualquer crime[8].

No mensalão, Valdemar foi condenado a 7 anos e 10 meses por corrupção passiva e lavagem; um indulto extinguiu a pena em 2016[9]. Na época, o partido dele era aliado de Lula e havia indicado José Alencar como vice; Valdemar disse que o dinheiro pagou dívidas da campanha de Lula[10].

Candidato

O candidato também é investigado

Flávio é investigado no STF desde julho por suspeita de lavagem, evasão de divisas e corrupção no financiamento de Dark Horse: R$ 61 milhões teriam vindo de Daniel Vorcaro, dono do Master. Eduardo Bolsonaro também é alvo. Flávio diz não haver nada errado em buscar recursos privados[4].

O líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante, e Carlos Jordy (PL-RJ) foram alvo da Operação Galho Fraco: R$ 28,6 milhões em movimentações suspeitas em contas de assessores e funcionários do partido ligados aos dois, e R$ 400 mil em dinheiro vivo numa casa de Sóstenes. Jordy nega e fala em perseguição[11].

Outro lado

O PT também aparece

No caso Master, Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, foi alvo da PF; diz que jamais participou de qualquer intermediação[6]. Na fraude do INSS, a PF mirou um secretário do governo Lula e um vice-líder do governo, do PDT; nenhum político do PL[12].

Em junho de 2025, uma operação sobre emendas na Bahia mirou dois ex-prefeitos do PT, que não são parlamentares[13]. O PL tem a maior bancada da Câmara[14], mas nas emendas e no Master a sigla que mais se repete é a do partido de Flávio. Em 25 de outubro, ela está na urna.

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Referências 14 fontes

  1. 01 O Povo · Após aparecer filiado ao Missão, Flávio Bolsonaro registra candidatura pelo PL; entenda Flávio consta no PL desde 8 de dezembro de 2021, segundo o registro eleitoral.
  2. 02 Metrópoles · Operações da PF sobre emendas já atingiram PL, União Brasil, PSB e PDT Ao menos sete operações sobre emendas desde 2022: quatro políticos do PL atingidos, nenhum do PT entre os citados.
  3. 03 CNN Brasil · STF condena deputados do PL a até 6 anos por desvio de emendas As penas de Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa e a propina de cerca de R$ 1,6 milhão.
  4. 04 Agência Brasil · Mendonça incluiu Flávio Bolsonaro como investigado no caso Dark Horse Flávio investigado desde 22 de julho; R$ 61 milhões de Vorcaro; Eduardo também é alvo; a defesa de Flávio.
  5. 05 Folha de Pernambuco · Cláudio Castro é alvo da PF em operação sobre aportes do Rioprevidência no Master O ex-governador Cláudio Castro (PL) foi alvo de buscas da PF no caso Master.
  6. 06 InfoMoney · Caso Master: Jaques Wagner é alvo de nova fase da Operação Compliance Zero Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, foi alvo da PF no caso Master, e a defesa dele.
  7. 07 Agência Brasil · Mario Frias e produtora de Dark Horse são alvos de operação da PF Mario Frias (PL-SP) foi alvo da Operação Make Up, sobre desvio de emendas para empresa privada.
  8. 08 O Tempo · Dino bloqueia R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto Bloqueio de R$ 119,2 milhões; 21 emendas sob suspeita; Valdemar investigado, sem denúncia; a defesa nega.
  9. 09 Conjur · Condenado no mensalão, Valdemar Costa Neto recebe indulto A pena de 7 anos e 10 meses por corrupção passiva e lavagem, extinta por indulto em 2016.
  10. 10 Folhapress, via Banda B · Valdemar tem relação antiga com Lula antes de elogios que incomodaram Bolsonaro; relembre Em 2002, o partido de Valdemar se coligou ao PT e indicou José Alencar; o dinheiro pagou dívidas da campanha.
  11. 11 Agência Brasil · Movimentações suspeitas envolvendo Sóstenes e Jordy somam R$ 28,6 mi R$ 28,6 milhões em movimentações suspeitas, R$ 400 mil em espécie e a defesa de Jordy.
  12. 12 CNN Brasil · PF deflagra nova fase de operação contra fraudes no INSS; veja quem é alvo Alvos da fraude do INSS: um secretário do governo Lula e o senador Weverton Rocha (PDT); nenhum do PL.
  13. 13 Gazeta do Povo · PF mira políticos do PT, PSB e PDT por suspeita de desvio de emendas parlamentares na BA Dois ex-prefeitos do PT entre os alvos de uma operação sobre emendas na Bahia; nenhum parlamentar do PT.
  14. 14 CNN Brasil · PL terá maior bancada da Câmara; federação do PT mantém segundo lugar O PL elegeu 121 dos 513 deputados em 2026, a maior bancada.

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09 / 52 · Flávio · Aliados ·mapasegundoturno.com.br/aliados

Com quem Flávio anda: condenados, investigados e o relator da reforma trabalhista

O PL, partido de Flávio Bolsonaro, é presidido por Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão e com a pena extinta por indulto[1]. O papel central na campanha é de Rogério Marinho[2], relator da reforma trabalhista que permitiu o negociado prevalecer sobre o legislado[3].

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Quem está ao lado de Flávio
  1. maio 2016 · Valdemar Costa Neto, hoje presidente do PL

    Condenado no mensalão a 7 anos e 10 meses, teve a pena extinta por indulto no STF[1].

  2. 26 abr. 2017 · Rogério Marinho, então deputado (PSDB-RN), hoje à frente da campanha de Flávio

    Relator da reforma trabalhista, aprovada na Câmara por 296 a 177, que mudou mais de 100 pontos da CLT[3].

  3. 22 out. 2019 · Flávio Bolsonaro (então PSL-RJ) e Ciro Nogueira (PP-PI), no Senado

    Os dois votaram Sim à reforma da Previdência, aprovada por 60 a 19[4].

  4. 2025 · Jair Bolsonaro, pai de Flávio, e dois ex-ministros dele

    O STF condenou Jair a 27 anos e 3 meses, Braga Netto a 26 e Anderson Torres a 24 na trama golpista[5].

  5. dez. 2025 · Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara

    A PF apreendeu R$ 469,7 mil em dinheiro com ele. Sóstenes é investigado, nega e diz que o dinheiro vem da venda de um imóvel[6].

  6. 17 mar. 2026 · Três parlamentares do PL

    A 1ª Turma do STF condenou Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa por corrupção passiva no desvio de emendas[7].

  7. maio 2026 · Ciro Nogueira, ex-ministro de Jair, que diz ter “relação próxima” com Flávio

    A PF suspeita que ele recebia “mesada de até R$ 500 mil” do dono do Banco Master. Ciro é investigado[8].

  8. 2026 · Deputados do PL

    A Câmara aprovou o fim da escala 6x1 por 472 a 22, e 11 dos 22 votos contra eram do PL[9].

  9. out. 2026 · Flávio Bolsonaro, candidato

    Chamou a discussão da 6x1 de “oportunista”[10]. Em 14 de outubro, votou sim à PEC no Senado, nos dois turnos[11].

“Condenado” e “investigado” são situações diferentes, e cada item diz qual é. Flávio não é réu em nenhum desses casos.

O partido

Quem preside o PL

Valdemar Costa Neto, presidente do partido pelo qual Flávio concorre, foi condenado no mensalão a 7 anos e 10 meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em 2016, a pena foi extinta por indulto[1].

Em março, o STF condenou por corrupção passiva, no desvio de emendas, três parlamentares do PL: Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa[7]. Em dezembro, a PF apreendeu R$ 469,7 mil em dinheiro com Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara. Ele e Carlos Jordy são investigados, negam irregularidades e dizem sofrer perseguição[6].

O governo

O pai e seus ministros

O STF condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses “por comandar a tentativa de golpe de Estado”. Na mesma ação foram condenados dois ex-ministros dele: Braga Netto, vice na chapa de 2022, a 26 anos, e Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, a 24[5]. Flávio não é réu nesse processo.

Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil de Jair, diz ter “relação próxima” com Flávio. A PF suspeita que ele recebia “mesada de até R$ 500 mil” de Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Ciro é investigado. Flávio defendeu a operação: “As denúncias do Caso Master são muito graves”[8].

O trabalho

Os votos sobre quem trabalha

Rogério Marinho, que tem “o papel central na articulação política e geral da campanha”[2], relatou a reforma trabalhista. Com ela, o negociado pode prevalecer sobre o legislado e o sindicato deixa de ter de assistir o trabalhador na rescisão[3]. Em 2019, Flávio e Ciro votaram Sim à reforma da Previdência[4].

A Câmara aprovou o fim da escala 6x1 por 472 a 22, e 11 dos 22 votos contrários eram do PL[9].

O voto

O que o candidato diz

Flávio chamou a discussão da 6x1 de “oportunista” e diz ter “uma proposta infinitamente melhor”. No Senado, em 14 de outubro, votou sim à PEC nos dois turnos[11]. O plano de governo dele defende “permitir que trabalhador e empresa combinem diretamente as condições de trabalho”[10].

Um presidente governa com quem tem ao lado. Em 25 de outubro, é essa a companhia que está na urna.

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Referências 11 fontes

  1. 01 Conjur · Condenado no mensalão, Valdemar Costa Neto recebe indulto Condenação de Valdemar no mensalão (7 anos e 10 meses) e indulto que extinguiu a pena
  2. 02 Poder360 · Saiba como Flávio estruturou sua pré-campanha para 2026 Rogério Marinho no papel central da campanha de Flávio
  3. 03 Agência Brasil · Câmara aprova texto-base da reforma trabalhista Placar de 296 a 177, relatoria de Marinho e o que a reforma muda na CLT
  4. 04 Congresso em Foco · Renan e Kátia são os principais dissidentes no 2º turno da Previdência. Veja como cada senador votou Votos Sim de Flávio e Ciro Nogueira na reforma da Previdência, aprovada por 60 a 19
  5. 05 O Povo · Trama golpista: STF condenou 24 réus; maior pena é de Bolsonaro Penas de Jair Bolsonaro, Braga Netto e Anderson Torres na trama golpista
  6. 06 CNN Brasil · Valor total apreendido com Sóstenes é de R$ 469,7 mil, após balanço da PF Apreensão na operação Galho Fraco, Jordy também alvo, e a defesa dos dois
  7. 07 Congresso em Foco · 1ª Turma do STF condena deputados por desvio de emendas parlamentares Condenação de Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa por corrupção passiva
  8. 08 Gazeta do Povo · Flávio e Tarcísio se descolam de Ciro Nogueira após nova operação contra Banco Master Relação próxima de Ciro com Flávio, suspeita da PF e a reação de Flávio à operação
  9. 09 Brasil de Fato · Fim da escala 6×1: relembre quem votou contra a PEC na Câmara; PL e Novo dominam lista Placar de 472 a 22 e os 11 deputados do PL entre os votos contrários
  10. 10 Terra · Flávio Bolsonaro é contra ou a favor o fim da escala 6x1? Veja o que ele disse Declarações de Flávio sobre a 6x1 e o plano de governo
  11. 11 Senado Federal · PEC 221/2019: votações nominais 75 a 1 nos dois turnos; voto de cada senador, com Flávio Bolsonaro, Sim.

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10 / 52 · Flávio · Propostas ·mapasegundoturno.com.br/propostas

No Instagram, Flávio criticou adversários em 38% dos posts. Lula, em 4,72%.

Segundo a Bites, para o Poder360, 43 dos 113 posts de Flávio Bolsonaro no Instagram entre 16 de agosto e 16 de setembro traziam críticas a adversários. Nos de Lula, foram 11 de 233: menos de 1 em cada 20[1].

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Críticas a adversários no Instagram Todos os posts de cada candidato no Instagram de 16 de agosto a 16 de setembro de 2026; em vermelho, os com críticas a adversários, segundo a Bites para o Poder360. Críticas a adversários Outros posts
  1. Flávio Bolsonaro [1]

    113 posts

    43 de 113 · 38%

  2. Lula [1]

    233 posts

    11 de 233 · 4,72%

A contagem usou a mesma metodologia nos dois perfis e mede só posts com críticas a adversários, não mede propostas. Em proporção, a de Flávio é 8 vezes a de Lula, que publicou mais (233 posts, contra 113) e também criticou adversários em 11 deles[1].

Ver os números em tabela
PeríodoCríticas a adversáriosOutros postsTotal (posts)
Flávio Bolsonaro4370113
Lula11222233
O que cada plano diz Trechos dos planos de governo das duas campanhas, com 84 páginas o de Lula e 76 o de Flávio, em quatro temas.
AssuntoLulaFlávio Bolsonaro
Jornada 6x1 Plano e declarações

Atuar no Senado pelo fim da escala 6x1 e pela jornada de 40 horas sem redução salarial[2], como aprovou a Câmara, por 461 a 19[3]. O Senado aprovou a PEC em 14 de outubro, por 75 a 1[4].

O plano não menciona a escala 6x1[5]. Em 6/10, Flávio defendeu como alternativa “dar liberdade para o trabalhador escolher sua própria carga horária” e chamou Lula de “oportunista”[6]. No Senado, votou sim à PEC nos dois turnos[7].

Programas sociais e saúde Nos planos

A Farmácia Popular incluirá “exames laboratoriais, de diagnóstico e de monitoramento de condições crônicas”, como hipertensão e diabetes[2].

“Vamos manter os programas sociais existentes”, diz o plano[5].

Segurança Nos planos

“Uma vez aprovada a PEC da Segurança Pública proposta pelo Executivo, criaremos o Ministério da Segurança Pública”[2].

Promete “meio milhão de novas vagas no sistema prisional em 4 anos”[5].

Custos Análise do Poder360

Não informa quanto as propostas custam, nem metas fiscais ou trajetória da dívida. Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, vê um orçamento “frouxo”[8].

Não informa quanto as propostas custam, nem metas fiscais ou trajetória da dívida. Para Schwartsman, os cortes de gastos de Flávio são “um grande vazio”[8].

Detalhes

Quando a pergunta é o como

Em fevereiro, ainda pré-candidato, Flávio foi perguntado no Pânico, da Jovem Pan, se traria de volta o teto de gastos. Respondeu: “Não quero entrar em detalhes do que vou propor”, e disse que a equipe ainda estudava o tema[9].

Em 23 de setembro, já candidato, anunciou numa live o SOS Brasil, fundo para pagar parte da dívida pública e reduzir a dívida das pessoas, com “receitas novas”. Segundo o Jornal de Brasília, “ele não detalhou como isso será feito, mas disse que sua equipe já estuda as mudanças”[10].

Continuidade

Da lei em vigor ao plano

Prometida por Lula, a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês passou por unanimidade no Congresso e vale desde 1º de janeiro de 2026. É compensada por mais imposto sobre rendas acima de R$ 600 mil por ano[11].

O plano de Lula nomeia os próximos passos: fim da escala 6x1, aprovado na Câmara por 461 a 19[3] e no Senado por 75 a 1, e agora à espera de promulgação[4]; exames na Farmácia Popular; um Ministério da Segurança Pública, se passar a PEC[2]. Nenhum dos dois planos diz quanto as propostas custam[8].

O voto

Leia os dois planos

Os dois planos estão publicados: 84 páginas de Lula[2] e 76 de Flávio, que promete meio milhão de novas vagas no sistema prisional e “o corte de no mínimo 10 ministérios”[5].

O segundo turno é em 25 de outubro. Antes de votar, leia os dois e compare com o que cada candidato escolheu postar.

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Referências 11 fontes

  1. 01 Poder360 · 4 a cada 10 posts de Flávio no Instagram têm críticas a adversários Bites, 16/8 a 16/9, mesma metodologia nos 2 perfis: 43 de 113 posts de Flávio (38%) e 11 de 233 de Lula (4,72%) com críticas a adversários.
  2. 02 Plano de governo de Lula · Diretrizes para o Programa de Transformação do Brasil: um país soberano, democrático, desenvolvido, sustentável e criativo 84 páginas, cópia publicada pelo Poder360: fim da 6x1 e 40 horas, Ministério da Segurança Pública após a PEC, exames na Farmácia Popular.
  3. 03 Agência Brasil · Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6x1 461 a 19 no 2º turno; jornada de 40 horas, sem corte de salário.
  4. 04 Agência Senado · Senado aprova fim da escala 6x1 Aprovação em dois turnos, 75 a 1 em ambos; a PEC vai à promulgação.
  5. 05 Plano de governo de Flávio Bolsonaro · Para o Brasil vencer o atraso: Diretrizes do Plano de Governo 2027-2030 76 páginas, cópia publicada pelo Poder360: sem menção à escala 6x1; mantém os programas sociais; meio milhão de vagas prisionais; corte de 10 ministérios.
  6. 06 Poder360 · Flávio critica fim da escala 6 X 1 e defende jornada flexível Flávio: “dar liberdade para o trabalhador escolher sua própria carga horária”; chamou Lula de “oportunista”.
  7. 07 Senado Federal · PEC 221/2019: votações nominais 75 a 1 nos dois turnos; voto de cada senador, com Flávio Bolsonaro, Sim.
  8. 08 Poder360 · Saiba quais são as propostas de Lula e Flávio para as contas públicas Nenhum dos dois programas informa custos, metas fiscais ou trajetória da dívida; Schwartsman: “Orçamento frouxo” (Lula), “um grande vazio” (Flávio).
  9. 09 IstoÉ Dinheiro · Flávio defende reformas e privatizações, mas evita falar sobre volta de teto de gastos No Pânico, da Jovem Pan: “Não quero entrar em detalhes do que vou propor”, sobre o teto de gastos.
  10. 10 Jornal de Brasília · Flávio Bolsonaro diz que, se eleito, criará fundo para pagar parte da dívida pública Fundo SOS Brasil com “receitas novas”; “ele não detalhou como isso será feito, mas disse que sua equipe já estuda as mudanças”.
  11. 11 CNN Brasil · Lula sanciona isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil Isenção a partir de 1º de janeiro de 2026, compensada por mais imposto acima de R$ 600 mil por ano; unanimidade nas duas Casas; promessa de campanha.

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11 / 52 · Flávio · Os dois planos ·mapasegundoturno.com.br/os-dois-planos

Flávio promete menos imposto, mais verba e contas no azul. Não diz quem paga.

Lemos lado a lado os planos de governo de Lula[1] e de Flávio Bolsonaro[2]. Flávio promete cortar impostos, dobrar a verba da segurança e fechar as contas no azul, tudo ao mesmo tempo, e não diz quanto isso custa[2].

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Os dois planos: imagem 1 de 7Os dois planos: imagem 2 de 7Os dois planos: imagem 3 de 7Os dois planos: imagem 4 de 7Os dois planos: imagem 5 de 7Os dois planos: imagem 6 de 7Os dois planos: imagem 7 de 7

O que cada plano escreve Os dois textos têm tamanho parecido: cerca de 23,4 mil palavras no de Lula e 21,3 mil no de Flávio.
AssuntoLulaFlávio Bolsonaro
Contas e impostos No plano

Promete manter as regras para as contas públicas, o arcabouço fiscal (p. 49), sem cravar um número[1]. Quem decide a meta de cada ano é o Congresso[3], que em 2025 barrou duas tentativas do governo de cobrar mais imposto do setor financeiro[4][5].

Promete reduzir o IVA (p. 30) e entregar superávits primários (p. 71). O único corte que detalha é o de “no mínimo 10 ministérios”, cargos e supersalários (p. 69)[2].

Segurança No plano

Diz de onde sai parte do dinheiro: “R$ 10 bilhões do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social” (p. 27)[1].

Promete dobrar o investimento federal (p. 15), meio milhão de vagas em presídios e cinco presídios “no modelo adotado por El Salvador” (p. 14), sem dizer o custo[2].

Trabalho No plano

Mantém a valorização do salário mínimo (p. 74) e promete atuar pelo fim da escala 6x1, com jornada de 40 horas “sem redução salarial” (p. 75)[1].

Defende “o negociado sobre o legislado” (p. 44). Não menciona o salário mínimo nem a escala 6x1 nenhuma vez[2].

Programas sociais No plano

Promete “manter, aperfeiçoar e ampliar as políticas de proteção social” (p. 18). Fala 25 vezes em pobreza, fome ou desigualdade a cada 10 mil palavras[1].

Promete manter os programas existentes, mas diz que, para a esquerda, “dependência vira voto” (p. 42). Cita pobreza, fome ou desigualdade 4 vezes a cada 10 mil palavras[2].

Quem é o alvo Na contagem

Não cita o PT nenhuma vez e cita Bolsonaro quatro vezes[1].

Cita o PT nove vezes e abre dizendo que “a tragédia que aí está tem a assinatura do PT” (p. 8). Das 23 menções a Bolsonaro, 20 são ao governo do pai, para reivindicar feitos[2].

Contagem do Mapa no corpo dos dois textos, sem capa, sumário e índice. As páginas citadas são as dos PDFs.

A conta

Promessas caras, nenhuma fonte

Flávio promete 2,5 milhões de moradias (p. 47) e R$ 900 bilhões em obras em quatro anos (p. 51), além de impostos menores e superávit[2]. O plano não diz quanto custa nem de onde sai o dinheiro. Sobre o fundo com bens da União que propõe, “o plano não informa quais ativos e imóveis comporiam o fundo, o tamanho dele nem quem o administraria”[6].

O método

O que dizem os especialistas

O plano de Flávio diz que “bandido armado com fuzil na mão vai ser abatido” (p. 13)[2]. Para Luiz Fábio Paiva, da UFC, as propostas de segurança são “medidas populistas, sem evidência, que não atacam as causas reais da violência no país”. A socióloga Carolina Grillo, da UFF, lembra: “Prisões em massa são caríssimas”[7].

O contexto

A conta passa pelo Congresso

Quem aprova a meta fiscal de cada ano é o Congresso[3]. Em 2025, a Câmara derrubou duas medidas do governo para arrecadar mais, e cada derrota obrigou a buscar o dinheiro em outro lugar[4][5]. Nem tudo foi barrado: a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil passou por unanimidade[8].

O Orçamento no Congresso
  1. 25 jun. 2025 · Câmara e Senado

    A Câmara derrubou o aumento do IOF por 383 a 98, e o Senado confirmou no mesmo dia. O governo previa arrecadar R$ 10 bilhões em 2025[4]. Foi a primeira vez desde 1992 que o Congresso derrubou um decreto presidencial[9].

  2. 8 out. 2025 · Câmara

    Por 251 a 193, a Câmara tirou de pauta a medida provisória que compensava o IOF, com mais imposto sobre instituições financeiras. Para a meta de 2026, o governo teve de buscar mais de R$ 30 bilhões[5].

  3. 27 nov. 2025 · Lei sancionada

    Aprovada por unanimidade na Câmara e no Senado, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês virou lei, com cobrança de até 10% sobre rendas acima de R$ 600 mil por ano[8].

  4. 19 dez. 2025 · Orçamento de 2026

    O Congresso aprovou o Orçamento com meta de superávit de R$ 34,3 bilhões, cumprida mesmo com déficit zero, e cerca de R$ 50 bilhões em emendas parlamentares[3].

Seu voto

Leia os dois antes de 25

Os dois planos estão nas referências abaixo. Compare as promessas e veja qual explica como vai cumprir o que promete. No dia 25 de outubro, a escolha é sua.

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Referências 09 fontes

  1. 01 Plano de governo de Lula · Diretrizes para o Programa de Transformação do Brasil: um país soberano, democrático, desenvolvido, sustentável e criativo 84 páginas, cópia publicada pelo Poder360: arcabouço fiscal (p. 49), R$ 10 bi do FIIS (p. 27), salário mínimo (p. 74), fim da 6x1 (p. 75).
  2. 02 Plano de governo de Flávio Bolsonaro · Para o Brasil vencer o atraso: Diretrizes do Plano de Governo 2027-2030 76 páginas, cópia publicada pelo Poder360: IVA (p. 30), superávits (p. 71), 10 ministérios (p. 69), segurança (p. 13–15), moradias (p. 47), R$ 900 bi (p. 51).
  3. 03 Agência Câmara · Congresso Nacional aprova Orçamento de 2026 com R$ 6,5 trilhões em despesas Meta de superávit de R$ 34,3 bi, cumprida com déficit zero; cerca de R$ 50 bi em emendas.
  4. 04 CNN Brasil · Em derrota para governo, Câmara derruba aumento do IOF; Senado ainda votará 383 a 98 na Câmara; o decreto previa R$ 10 bilhões em 2025.
  5. 05 Exame · Câmara retira MP 1303 da pauta. Derrotado, governo terá de buscar R$ 30 bi para meta de 2026 251 a 193; a MP elevava a CSLL de instituições financeiras; mais de R$ 30 bi a buscar para 2026.
  6. 06 InvestNews · Flávio Bolsonaro: 5 propostas para a economia em um governo O plano não informa ativos, tamanho nem gestor do fundo com bens da União.
  7. 07 Jornal de Brasília (Folhapress) · Especialistas apontam desconhecimento do sistema de segurança pública em plano de Flávio Bolsonaro Luiz Fábio Paiva (UFC): “medidas populistas, sem evidência”; Carolina Grillo (UFF): “Prisões em massa são caríssimas”.
  8. 08 Agência Senado · Sancionada isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês Aprovação unânime nas duas Casas; até 10% sobre rendas acima de R$ 600 mil por ano.
  9. 09 Exame · Senado confirma derrubada do decreto do IOF e Congresso impõe derrota histórica ao governo Senado confirmou em votação simbólica; primeira derrubada de decreto presidencial desde 1992.

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12 / 52 · Flávio · Católicos ·mapasegundoturno.com.br/catolicos

Flávio acusou “gente de dentro da CNBB”. Sem provas.

Uma semana antes do primeiro turno, Flávio Bolsonaro disse que o PT levantou uma fake news “com ajuda de gente de dentro da CNBB”, sem apresentar provas[1]. A CNBB negou e respondeu: “Mentira não se combate com outra mentira”[2].

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O bispo, a CNBB e Flávio
  1. 2001 · Bispo JB Carvalho, no livro “A Bomba”

    Deus odeia o culto a Rainha dos Céus[3]
  2. 2001 · Bispo JB Carvalho, no mesmo livro

    Convoco a todos os brasileiros cristãos […] que Aparecida não seja mais Senhora em nossa nação[3]
  3. 27 set. 2026 · Flávio, em ato de campanha em Aracaju

    O PT, eu sei hoje, já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news e conseguiu com ajuda de gente de dentro da CNBB[1]
  4. set. 2026 · CNBB, em nota

    Mentira não se combate com outra mentira[2]
  5. 28 set. 2026 · Flávio, em São Paulo, com Tarcísio

    A todos os católicos, agradeço a confiança e digo que isso não existe[4]

Flávio nega querer mudar o título da padroeira[4], e o TSE, em ação movida por ele, manteve a remoção de posts que o ligavam a essa afirmação falsa[5]. As frases de 2001 são do bispo, não de Flávio.

Milhões de eleitores não votaram no 1º turno
33,4
Milhões de votos separaram Flávio e Lula
2,2
Dos brasileiros de 10 anos ou mais são católicos
56,7%
Fontes: abstenção[6] e resultado[7] do 1º turno, 4 out. 2026; IBGE, Censo 2022[8]. Não há dados de abstenção por religião.

O bispo

A igreja que Flávio escolheu

As frases de 2001 são de JB Carvalho, bispo fundador da Comunidade das Nações, igreja evangélica de Brasília[9]. Não são de Flávio. Mas foi nessa igreja que ele e a mulher, Fernanda, foram batizados, em janeiro de 2024[10].

Em novembro de 2025, Flávio visitou o pai, preso na PF, levando outro livro do bispo, “Metanoia” (2018)[11]. Em 7 de dezembro, o primeiro ato público do pré-candidato foi um culto ali[12]. Procurada pelo Estado de Minas para uma reportagem sobre essa ligação, a equipe de Flávio não respondeu[10].

A CNBB

Acusação sem provas

Em 27 de setembro, em Aracaju, Flávio disse que o PT levantou uma fake news “com ajuda de gente de dentro da CNBB”, sem apresentar provas[1]. Falava da história de que ele quer tirar o título da padroeira[2], que é mesmo falsa[5].

A CNBB respondeu em nota: “A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas”. E acrescentou: “Mentira não se combate com outra mentira”[2]. A CNBB não indica candidatos nem partidos[13].

O decreto

Um decreto e uma pergunta

Num vídeo de campanha, Flávio disse que um de seus primeiros atos como presidente seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. A campanha explicou que seria uma oração antes da leitura do termo de posse, entregando simbolicamente o Brasil a Jesus[14].

Dom Roberto Francisco Ferreira Paz, bispo de Campos (RJ) e membro da CNBB, pediu explicações: uma decisão de Estado precisa considerar cidadãos de diferentes religiões, e “liberdade religiosa e de crença é um princípio constitucional”[14].

Seu voto

Para quem não votou

No 1º turno, 33,4 milhões de eleitores não votaram[6]. Cerca de 2,2 milhões de votos separaram Flávio e Lula[7]. Cada um teve seus motivos. A CNBB, que não indica candidatos, lembra: “A abstenção não é a melhor escolha”[13].

A CNBB pede que o eleitor olhe, além das promessas, para “a trajetória de vida dos candidatos”, e alerta contra a “disseminação deliberada de mentiras”[13]. Parte dessa trajetória está nesta página. Em 25 de outubro, a escolha é sua.

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Referências 14 fontes

  1. 01 SBT News · Flávio acusa ‘gente de dentro da CNBB’ de espalhar fake news Em Aracaju, em 27 de setembro, Flávio disse que o PT levantou a fake news “com ajuda de gente de dentro da CNBB”, sem apresentar provas.
  2. 02 Bahia Notícias · Flávio acusa PT e CNBB de disseminarem “fake news” sobre Nossa Senhora e entidade responde: “Mentira não se combate com outra mentira” A fake news era a da padroeira; a CNBB respondeu que não produziu, autorizou ou participou da divulgação de informações falsas e que “mentira não se combate com outra mentira”.
  3. 03 Revista Fórum · Pastor da Igreja de Flávio Bolsonaro escreveu contra Nossa Senhora Aparecida e chama lei da Santa de ilegal Trechos de “A Bomba” (2001), de JB Carvalho: “Deus odeia o culto a Rainha dos Céus” e “que Aparecida não seja mais Senhora em nossa nação”.
  4. 04 Congresso em Foco · Flávio e Tarcísio erguem imagem de Nossa Senhora em SP após polêmica Flávio nega querer mudar o título da padroeira: “isso não existe”.
  5. 05 CNN Brasil · TSE proíbe posts que vinculam Flávio a fake news de Nossa Senhora Em ação movida por Flávio, o TSE manteve a remoção de posts que o ligam à falsa informação de que a padroeira perderia o título.
  6. 06 CartaCapital · Abstenção chega a 21,08% e tem segunda maior taxa em 1º turno desde 1989 33.469.244 eleitores não votaram no 1º turno de 2026, uma abstenção de 21,08%.
  7. 07 Agência Senado · Flávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno das eleições para presidente Com 99,97% das urnas apuradas, Flávio teve 56.098.457 votos (47,04%) e Lula, 53.846.396 (45,15%).
  8. 08 Congresso em Foco · Censo 2022: 1 em 4 brasileiros é evangélico; católicos caem para 56,7% Censo 2022 do IBGE: 56,7% dos brasileiros com 10 anos ou mais se declaram católicos.
  9. 09 Metrópoles · JB Carvalho defendeu em livro retirar NS Aparecida como padroeira do Brasil JB Carvalho é bispo e fundador da Comunidade das Nações, em Brasília; atribuir a Flávio a intenção de tirar o título é fake news.
  10. 10 Estado de Minas · A ligação de Flávio Bolsonaro com o bispo que pediu o fim de N.S. Aparecida como padroeira do Brasil Flávio e Fernanda foram batizados na Comunidade das Nações em janeiro de 2024; a equipe de Flávio não respondeu à reportagem.
  11. 11 Metrópoles · Pastor de Flávio Bolsonaro diz: “Deus odeia o culto à Rainha dos Céus” Em 25 de novembro de 2025, Flávio levou ao pai, preso na PF, o livro “Metanoia”, de JB Carvalho.
  12. 12 IstoÉ Dinheiro (Estadão Conteúdo) · Flávio Bolsonaro participa de culto neste domingo, 1º compromisso após anúncio de candidatura Culto na Comunidade das Nações em 7 de dezembro de 2025, primeiro compromisso público de Flávio como pré-candidato.
  13. 13 Canção Nova · Eleições 2026: CNBB divulga mensagem ao povo brasileiro A CNBB não indica candidatos; “a abstenção não é a melhor escolha”; olhar “a trajetória de vida dos candidatos”; alerta contra mentiras.
  14. 14 TVT News · Bispo da CNBB cobra que Flávio Bolsonaro explique fala sobre Brasil ser de Jesus Cristo “Decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”; a explicação da campanha; Dom Roberto Francisco Ferreira Paz pede explicações.

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13 / 52 · Flávio · Escala 6x1 ·mapasegundoturno.com.br/escala-6x1

O Senado aprovou o fim da 6x1 por 75 a 1. A PEC vai à promulgação.

Em 14 de outubro de 2026, o Senado aprovou em dois turnos, por 75 votos a 1 em cada um, a PEC 221/2019, que acaba com a escala 6x1[1]. O texto garante dois dias de descanso semanal remunerado, sem redução salarial, e reduz a jornada de 44 para 42 horas dois meses após a publicação da emenda e para 40 horas catorze meses após[2]. Por ser emenda à Constituição, vai à promulgação pelo Congresso, sem passar por sanção presidencial[3][2]. No registro nominal, Flávio Bolsonaro votou sim nos dois turnos[4].

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Do pedido de adiamento à votação
  1. 19 mai. 2026 · Nota oficial de Flávio, então pré-candidato

    …essa discussão é legítima, porém inoportuna e eleitoreira […] A mudança tem que vir com responsabilidade e no momento certo.[5]
  2. 29–30 ago. 2026 · Entidades do comércio

    A CNC e 34 federações e sindicatos filiados lançam a campanha “Agora, não”, pelo adiamento da votação no Senado.[6]

  3. 31 ago. 2026 · Rogério Marinho, coordenador da campanha, em evento do BTG Pactual

    espero, sinceramente, que seja um projeto que possa ser votado após as eleições sem a contaminação do processo eleitoral[7]
  4. 1 set. 2026 · Flávio a repórteres, ao chegar ao Senado

    Vamos defender o nosso texto, que é a liberdade do trabalhador. Primeiro, vota-se a nossa proposta, depois vê o que faz[8]
  5. 2 set. 2026 · Comissão de Constituição e Justiça do Senado

    Segundo a CNN Brasil, Marinho tenta postergar a votação com recursos regimentais[9]. A PEC é aprovada; Marinho vota contra[10]. Flávio, membro da comissão, está ausente[11].

  6. 2 set. 2026 · Plenário do Senado

    Sem margem segura de votos, o governo não leva a PEC ao plenário. Randolfe Rodrigues (PT) atribui o recuo a uma “ação coordenada” da oposição, com participação de Flávio e Marinho.[11]

  7. 2 out. 2026 · Presidência do Senado

    Davi Alcolumbre (União) pauta a PEC para 6 de outubro, antes do segundo turno.[12]

  8. 5 out. 2026 · Agência O Globo, um dia depois do primeiro turno

    “Flávio e aliados são contra discutir a medida antes do resultado da eleição presidencial.” “O PL de Flávio também trabalha para adiar a escolha.”[13]

  9. 14 out. 2026 · Plenário do Senado

    A PEC é aprovada em dois turnos, por 75 a 1 em cada um. O único voto contrário é de Hamilton Mourão (Republicanos-RS)[1]. Flávio vota sim nos dois turnos; Rogério Marinho não comparece a nenhuma das votações[4].

A PEC precisava de 49 votos em cada turno[13]; teve 75 nos dois[4].

Milhões de empregos formais com seis dias e 44 horas ou mais por semana
14,8
Dizem que a jornada máxima de trabalho deveria ser reduzida
71%
Deputados aprovaram a PEC no segundo turno; 19 votaram contra
461
Senadores aprovaram a PEC em cada turno; 1 votou contra
75
Fontes: Ministério do Trabalho (eSocial), via Diário do Comércio[14]; Datafolha, março de 2026, via Poder360[15]; Câmara dos Deputados, via Agência Brasil[16]; Senado Federal, votação nominal[4].

O texto aprovado

O que muda

O Senado manteve o texto aprovado pela Câmara: o relator, Omar Aziz (PSD-AM), recomendou a aprovação nos termos da Câmara, e a única emenda levada ao Plenário foi retirada[3][1]. O que a emenda constitucional determina[2]:

  • Fim da escala 6x1. O repouso semanal remunerado passa a ser de dois dias, um deles preferencialmente aos domingos.
  • Jornada menor, em duas etapas. O limite cai de 44 para 42 horas semanais dois meses após a publicação da emenda, e para 40 horas um ano depois disso, catorze meses após a publicação. A jornada diária continua limitada a 8 horas.
  • Sem redução salarial. A mudança não permite corte de salário nominal, proporcional “ou de qualquer outra espécie”, inclusive nos pisos salariais.
  • Contratos em vigor. As novas regras valem também para os contratos de trabalho já assinados.
  • Pequenos negócios. Lei complementar poderá criar medidas transitórias para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, condicionadas à manutenção dos empregos.
  • Próximo passo. A emenda é promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado. Não há sanção nem veto presidencial.

Antes da votação

“Inoportuna e eleitoreira”

Sobre a PEC no formato atual, Flávio afirmou: “Vai gerar desemprego em massa, aumento no custo de vida e prejudicar mais os trabalhadores do que ajudar”[5]. A coordenadora econômica do seu plano de governo, Daniella Marques, chamou o debate de “populista e inócuo”[17].

Flávio também escreveu: “Não estamos contra quem quer mudança”[5] e defende que o trabalhador escolha a própria jornada, com os direitos trabalhistas garantidos[18].

A alternativa

A PEC que Flávio assinou

Um dia depois da votação na Câmara, Flávio assinou como coautor a PEC 12/2026, de Rogério Marinho[19]. Nela, o empregado pode optar por um regime por horas, o patrão paga só as horas trabalhadas e o contrato individual prevalece sobre o acordo coletivo[20].

A Agência Brasil descreve o texto como proposta alternativa “que mantém a escala 6x1 e a jornada semanal máxima de 44 horas”[11].

No dia da votação, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), citou a PEC 12/2026 como proposta da oposição para rever as mudanças e desafiou os autores a retirar as assinaturas[1].

Antes do Senado

O que a Câmara aprovou

Em 27 de maio, a Câmara aprovou a PEC por 461 a 19 no segundo turno. A jornada máxima cai de 44 para 42 horas em 60 dias e para 40 horas 12 meses depois, com duas folgas semanais e sem corte de salário[16].

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, orientou voto a favor. O governo Lula e a bancada do PT foram contra a escala 4x3, de 36 horas, por considerá-la uma mudança brusca demais[21].

O voto

O que diz o registro nominal

Flávio Bolsonaro votou sim nos dois turnos, segundo o registro de votação nominal do Senado[4]. Antes da votação, questionado em agosto e setembro, ele não havia dito como votaria[18][11].

Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio e autor da PEC 12/2026, consta como ausente nas duas votações[4]. O único voto contrário foi de Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que não se manifestou na sessão[1].

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Referências 21 fontes

  1. 01 Agência Senado · Senado aprova fim da escala 6x1 Aprovação em dois turnos, 75 a 1 em ambos; único voto contrário de Hamilton Mourão; a PEC vai à promulgação.
  2. 02 Senado Federal · Texto da PEC 221/2019 aprovado pela Câmara Dois dias de repouso, 42 e depois 40 horas, irredutibilidade salarial, contratos em vigor e medidas transitórias para pequenos negócios.
  3. 03 Senado Federal · Ficha da PEC 221/2019 Situação: aprovada pelo Plenário, destino à promulgação; parecer do relator nos termos aprovados pela Câmara.
  4. 04 Senado Federal · PEC 221/2019: votações nominais Voto de cada senador no primeiro e no segundo turno: Flávio Bolsonaro, Sim; Rogerio Marinho, não compareceu.
  5. 05 Poder360 · Flávio diz que CLT está ultrapassada e propõe alternativa à escala 6 X 1 Íntegra da nota de Flávio (“legítima, porém inoportuna e eleitoreira”) e a frase “Vai gerar desemprego em massa”.
  6. 06 TMC · CNC lança campanha contra votação da escala 6x1 às vésperas das eleições: “Agora, não” A CNC e 34 federações lançaram campanha pelo adiamento da votação no Senado.
  7. 07 Pleno.News · “Após as eleições”, diz Rogério Marinho sobre votação da 6×1 Marinho, no evento do BTG Pactual, disse esperar que a PEC seja votada após as eleições.
  8. 08 Diário do Grande ABC · Flávio Bolsonaro foge de responder se votará a favor ou contra PEC 6x1 “Primeiro, vota-se a nossa proposta, depois vê o que faz”; não respondeu sobre o texto do governo.
  9. 09 CNN Brasil · Marinho vai “ao front” contra fim da 6x1; Flávio deixa tema de fora de foco Marinho, coordenador da campanha de Flávio, “buscou postergar o quanto pôde” a votação na CCJ.
  10. 10 Agência Senado · Fim da escala 6x1 passa na CCJ e vai a Plenário A CCJ aprovou a PEC em votação simbólica; Rogério Marinho votou contra.
  11. 11 Agência Brasil · Senado: oposição obstrui e fim da escala 6x1 não vai a plenário A PEC de Marinho mantém a 6x1 e as 44 horas; Flávio, da CCJ, estava ausente e evitou dizer como votaria; o governo, com 53 ou 54 votos, não levou a PEC ao plenário; a acusação de Randolfe.
  12. 12 Poder360 · Senado vai analisar 6 X 1 antes do 2º turno Alcolumbre pautou a PEC do fim da 6x1 para 6 de outubro, antes do 2º turno.
  13. 13 InfoMoney (Agência O Globo) · Escala 6x1: Alcolumbre mantém sessão, mas votação depende de acordo “Flávio e aliados são contra discutir a medida antes do resultado”; “O PL de Flávio também trabalha para adiar”.
  14. 14 Diário do Comércio · Escala 6x1 atinge 33,2% dos empregos no Brasil, aponta levantamento Estudo do Ministério do Trabalho: 14,8 milhões de 50,3 milhões de vínculos em seis dias e 44h ou mais.
  15. 15 Poder360 · 71% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6 X 1, diz Datafolha Datafolha, 3 a 5 de março de 2026: 71% dizem que a jornada máxima deveria ser reduzida.
  16. 16 Agência Brasil · Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6x1 461 a 19 no 2º turno; 44h para 42h em 60 dias e 40h doze meses depois, duas folgas, sem corte de salário.
  17. 17 InfoMoney (Estadão Conteúdo) · Debate sobre fim da 6x1 é ‘populista e inócuo’, diz coordenadora econômica de Flávio Daniella Marques, coordenadora econômica do plano de Flávio, chamou o debate de “populista e inócuo”.
  18. 18 CNN Brasil · “Defendo a liberdade do trabalhador”, diz Flávio em alternativa a 6x1 À Record TV, Flávio preferiu não revelar como votará e defendeu a jornada escolhida pelo trabalhador.
  19. 19 Senado Federal · Proposta de Emenda à Constituição n° 12, de 2026 Ficha da PEC 12/2026, de Rogério Marinho, com Flávio Bolsonaro entre os coautores.
  20. 20 Agência Senado · Rogerio Marinho propõe PEC que flexibiliza jornada de trabalho Regime por horas trabalhadas, pagamento só das horas e contrato individual acima do acordo coletivo.
  21. 21 Poder360 · Líder do PL diz que partido votará pelo fim da 6 X 1 e defenderá 4 X 3 Sóstenes Cavalcante orientou voto a favor; governo e PT foram contra 36 horas por ser mudança brusca.

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14 / 52 · Flávio · Rachadinhas ·mapasegundoturno.com.br/rachadinhas

Queiroz escreveu que recolhia parte dos salários. Flávio diz que não sabia.

Em 2019, Fabrício Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj, disse por escrito ao MP-RJ que recolhia parte dos salários de outros assessores do gabinete para pagar mais ajudantes informais de base eleitoral, e que Flávio não sabia[1]. Flávio foi denunciado em 2020[2]; a denúncia foi rejeitada em 2022, sem julgamento do mérito, depois que os tribunais anularam as provas[3].

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O caso, de 2018 a 2026
  1. 6 dez. 2018 · Relatório do Coaf sobre a conta de Queiroz

    O Coaf apontou R$ 1,2 milhão movimentados de forma atípica na conta do assessor de Flávio, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. Entre os registros, um cheque de R$ 24 mil para Michelle Bolsonaro.[4]

  2. 7 dez. 2018 · Jair Bolsonaro, presidente eleito, sobre o cheque

    Não foram R$ 24 mil, foram R$ 40 mil. […] Eu podia ter botado na minha conta. Foi para a conta da minha esposa.[5]
  3. mar. 2019 · Fabrício Queiroz, por escrito, ao MP-RJ

    Queiroz disse que recolhia parte dos salários de outros assessores para pagar ajudantes informais, pela “multiplicação dos assessores de base eleitoral”. Escreveu que Flávio não sabia.[1]

  4. 18 jun. 2020 · Atibaia (SP), imóvel do advogado de Flávio

    Queiroz foi preso num imóvel de Frederick Wassef, advogado de Flávio. Em 2019, Wassef dissera ao menos duas vezes que não sabia onde Queiroz estava.[6]

  5. 25 ago. 2020 · Reunião no Planalto, segundo a PF

    Diante de Jair Bolsonaro e de advogados de Flávio, o diretor da Abin, Alexandre Ramagem, disse ser necessário um procedimento contra auditores da Receita “visando anular a investigação”.[7]

  6. nov. 2020 · MP-RJ, sobre o gabinete de 2007 a 2018

    Flávio, Queiroz e mais 15 pessoas foram denunciados por peculato, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e organização criminosa[2]. A denúncia seria rejeitada em 2022, sem julgamento do mérito.[3]

  7. dez. 2020 · Relatório da Abin; a defesa confirmou, o GSI negou

    defender FB no caso Alerj[8]
  8. nov. 2021 · STJ (9 nov.) e STF (30 nov.)

    O STJ anulou as decisões do juiz de primeira instância: Flávio tinha foro no TJ-RJ[9]. O STF invalidou quatro relatórios do Coaf e as provas do MP-RJ contra ele.[10]

  9. 16 maio 2022 · Órgão Especial do TJ-RJ

    A denúncia foi rejeitada “por falta de justa causa”, a pedido do próprio MP-RJ, porque as provas tinham sido anuladas. O mérito nunca foi julgado.[3]

  10. 6 abr. 2026 · Flávio Bolsonaro, no podcast Inteligência Ltda.

    Ele falou que tinha pessoas que ele contratou e que cobrava uma parte do salário, e colocava no papel que eu jamais tinha conhecimento disso.[11]

O primeiro relatório do Coaf, enviado espontaneamente, foi o único que o STF manteve válido[10].

O assessor

O que Queiroz escreveu

Fabrício Queiroz era Assessor Parlamentar III no gabinete de Flávio na Alerj, além de PM, motorista e segurança dele[4]. Em 2019, disse por escrito ao MP-RJ que recolhia parte dos salários de outros assessores para pagar ajudantes informais: a “multiplicação dos assessores de base eleitoral”[1].

Escreveu também que Flávio não conhecia “a arquitetura interna do mecanismo que criou” e que agiu pela “confiança e da autonomia que possuía”[1]. Em 2026, Flávio repete essa versão: ele não sabia[11].

O cheque

R$ 24 mil ou R$ 40 mil

O Coaf apontou R$ 1,2 milhão movimentados na conta de Queiroz entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, valor “incompatível” com seu patrimônio e sua renda[4]. Foi o único relatório do Coaf no caso que o STF manteve válido[10].

Entre os registros, um cheque de R$ 24 mil para Michelle Bolsonaro[4]. Jair Bolsonaro, então presidente eleito, disse que foram R$ 40 mil, em dez cheques: a devolução de um empréstimo que fez a Queiroz e não declarou no Imposto de Renda[5].

A Abin

Abin, Planalto e a defesa

Em agosto de 2020, no Planalto, diante de Jair Bolsonaro e de advogados de Flávio, o diretor da Abin, Alexandre Ramagem, defendeu um procedimento contra auditores da Receita “visando anular a investigação”, segundo a PF[7].

Em dezembro, vieram a público relatórios da Abin que orientavam a defesa de Flávio; um diz que seu propósito era “defender FB no caso Alerj”. A defesa confirmou a origem; o GSI negou[8]. No inquérito da “Abin paralela”, a PF indiciou Ramagem e Carlos Bolsonaro; Flávio não foi indiciado[12].

O desfecho

Denúncia rejeitada, mérito nunca julgado

Flávio foi denunciado em 2020; a defesa disse que a acusação era “desprovida de qualquer indício de prova”[2]. Em 2022, a pedido do próprio MP-RJ, a denúncia foi rejeitada sem julgamento do mérito, porque as provas tinham sido anuladas[3]. O STF chamou a investigação do MP-RJ de “fishing expedition”[10]. Em 2025, Gilmar Mendes manteve o arquivamento e disse que as anulações não impediam nova denúncia[13].

Queiroz e sete ex-assessores do gabinete são réus numa ação de improbidade de 2023; Flávio não[14]. Contra ele, a parte cível prescreveu[15]. Flávio diz: “nunca respondi criminalmente por isso”[11]. Em 25 de outubro, ele pede o seu voto.

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Referências 15 fontes

  1. 01 Gazeta do Povo · Queiroz diz que recebia salário de outros assessores para ampliar base de Flávio Bolsonaro A declaração escrita de Queiroz ao MP-RJ: a “multiplicação dos assessores de base eleitoral” e que Flávio não sabia.
  2. 02 Agência Brasil · MP do Rio denuncia 17 investigados por lavagem de dinheiro e peculato A denúncia de 17 pessoas, entre elas Flávio e Queiroz, os crimes, o período e a resposta da defesa.
  3. 03 Agência Brasil · Justiça do Rio arquiva processo de caso de supostas rachadinhas O Órgão Especial do TJ-RJ rejeitou a denúncia por falta de justa causa, a pedido do MP-RJ, após a anulação das provas.
  4. 04 Diário do Nordeste · Coaf relata movimentação atípica de ex-assessor de Flávio Bolsonaro R$ 1,2 milhão movimentados por Queiroz em 2016–2017, o cheque de R$ 24 mil e o cargo de Queiroz.
  5. 05 Agência Brasil · Dinheiro para Michelle foi quitação de empréstimo, diz Jair Bolsonaro A explicação de Jair Bolsonaro: R$ 40 mil em dez cheques, devolução de empréstimo não declarado.
  6. 06 CNN Brasil · Queiroz foi preso em imóvel de Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro A prisão de Queiroz em Atibaia, no imóvel de Wassef, e o que Wassef dissera em 2019.
  7. 07 Exame · ‘Abin paralela’: investigação descobriu áudio entre Bolsonaro e Ramagem para proteger Flávio A reunião de 25 de agosto de 2020 e o que Ramagem disse sobre os auditores, segundo a PF.
  8. 08 Poder360 · Abin produziu relatórios para ‘defender Flávio Bolsonaro’ no caso Queiroz Os relatórios da Abin (“defender FB no caso Alerj”), a confirmação da defesa e a negativa do GSI.
  9. 09 Conjur · STJ anula atos de juiz contra Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas O STJ anulou as decisões do juiz de primeira instância por incompetência (foro no TJ-RJ).
  10. 10 Conjur · Supremo anula relatórios do Coaf sobre Flávio Bolsonaro O STF anulou quatro relatórios do Coaf e as provas do MP-RJ contra Flávio; manteve o primeiro, espontâneo; “fishing expedition”.
  11. 11 Estado de Minas · Flávio quer abordar ‘rachadinha’ na pré-campanha e nega irregularidades As falas de Flávio no podcast Inteligência Ltda., em 6 de abril de 2026.
  12. 12 CNN Brasil · Abin Paralela: PF confirma atuação de Bolsonaro e indicia Ramagem e Carlos A PF indiciou Ramagem e Carlos Bolsonaro; Flávio não foi indiciado.
  13. 13 InfoMoney · Gilmar nega recursos e mantém arquivado caso das “rachadinhas” de Flávio Bolsonaro Gilmar Mendes manteve o arquivamento; as anulações não impediriam nova denúncia.
  14. 14 ICL Notícias · MP-RJ obtém nova quebra de sigilo de ex de miliciano e ex-assessores de Flávio Bolsonaro Queiroz e sete ex-assessores são réus na ação de improbidade de 2023; Flávio não é réu.
  15. 15 ICL Notícias (Folhapress) · TJ-RJ negou tentativa de retomada do caso ‘rachadinha’ contra Flávio Bolsonaro O procedimento cível contra Flávio foi arquivado por prescrição.

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15 / 52 · Flávio · Soberania ·mapasegundoturno.com.br/soberania

Flávio escreveu aos EUA: não assinar o acordo de terras raras é “hostilidade”

O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo[1]. Em documento ao escritório de comércio dos EUA (USTR), Flávio Bolsonaro listou como “hostilidade” aos Estados Unidos o governo Lula não ter assinado o acordo de terras raras proposto por Washington[2]. Em Washington, depois de encontrar Trump, prometeu “parceria estratégica de longo prazo” no setor[1].

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As terras raras, em seis datas
  1. 24 jul. 2025 · Lula, em Minas Novas (MG), em meio ao tarifaço

    Temos todo o nosso ouro para proteger. Temos todos os minerais ricos que vocês querem para proteger. E aqui ninguém põe a mão. Este país é do povo brasileiro.[3]
  2. 18 mar. 2026 · o encarregado de negócios dos EUA no Brasil

    Gabriel Escobar diz que o governo americano discute com o brasileiro um acordo sobre terras raras e ainda espera “uma resposta formal”.[4]

  3. 28 mar. 2026 · Flávio, na CPAC, no Texas

    O Brasil vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido, porque o Brasil é a solução dos EUA para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras.[5]
  4. 26 maio 2026 · Flávio, em Washington, depois de encontrar Trump

    Sob meu governo, haverá parceria estratégica de longo prazo nesse setor, com investimento protegido e reindustrialização compartilhada entre os dois países.[1]
  5. 1º jul. 2026 · Flávio, ao USTR, no anexo “Hostilidade pública aos Estados Unidos”

    Tratado de terras raras não assinado + TerraBras — recusa o acordo de terras raras dos EUA; cria rival.[2]
  6. 16 set. 2026 · a lei dos minerais críticos

    Lula sanciona a Lei nº 15.506, aprovada no Senado em votação simbólica[6][7]. As terras raras entram entre os minerais estratégicos, e um conselho ligado à Presidência poderá homologar transferências de controle de mineradoras e acordos internacionais do setor[8].

Os trechos do documento de Flávio ao USTR, escrito em inglês, foram traduzidos por nós. TerraBras é a proposta de uma estatal de terras raras, que Lula chegou a cogitar e abandonou[8].

Por escrito

O que mais ele ofereceu

Ao USTR, Flávio escreveu como senador, líder de oposição e pré-candidato, e disse que muitas de suas propostas são o que o governo atual “não pode ou não quer pôr na mesa”[2]. Sobre a demora para conceder patentes, “especialmente de biofármacos”, escreveu que “a substância da conclusão é justa”[2].

Ofereceu prazo extra de patente para compensar a demora do exame e a adesão a dois tratados de direitos autorais da OMPI, e pôs o tema “entre as áreas de convergência mais claras de todo o processo”[2].

Hemisfério

Os mesmos resultados que Trump busca

Aceitou “o núcleo factual” da queixa contra ordens judiciais a plataformas americanas e escreveu que, com a eleição, “o presidente pode e deve reverter” os decretos recentes sobre elas[2]. Disse que o Brasil busca meios de “se libertar das amarras do Mercosul”, com a Argentina de Milei como “precedente útil”, que se compromete a examinar e seguir[2].

Na conclusão, diz buscar “os mesmos resultados” que o presidente dos EUA, entre eles “um hemisfério fechado à penetração estratégica não ocidental”[2]. No mesmo documento, pediu que os EUA não taxassem o Brasil e que excluíssem aviões da Embraer, aço, celulose, café e suco de laranja[2].

A lei

O que diz a nova lei

Em setembro, Lula sancionou a Lei nº 15.506, aprovada no Senado em votação simbólica[6][7]. Ela põe as terras raras entre os minerais estratégicos e cria o CIMCE, conselho ligado à Presidência que poderá homologar transferências de controle de mineradoras e acordos internacionais do setor, e barrar o que julgar ameaça à soberania[8].

Em abril, antes da lei, a americana USA Rare Earth anunciou a compra da Serra Verde, dona da única mina de terras raras em operação comercial no país, que já pertencia a fundos estrangeiros. Foi negócio entre empresas privadas, e o governo disse não ter interferido[9].

Votos

Dois votos, e o próximo

Em 2021, então no Patriota, Flávio votou Sim à privatização da Eletrobras, aprovada por 42 a 37[10]. Em 2025, votou Sim à Lei da Reciprocidade, que permite ao Brasil responder a tarifas, aprovada por 70 a 0[11]. Sua campanha diz que não pretende privatizar a Petrobras[12].

Flávio critica o que considera intervenção estatal excessiva no setor de minerais[8]. O conselho que poderá homologar os acordos de terras raras é ligado à Presidência, e a Presidência se decide em 25 de outubro.

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Referências 12 fontes

  1. 01 CNN Brasil · Terras raras: se eleito, Flávio diz que fará parcerias estratégicas com EUA A segunda maior reserva mundial de terras raras e a “parceria estratégica de longo prazo” prometida por Flávio após encontrar Trump.
  2. 02 Gabinete do senador Flávio Bolsonaro (em inglês) · Comentário escrito sobre a ação proposta, processo USTR-2026-0331 O anexo “Hostilidade pública aos Estados Unidos”, as ofertas sobre patentes, plataformas e Mercosul, “os mesmos resultados” que busca o presidente dos EUA e o pedido para não taxar o Brasil.
  3. 03 SBT News · EUA mostram interesse em minerais críticos do Brasil, e Lula diz que “ninguém põe a mão” em recursos; entenda A fala de Lula em Minas Novas (MG), em 24 de julho de 2025.
  4. 04 Poder360 · EUA aguardam resposta brasileira sobre acordo de terras raras O encarregado de negócios dos EUA diz aguardar “uma resposta formal” sobre o acordo de terras raras.
  5. 05 Estado de Minas · Flávio Bolsonaro: ‘Brasil é solução para EUA ter minerais de terras raras’ A fala de Flávio na CPAC, no Texas, em 28 de março de 2026.
  6. 06 Senado Federal · PL 2780/2024 — transformado na Lei nº 15.506, de 16/09/2026 A aprovação no Senado e a sanção da Lei nº 15.506 em 16 de setembro de 2026.
  7. 07 Correio Braziliense · Senado aprova PL dos minerais críticos, em votação simbólica A aprovação no Senado em votação simbólica, sem votos individuais.
  8. 08 O Tempo · Lula sanciona Lei dos Minerais Críticos, e terras raras viram tema de soberania nas eleições 2026 O que a lei faz e o poder do conselho, a TerraBras cogitada e abandonada por Lula e a crítica de Flávio à intervenção estatal no setor.
  9. 09 Agência Lupa · Lula não vendeu a única mineradora de terras raras do Brasil aos EUA A compra da Serra Verde pela USA Rare Earth, entre empresas privadas, sem interferência do governo.
  10. 10 Senado Federal · MPV 1031/2021 — votação nominal de 16/06/2021 O voto Sim de Flávio (Patriota) à privatização da Eletrobras, aprovada por 42 a 37.
  11. 11 Senado Federal · PL 2088/2023 — votação nominal de 01/04/2025 O voto Sim de Flávio à Lei da Reciprocidade, aprovada por 70 a 0.
  12. 12 Poder360 · Campanha de Flávio diz que manterá Petrobras estatal O coordenador da campanha diz que um governo Flávio não pretende privatizar a Petrobras.

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16 / 52 · Flávio · Mudança ·mapasegundoturno.com.br/mudanca

“A palavra é mudança.” Flávio tem 23 anos de mandato.

Na noite em que terminou o primeiro turno em primeiro, com 47,03% dos votos válidos e sem maioria[1], Flávio Bolsonaro resumiu o voto em uma palavra: mudança[2]. Ele está em mandato eletivo desde 2003, sem interrupção[3][4], passou por ao menos seis partidos[5][6][7] e tem na coordenação da campanha um ex-ministro do pai[8].

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Quanto tempo em mandato Cada barra é um mandato eletivo exercido, da posse até outubro de 2026. Flávio Bolsonaro outros restante do mandato hoje
  1. Flávio Bolsonaro candidato do PL

    23 anos de mandato

    • Deputado estadual (RJ), quatro mandatos[3][5]
    • desde 2019 Senador (RJ) · em curso até 2027[4]
  2. Lula candidato do PT

    15 anos de mandato

    • Deputado federal constituinte[9][10]
    • Presidente[9]
    • desde 2023 Presidente · em curso até 2027[10]
  3. Jair Bolsonaro pai de Flávio

    34 anos de mandato

    • Vereador (RJ)[11]
    • Deputado federal (RJ), sete mandatos[11]
    • Presidente[11]

Contam só mandatos eletivos exercidos até outubro de 2026. Não entram candidaturas derrotadas, como a de Flávio à Prefeitura do Rio em 2016[5], nem os anos de Lula como sindicalista e dirigente do PT antes de 1987.

Ver os números em tabela
PessoaCargoPartidoInícioFimFontes
Flávio BolsonaroDeputado estadual (RJ), quatro mandatos20032019[3] [5]
Flávio BolsonaroSenador (RJ)20192027 (em curso)[4]
LulaDeputado federal constituinte19871991[9] [10]
LulaPresidente20032011[9]
LulaPresidente20232027 (em curso)[10]
Jair BolsonaroVereador (RJ)19891991[11]
Jair BolsonaroDeputado federal (RJ), sete mandatos19912019[11]
Jair BolsonaroPresidente20192023[11]

O discurso

A palavra é mudança

Na noite de 4 de outubro, em seu comitê em Brasília, Flávio Bolsonaro falou dos “56 milhões de brasileiros e brasileiras” que deram “esse voto de confiança para mudança”. Disse que “o Brasil não aguenta mais”. E resumiu: “A palavra é mudança”[2].

Ele terminou o primeiro turno em primeiro, com 47,03% dos votos válidos, sem maioria; Lula teve 45,16%. Os dois disputam o segundo turno em 25 de outubro[1].

A carreira

23 anos, seis partidos

Flávio foi eleito deputado estadual no Rio em 2002, aos 21 anos[5], e cumpriu quatro mandatos seguidos na Alerj; é senador desde 2019[3]. Desde fevereiro de 2003, está em mandato eletivo sem interrupção: são 23 anos[4].

Nesse tempo, passou por ao menos seis partidos: PP, PSC, PSL, Republicanos, Patriota e PL[5][6][7]. Lula também é político de carreira: fundou o PT em 1980, foi deputado constituinte[9] e é presidente pela terceira vez[10]. Somados, os mandatos dele dão 15 anos, menos que os de Flávio.

O pai

Quem governou com o pai

A coordenação da campanha é de Rogério Marinho, ex-ministro do Desenvolvimento Regional do pai, escolhido a pedido de Jair Bolsonaro[8]. O núcleo econômico e de mobilidade social tem Daniella Marques, que presidiu a Caixa no governo dele[12]. Ao descrever o plano de governo, de 76 páginas, a Agência Brasil resume: Flávio “propõe um governo próximo ao de seu pai”[13].

O pai foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, e cumpre a pena em casa[14]. Sobre ele, Flávio disse na TV Globo: “Ele foi julgado pelos seus inimigos”. E prometeu trabalhar “pra que a anistia seja feita ainda na transição”[15].

O alvo

Mudança contra quem?

Na mesma noite, Flávio disse também: “é o fim da era do PT. Está decretado”[2]. Em janeiro, ao aceitar a coordenação, Rogério Marinho resumiu: “derrotar o PT é uma necessidade histórica para salvar o Brasil”[8].

Maurício Moura, fundador de um instituto de pesquisa, avaliou à CNN Brasil: “Muitos eleitores até nem gostam do Flávio, mas era a melhor oportunidade para tirar o PT e ganhar do Lula”[16]. Flávio, que se diz contra a reeleição, responde: “Eu só preciso de um mandato”[17].

Em 25 de outubro, a palavra é do eleitor.

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Referências 17 fontes

  1. 01 Poder360 · Bolsonarismo vira a diferença sobre Lula em relação a 2022 Com 100% das urnas apuradas: Flávio 47,03% (56.104.503 votos), Lula 45,16% (53.879.538).
  2. 02 O Tempo · Flávio diz que ‘Brasil quer mudança’ e afirma que vitória no 1º turno não aconteceu ‘por pouco’ No comitê em Brasília: “A palavra é mudança”, “O Brasil não aguenta mais” e “o fim da era do PT. Está decretado”.
  3. 03 Agência Senado · Flávio Bolsonaro é eleito presidente da CSP “Iniciou a carreira política em 2003”, eleito quatro vezes seguidas deputado estadual; senador desde 2019.
  4. 04 Senado Federal · Senador Flávio Bolsonaro Perfil oficial, consultado em 06/10/2026: mandato de senador pelo RJ de 2019 a 2027.
  5. 05 Itatiaia · Conheça a carreira política de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência Eleito deputado estadual aos 21 anos pelo PP; quatro mandatos na Alerj; PSC em 2016, PSL em 2018, Patriota, depois PL.
  6. 06 Poder360 · Flávio Bolsonaro anuncia filiação ao Patriota Esteve no Republicanos de março de 2020 a maio de 2021 e se filiou ao Patriota.
  7. 07 Congresso em Foco · Após Jair e Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro também devem ir para o PL Flávio se filiou ao PL em 30 de novembro de 2021.
  8. 08 InfoMoney · Flávio Bolsonaro foca no Nordeste e escala ex-ministro como coordenador de campanha Marinho, ex-ministro do Desenvolvimento Regional, coordena a campanha a pedido de Jair Bolsonaro: “derrotar o PT é uma necessidade histórica”.
  9. 09 Planalto · Biografia do Presidente da República Consultada em 06/10/2026: fundou o PT em 1980, deputado constituinte eleito em 1986, presidente eleito em 2002 e 2006.
  10. 10 A Gazeta · Folhapress · Confira a trajetória de Lula, eleito presidente pela terceira vez Ficou na Câmara até 1991; eleito presidente pela terceira vez em 2022.
  11. 11 Câmara dos Deputados · Biografia do(a) Deputado(a) Federal JAIR BOLSONARO Consultada em 06/10/2026: vereador de 1989 a 1991, sete legislaturas de 1991 a 2019, presidente de 2019 a 2023.
  12. 12 Poder360 · Daniella Marques vai integrar núcleo econômico de Flávio Bolsonaro Ex-presidente da Caixa e ex-secretária no Ministério da Economia de Jair Bolsonaro, no núcleo econômico da campanha.
  13. 13 Agência Brasil · Flávio Bolsonaro propõe enxugar Estado e endurecer ações de segurança Plano “Para o Brasil Vencer o Atraso”, de 76 páginas: “Ele propõe um governo próximo ao de seu pai, Jair Bolsonaro”.
  14. 14 Agência Brasil · Defesa cita novos fatos e pede revisão da condenação de Bolsonaro Condenado a 27 anos e três meses “por liderar uma tentativa de golpe de Estado”; cumpre pena em prisão domiciliar.
  15. 15 InfoMoney · Flávio diz que buscará anistia para Bolsonaro ainda durante governo de transição Na sabatina da TV Globo: “vou trabalhar pra que a anistia seja feita ainda na transição”; “Ele foi julgado pelos seus inimigos”.
  16. 16 CNN Brasil · Voto em Flávio Bolsonaro é motivado por rejeição a Lula, diz especialista Análise de Maurício Moura sobre a motivação do voto em Flávio; não cita pesquisa sobre o tema.
  17. 17 Estado de Minas · PlatôBR · Mudança, STF e reeleição: os recados de Flávio Bolsonaro após o primeiro turno “Eu só preciso de um mandato”; Flávio reafirmou ser contra a reeleição.

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17 / 52 · Flávio · Constituição ·mapasegundoturno.com.br/constituicao

Flávio quer mudar a Constituição. A PEC que ele assinou mexe no seu 13º.

Em 6 de outubro, em Goiânia, Flávio falou em maioria no Congresso “para a gente mudar a Constituição”, sem dizer o quê[1]. A PEC 12/2026, proposta que Flávio assina como coautor, torna 13º, férias e FGTS proporcionais às horas efetivamente trabalhadas e põe o contrato individual acima do acordo coletivo[2].

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O que mudaria no seu trabalho Proposta de Rogério Marinho (PL-RN), com Flávio como coautor. Aguarda relator na CCJ do Senado.
AssuntoHoje, na ConstituiçãoCom a PEC 12/2026
Sua jornada Art. 7º, XIII

No máximo 8 horas por dia e 44 por semana[3].

O teto de 44 horas fica, e o contrato individual pode tornar o horário flexível[2]. Segundo o DIEESE, sem mínimo de horas contratadas[4].

O salário do mês Art. 7º, IV e VII

O salário mínimo deve cobrir as necessidades básicas. Quem tem salário variável nunca recebe menos que o mínimo[3].

O mínimo passa a ser um valor por hora, proporcional ao salário mínimo[2]. Segundo o DIEESE, o mês pode fechar abaixo do salário mínimo[4].

13º, férias e FGTS Art. 7º, III, VIII e XVII

O 13º vem com base na remuneração integral. As férias vêm com pelo menos um terço a mais. O FGTS também está na Constituição[3].

Os três passam a ser proporcionais às horas efetivamente trabalhadas[2]. Para o DIEESE, 13º e férias pagos em fragmentos perdem seu objetivo central[4].

Quem negocia Art. 7º, VI e XIII

Reduzir o salário ou a jornada depende de acordo ou convenção coletiva, negociados pelo sindicato[3].

A jornada pode ser reduzida por acordo individual, inclusive por hora trabalhada. O contrato individual prevalece sobre o acordo coletivo[2].

É uma proposta: aguarda relator no Senado e não está em vigor. O teto de 44 horas fica, e o valor mínimo da hora segue atrelado ao salário mínimo[2].

Do salário mínimo: a média paga por mês no intermitente em 2025, R$ 686
45%
Contratos intermitentes sem nenhum trabalho, nem pagamento, em 2025
61%
Do salário mínimo: a média paga às mulheres no intermitente em 2025
36%
Dados do contrato intermitente que já existe, criado pela reforma trabalhista de 2017, não da PEC 12: DIEESE, Nota Técnica 293, com base na RAIS/MTE 2025[4].

O discurso

Mudar o quê? Ele não disse.

Em 6 de outubro, em Goiânia, Flávio falou em maioria no Congresso “para a gente mudar a Constituição” e não disse o que mudaria[1]. No mesmo dia: “O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje”[5].

Mudar a Constituição exige 308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores, em dois turnos em cada Casa[3][5]. Em 4 de outubro, o PL elegeu 121 deputados e 28 senadores[5].

A PEC 12

A mudança que ele já assinou

A PEC 12/2026 foi apresentada em 28 de maio por Rogério Marinho (PL-RN)[2], coordenador da campanha de Flávio[6]. Flávio é um dos 40 senadores que a assinam, e a proposta aguarda relator na CCJ do Senado[2]. O texto põe o contrato individual acima do acordo coletivo[7].

Para o DIEESE, a PEC leva à Constituição a lógica do contrato intermitente, criado pela reforma de 2017, que Marinho relatou[4]. Sem jornada mínima, “o trabalhador poderá encerrar o mês recebendo valor inferior ao salário mínimo”[4].

A defesa

Liberdade para escolher a jornada

Flávio diz que 13º, férias e FGTS continuam, “proporcionais às horas de trabalho”, e que “a mulher que tem filhos vai poder trabalhar, por exemplo, quatro horas”[8]. Fala em “liberdade, para que o trabalhador brasileiro possa escolher a sua própria carga horária”[9].

Ele propõe isso no lugar do fim da escala 6x1[9]. Em 27 de maio, a Câmara aprovou a PEC que reduz a semana para 40 horas, com dois dias de descanso e sem corte de salário; no dia seguinte, Marinho apresentou a PEC 12[4].

Aposentadorias

O que foi estudado e negado

Em abril, segundo a Folha, a equipe econômica de Flávio estudou corrigir só pela inflação as aposentadorias e o BPC no valor do mínimo e os gastos mínimos com saúde e educação, o que exigiria PECs. A assessoria do senador negou[10].

No Jornal Nacional, Flávio disse: “Não precisa fazer economia em cima dos aposentados”[11]. Em setembro, Adolfo Sachsida, da coordenação econômica da campanha, disse que o vínculo entre o mínimo e as aposentadorias será mantido[12].

O voto

A assinatura já está lá

Flávio não disse o que quer mudar na Constituição. A assinatura dele já está na PEC 12[2]. O segundo turno é em 25 de outubro.

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Referências 12 fontes

  1. 01 Correio Braziliense · Em Goiânia, Flávio diz que usará maioria no Congresso para mudar Constituição Em Goiânia, Flávio falou em maioria no Congresso “para a gente mudar a Constituição”, sem dizer o que mudaria.
  2. 02 Senado Federal · Proposta de Emenda à Constituição n° 12, de 2026 Texto e autoria da PEC 12: Marinho e mais 39 senadores, Flávio entre eles; contrato individual acima do coletivo, 13º, férias e FGTS proporcionais às horas; aguarda relator na CCJ.
  3. 03 Presidência da República · Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 Texto vigente do art. 7º (III, IV, VI, VII, VIII, XIII e XVII) e do art. 60 (emendas por 3/5, em dois turnos).
  4. 04 DIEESE · A PEC 12/2026 e a institucionalização do trabalho sob demanda (Nota Técnica 293) Leitura da PEC 12 (sem jornada mínima, mês abaixo do mínimo) e dados da RAIS 2025 sobre o contrato intermitente: R$ 686,47 de média, 61% sem atividade.
  5. 05 CNN Brasil · Flávio diz que usará maioria no Congresso para “mudar Constituição” A frase sobre o Congresso “mais à direita”; PEC exige 308 deputados e 49 senadores; PL elegeu 121 e 28.
  6. 06 InfoMoney · Flávio Bolsonaro foca no Nordeste e escala ex-ministro como coordenador de campanha Rogério Marinho coordena a campanha de Flávio Bolsonaro.
  7. 07 Agência Senado · Rogerio Marinho propõe PEC que flexibiliza jornada de trabalho “A PEC deixa claro que o contrato individual vai prevalecer sobre possíveis acordos coletivos.”
  8. 08 Diário de Pernambuco · Flávio Bolsonaro sugere pagamento por hora em alternativa à escala 6x1 Flávio: décimo terceiro, FGTS e férias “proporcionais às horas de trabalho”; a mãe “vai poder trabalhar, por exemplo, quatro horas”.
  9. 09 Estadão Conteúdo, via Diário do Grande ABC · Flávio: ‘nossa proposta é que os trabalhadores decidam quantas horas querem trabalhar por dia’ Flávio defende a carga horária escolhida pelo trabalhador como alternativa à PEC do fim da escala 6x1.
  10. 10 O Sul, com informações da Folha de S.Paulo · Flávio Bolsonaro planeja reajustar aposentadorias e despesas com saúde e educação só pela inflação A equipe estudou corrigir pela inflação aposentadorias, BPC e pisos de saúde e educação, com PECs; “a assessoria do senador refutou as informações”.
  11. 11 CNN Brasil · Flávio promete “tesouraço” nos impostos para aumento do salário mínimo No Jornal Nacional, Flávio: “Não precisa fazer economia em cima dos aposentados”.
  12. 12 Reuters, via Money Times · Sachsida diz que vinculação entre salário mínimo e Previdência será mantida em eventual vitória de Flávio Bolsonaro Sachsida, da coordenação econômica da campanha, diz que o vínculo entre o mínimo e a Previdência será mantido.

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18 / 52 · Flávio · Promessa e histórico ·mapasegundoturno.com.br/promessa-e-historico

A promessa é manter. O histórico é outro.

Flávio Bolsonaro diz que vai manter os programas sociais[1][2]. O governo do pai de Flávio propôs cortar 59% da verba do Farmácia Popular[3], e ele votou contra a PEC que garantiu o Bolsa Família de R$ 600[4][5].

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A verba dos remédios gratuitos × = vezes o proposto para 2023
  1. Aprovado em 2022 R$ 2,04 bi 2,4×

    Verba para remédios gratuitos do Farmácia Popular no Orçamento aprovado · 2022 [3]

  2. Proposto para 2023 R$ 842 mi

    Verba prevista no projeto de Orçamento do governo Bolsonaro · enviado em agosto de 2022 [3]

Era uma proposta do projeto de Orçamento de 2023, não o gasto executado. Valores nominais.

Ver os números em tabela
CasoValorO que o valor medePeríodo
Aprovado em 2022R$ 2,04 biVerba para remédios gratuitos do Farmácia Popular no Orçamento aprovado2022
Proposto para 2023R$ 842 miVerba prevista no projeto de Orçamento do governo Bolsonaroenviado em agosto de 2022

Farmácia

A proposta de cortar 59%

Em agosto de 2022, o governo Bolsonaro enviou o projeto de Orçamento de 2023 com corte de 59% na verba dos remédios gratuitos do Farmácia Popular: de R$ 2,04 bilhões para R$ 842 milhões[3]. Naquele ano, o programa atendeu 20,7 milhões de pessoas[6].

Voto

Contra a PEC dos R$ 600

O projeto de Orçamento do governo Bolsonaro previa Auxílio Brasil médio de R$ 405 em 2023. Os R$ 600 iam só até dezembro de 2022[7]. A PEC da Transição garantiu o Bolsa Família de R$ 600 e o aumento real do salário mínimo[5].

O senador Flávio votou contra a PEC nos dois turnos[4]. Ele a chamou de "uma carta em branco" e "um tiro no pé do Congresso"[5].

Plano

O que o plano não diz

O plano registrado no TSE promete "manter os programas sociais existentes" e não cita o Farmácia Popular[1]. Flávio diz: "É mentira que eu acabaria com o Bolsa Família" e "O Bolsa Família é sagrado, ninguém toca". Não detalhou custos nem fontes de financiamento[2].

Daniella Marques formulou a proposta econômica da pré-campanha. Ela apresentou um corte de gastos de cerca de R$ 190 bilhões, 1,5% do PIB, sem detalhar quais despesas permanentes cairiam[8].

No dia 25, o voto pesa a promessa contra o histórico.

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Referências 08 fontes

  1. 01 Jovem Pan · Plano de governo de Flávio Bolsonaro contradiz montagens espalhadas na web O plano registrado no TSE promete "manter os programas sociais existentes" e não cita o Farmácia Popular.
  2. 02 O Tempo · Flávio Bolsonaro rebate Lula e nega acabar com Bolsa Família se for eleito As falas de Flávio sobre o Bolsa Família; ele não detalhou custos nem fontes de financiamento.
  3. 03 Estadão Conteúdo (Mercado&Consumo) · Corte no orçamento da Farmácia Popular atinge 13 medicamentos Projeto de Orçamento de 2023 previa R$ 842 milhões, ante R$ 2,04 bilhões em 2022: corte de 59%.
  4. 04 O Tempo · Veja como votaram os senadores na PEC da Transição Flávio Bolsonaro (PL-RJ) votou contra a PEC nos dois turnos.
  5. 05 Agência Senado · Sob intenso debate, PEC da Transição é aprovada no Senado A PEC garante o Bolsa Família de R$ 600 e o aumento real do mínimo; as falas de Flávio na votação.
  6. 06 Conselho Federal de Farmácia · Saúde anuncia que todos os medicamentos do Farmácia Popular agora são gratuitos O programa atendeu 20,7 milhões de pessoas em 2022.
  7. 07 Rádio Senado · Orçamento de 2023 prevê Auxílio Brasil de R$ 405, mas equipe econômica promete negociar manutenção dos R$ 600 O projeto previa Auxílio Brasil médio de R$ 405; os R$ 600 iam até dezembro de 2022.
  8. 08 Gazeta do Povo · Daniella Marques diz que plano de Flávio Bolsonaro prevê corte de R$ 190 bi em gastos Corte de 1,5% do PIB, cerca de R$ 190 bilhões, sem detalhar quais despesas permanentes cairiam.

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19 / 52 · Flávio · Visto de fora ·mapasegundoturno.com.br/visto-de-fora

Lá fora, jornais e analistas veem a democracia em risco com Flávio

Em editorial, o britânico The Guardian escreveu: “Uma presidência de Bolsonaro seria ruim para as mulheres, os pobres e as minorias. A democracia provavelmente seria sua primeira vítima, em âmbito local.”[1] Em textos do Reino Unido, da Alemanha, da Suíça, dos EUA e da Colômbia, os temas se repetem: o indulto ao pai de Flávio[2][3], condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado[4], e o Supremo[5].

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O que escreveram lá fora
  1. 26 set. 2026 · Financial Times (Reino Unido), reportagem de Michael Pooler

    Conheça os Bolsonaro: um clã tão radical quanto disfuncional. Oscilando entre o conservadorismo e o caos, eles praticam um estilo paranoico de política.[6]
  2. 30 set. 2026 · The Guardian (Reino Unido), editorial

    O senador fez campanha como uma versão menos grosseira e temperamental de seu pai, mas não menos extremista.[1]
  3. 5 out. 2026 · The Economist (Reino Unido)

    A principal proposta de Flávio é indultar o pai, promotor do golpe de Estado, que cumpre a pena em prisão domiciliar por causa de uma antiga ferida.[2]
  4. 5 out. 2026 · taz (Alemanha), coluna de Niklas Franzen

    Restam três semanas para evitar a catástrofe que, do ponto de vista da esquerda, ameaça o país. Se isso não der certo, o Brasil pode ter pela frente anos politicamente muito sombrios.[7]
  5. 5 out. 2026 · CH Media (Suíça), análise de Klaus Ehringfeld e Fabian Hock

    Para a democracia brasileira, uma vitória de Bolsonaro seria um duro baque.[3]
  6. 5 out. 2026 · Brian Winter, editor-chefe da Americas Quarterly (EUA)

    …salvo uma virada surpreendente de Lula, vai permitir aos Bolsonaro não apenas voltar, mas voltar mais poderosos do que antes, com poder para levar adiante sua agenda e se vingar de inimigos, inclusive do chamado Estado profundo. A variante brasileira pode trazer o impeachment de ministros do Supremo e um expurgo na burocracia federal.[5]
  7. out. 2026 · Financial Times (Reino Unido), editorial

    Se eleito, Flávio Bolsonaro corre o risco de desencadear uma nova crise institucional caso leve adiante sua promessa de libertar o pai da prisão sem o apoio decisivo do Congresso[8]
  8. 6 out. 2026 · Andre Pagliarini, historiador da Louisiana State University (EUA), à Al Jazeera

    A ironia, claro, é que o próprio Flávio foi diretamente implicado no escândalo do Banco Master de um modo que Lula não foi.[9]
  9. 8 out. 2026 · El Espectador (Colômbia), editorial, sobre a condenação do pai

    As provas saltam aos olhos, para que qualquer um de boa-fé as observe e, no mínimo, duvide da idoneidade da família Bolsonaro para seguir sendo um ator político viável numa democracia que diz respeitar o império da lei.[10]

Traduções nossas, do original ou, no caso da The Economist, da republicação em espanhol. A reportagem do Financial Times foi traduzida pelo Diário do Grande ABC; o editorial do Guardian, pelo IHU-Unisinos; o do FT, pela BBC News Brasil. No caso Master, Flávio é investigado no inquérito sobre o financiamento de um filme sobre o pai[11] e nega irregularidades[9].

O padrão

O pai, o Supremo, a democracia

Quatro desses textos tratam do plano de Flávio de livrar o pai da pena, por indulto ou anistia[2][3][5][8]. Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, e cumpre a pena em prisão domiciliar[4].

Para a The Economist, Bolsonaro terá aliados suficientes no Senado para os dois terços necessários ao impeachment de ministros do Supremo. A revista diz ainda que Flávio quer indultar também o irmão, Eduardo, “que vive autoexilado no Texas”[2].

O contraponto

Quem aplaudiu, quem criticou Lula

Esta página reúne jornais e analistas, não a opinião do mundo. Dois presidentes comemoraram. Donald Trump: “É uma grande vitória — apertada, mas uma vitória muito, muito grande. Incrível”[12]. Javier Milei saudou a “histórica eleição diante do comunista Lula”[13]. Nos EUA, três senadores democratas acusaram o governo Trump de “uma campanha de interferência e desestabilização no Brasil”[14].

Três desses jornais também criticam Lula. A The Economist escreve que “os brasileiros estão se cansando de Lula”[2]. Para o FT, a volta dos Bolsonaro se explica pelas falhas de Lula, não pelos feitos de Flávio[8]. O Guardian cita quem o ache velho demais, aos 80 anos, para um quarto mandato[1].

O voto

A decisão é aqui

No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%. Menos de dois pontos separam os dois. Os jornais de fora já escreveram o que veem. Em 25 de outubro, quem decide é o eleitor brasileiro[5].

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Referências 14 fontes

  1. 01 IHU-Unisinos (tradução do The Guardian) · Lula versus Bolsonaro: a decisão dos eleitores brasileiros afetará a todos nós. Editorial do The Guardian Editorial do Guardian de 30/9: Flávio “não menos extremista” que o pai; a democracia “provavelmente” seria a primeira vítima; a idade de Lula.
  2. 02 The Economist, no Infobae · El regreso de los Bolsonaro en Brasil O indulto ao pai como principal proposta, o indulto a Eduardo, os dois terços do Senado e o cansaço com Lula.
  3. 03 CH Media, no Bote der Urschweiz · Bolsonaro-Clan triumphiert: 5 Erkenntnisse zum Rechtsruck in Brasilien Uma vitória de Bolsonaro seria um “schwerer Einschnitt” para a democracia; o indulto ao pai entre os primeiros atos.
  4. 04 Agência Brasil · Defesa cita novos fatos e pede revisão da condenação de Bolsonaro Condenado a 27 anos e três meses “por liderar uma tentativa de golpe de Estado”; cumpre pena em prisão domiciliar.
  5. 05 Americas Quarterly · REACTION: Flávio Bolsonaro and Lula Advance to Brazil’s Presidential Runoff Brian Winter sobre o impeachment de ministros do Supremo e a anistia ao pai; 47,03% a 45,16% no 1º turno; 2º turno em 25 de outubro.
  6. 06 Diário do Grande ABC (sobre o Financial Times) · Financial Times compara os Bolsonaros à família Trump e diz que têm estilo paranoico A reportagem do FT de 26/9: “um clã tão radical quanto disfuncional” com “um estilo paranoico de política”.
  7. 07 taz · Erster Gang der Präsidentschaftswahl: Brasilien drohen dunkle Jahre Coluna de Niklas Franzen: a catástrofe “aus linker Sicht” e os “sehr dunkle Jahre” se ela não for evitada.
  8. 08 BBC News Brasil, em A Gazeta (sobre o Financial Times) · Ressurgimento de Bolsonaro expõe a fraqueza de Lula, diz jornal econômico mais importante do mundo Editorial do FT: o risco de “nova crise institucional” e a volta dos Bolsonaro explicada pelas falhas de Lula.
  9. 09 Al Jazeera · Why Flavio Bolsonaro outperformed the polls in Brazil’s election A frase de Andre Pagliarini sobre o Banco Master; Flávio nega irregularidades.
  10. 10 El Espectador · ¿Cómo leer lo que pasó en Brasil? Editorial: depois da condenação do pai, a dúvida sobre a “idoneidad de la familia Bolsonaro”.
  11. 11 Agência Brasil · Mendonça incluiu Flávio Bolsonaro como investigado no caso Dark Horse Flávio é investigado no inquérito sobre o financiamento do filme.
  12. 12 La Libre Belgique (AFP) · Présidentielle au Brésil : Donald Trump salue “une grande victoire” de Flavio Bolsonaro Trump sobre o 1º turno: “une très, très grande victoire”.
  13. 13 Perfil · “La Libertad Avanza en Brasil”: el mensaje de Milei tras el triunfo de Flávio Bolsonaro Milei: “Histórica elección ante el comunista de Lula”.
  14. 14 Common Dreams · Alarm Grows Over ‘Clearly Illegal’ Trump-Rubio Election Meddling in Brazil Carta dos senadores Shaheen, Kaine e Welch a Rubio: “a campaign of interference and destabilization in Brazil”.

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20 / 52 · Flávio · Segurança pública ·mapasegundoturno.com.br/seguranca

53% veem Flávio mais capaz na segurança. A PM responde ao governador.

Numa pesquisa BTG/Nexus de julho, 53% viram Flávio como mais capaz na segurança pública; 38%, Lula[1]. Mas a PM e a Polícia Civil respondem aos governadores[2], e metade das 12 propostas de Flávio endurece penas[3], quando estudos nos EUA mostram que a certeza de ser pego dissuade muito mais[4].

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Quem paga a segurança pública × = vezes o governo federal
  1. Estados e DF R$ 131,2 bi 7,3×

    Gasto dos 26 estados e do Distrito Federal com segurança pública · 2025 [5]

  2. Governo federal R$ 18 bi

    Gasto do governo federal com segurança pública · 2025 [5]

  3. Municípios R$ 13,7 bi 0,8×

    Gasto das prefeituras com segurança pública · 2025 [5]

Gasto com segurança pública em 2025, por nível de governo: os estados e o DF gastaram mais de 7 vezes o que gastou a União.

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CasoValorO que o valor medePeríodo
Estados e DFR$ 131,2 biGasto dos 26 estados e do Distrito Federal com segurança pública2025
Governo federalR$ 18 biGasto do governo federal com segurança pública2025
MunicípiosR$ 13,7 biGasto das prefeituras com segurança pública2025

Comando

Quem manda na polícia

A Constituição diz que as polícias militares e civis “subordinam-se […] aos Governadores”[2]. Em 2025, eram 413 mil PMs e 97 mil policiais civis, contra 25 mil agentes da PF e da PRF: mais de 20 para cada agente federal[6].

Os estados pagaram 80% da conta em 2025[5]. Penas e maioridade penal, sim, são decididas pelo Congresso[2]. Mas a polícia que patrulha a rua e investiga homicídios responde ao governador, seja quem for o presidente[2].

O plano

Doze propostas, metade de pena

O plano de governo que Flávio registrou no TSE abre com a segurança[7]. São 12 propostas; seis endurecem penas ou ampliam a prisão, como a maioridade penal aos 16 anos e presídios “no modelo adotado por El Salvador”[3].

Nenhuma diz quanto custa em reais nem quanto o crime deve cair. A promessa de “no mínimo, dobrar os investimentos federais” não diz quanto, nem de onde. O meio milhão de vagas em presídio viria “em parceria com os governos estaduais”[3].

Maioridade

Julgar jovem como adulto

Flávio propõe reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos[3], ideia que 79% apoiam, segundo o Datafolha[8]. O adolescente já responde por seus atos a partir dos 12 anos: por ato infracional, recebe medidas que vão da advertência à internação[9].

Nos EUA, a força-tarefa do CDC concluiu que transferir jovens para a Justiça de adultos “tipicamente aumenta, em vez de diminuir” a violência entre eles, e desaconselha essas leis com esse fim[10]. Na Alemanha, jovens de 18 a 21 anos podem ir à Justiça juvenil[11].

Armas

Quase uma arma por habitante

Em 2019, Flávio votou para manter o decreto do governo do pai que facilitava o acesso a armas[12]. Em 2023, no debate de um projeto sobre armas de que é coautor, disse: “Nos Estados Unidos, onde é quase uma arma por habitante, os índices de criminalidade são lá embaixo”[13].

Com dados de 2010, a taxa de homicídios dos EUA era 7 vezes a de outros países ricos da OCDE; a de homicídios com arma, 25 vezes[14]. Pela estimativa de pesquisadores do FBSP, sem o aumento de armas a partir de 2019, 6.379 vidas teriam sido poupadas no Brasil[15].

Dissuasão

A certeza de ser pego

“A certeza de ser pego é um dissuasor imensamente mais poderoso que a punição”, resume o NIJ, órgão de pesquisa do Departamento de Justiça dos EUA[4]. Para o National Research Council, dos EUA, o efeito dissuasório de alongar penas já longas é “modesto, na melhor das hipóteses”[16].

Só 36% dos homicídios de 2023 no Brasil foram esclarecidos até o fim de 2024: pouco mais de 1 em cada 3[17]. No Senado, Flávio votou pela Lei Antifacção, aprovada por 64 a 0[18]. Mas nenhuma de suas 12 propostas fala em investigar homicídios ou em perícia[3].

A PEC da Segurança Pública, enviada pelo governo Lula, põe na Constituição a cooperação entre União, estados e municípios e aguarda o plenário do Senado[19]. Na Câmara, passou por 487 votos a 15 no 1º turno[20]. Em 25 de outubro, a pergunta é qual proposta ajuda a pegar quem mata.

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Referências 20 fontes

  1. 01 Exame · BTG/Nexus: Eleitores veem Lula mais capaz na área social e Flávio, na segurança Pesquisa de 10 a 12 de julho, 2.003 eleitores: na segurança pública, 53% veem Flávio mais capaz; 38%, Lula.
  2. 02 Planalto · Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 Art. 144, § 6º: PMs e polícias civis subordinam-se aos governadores. Art. 22, I: direito penal é lei da União.
  3. 03 Campanha de Flávio Bolsonaro, via Poder360 · Plano Brasil sem Medo As 12 propostas de segurança, sem custo em reais nem meta de redução do crime; sem menção a investigação ou perícia.
  4. 04 National Institute of Justice (EUA) · Five Things About Deterrence A certeza de ser pego dissuade muito mais que a punição; penas mais duras pouco dissuadem (Daniel Nagin).
  5. 05 Fórum Brasileiro de Segurança Pública (Fonte Segura) · Estados impulsionam aumento das despesas com segurança pública Gasto de 2025: R$ 163,1 bi no total; R$ 131,2 bi dos estados e DF, R$ 18 bi da União, R$ 13,7 bi dos municípios.
  6. 06 Fórum Brasileiro de Segurança Pública · Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil Efetivo em 2025: 413.319 PMs, 96.902 policiais civis, 12.536 na PF e 12.328 na PRF.
  7. 07 Gazeta do Povo · Flávio aposta em diminuição da maioridade penal, castração química e fim da progressão de pena O plano registrado no TSE, “Para o Brasil vencer o atraso”, abre com o capítulo de segurança “Brasil sem medo”.
  8. 08 InfoMoney · Datafolha: 79% apoiam reduzir a maioridade penal para 16 anos Datafolha de 17 e 18 de junho de 2026, 2.004 entrevistas: 79% apoiam reduzir a maioridade para 16 anos.
  9. 09 Planalto · Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente) Adolescente é quem tem de 12 a 18 anos; por ato infracional, medidas da advertência à internação (arts. 2º e 112).
  10. 10 CDC (EUA), MMWR · Effects on Violence of Laws and Policies Facilitating the Transfer of Youth from the Juvenile to the Adult Justice System Transferir jovens para a Justiça de adultos tipicamente aumenta a violência entre eles; a força-tarefa desaconselha.
  11. 11 Correio Braziliense · Pesquisa da Unicef: maioria dos países adota maioridade penal acima dos 18 Na Alemanha, infratores de 18 a 21 anos vão para o sistema de justiça juvenil.
  12. 12 Congresso em Foco · Veja quem votou contra e a favor do decreto das armas de Bolsonaro no Senado O Senado derrubou o decreto por 47 a 28; Flávio votou a favor de mantê-lo.
  13. 13 Poder360 · Uma arma parada não faz nada, diz Flávio Bolsonaro Na CCJ, sobre o PL 3.713/2019, de que é coautor, Flávio disse que nos EUA a criminalidade é “lá embaixo”.
  14. 14 American Journal of Medicine · Violent Death Rates: The US Compared with Other High-income OECD Countries, 2010 Em 2010, a taxa de homicídios dos EUA era 7 vezes a dos outros países ricos; a de homicídios com arma, 25 vezes.
  15. 15 Fórum Brasileiro de Segurança Pública · Armas de fogo e homicídios no Brasil Estimativa: sem o aumento de armas a partir de 2019, 6.379 vidas teriam sido poupadas.
  16. 16 National Academies (EUA) · U.S. Should Significantly Reduce Rate of Incarceration O efeito dissuasório de alongar penas já longas é “modest at best”.
  17. 17 Instituto Sou da Paz · Crimes contra a vida não recebem a devida atenção do poder público, apenas 36% dos homicídios foram esclarecidos em 2023; revela pesquisa do Instituto Sou da Paz Só 36% dos homicídios de 2023 foram esclarecidos até o fim de 2024.
  18. 18 Gazeta do Povo · Veja os senadores que garantiram votação unânime do PL antifacção O Senado aprovou o PL Antifacção por 64 a 0, com o voto de Flávio.
  19. 19 Agência Brasil · CCJ do Senado aprova texto-base da PEC da Segurança Pública A PEC 18/2025, do Executivo, põe o Susp na Constituição, com cooperação entre União, estados e municípios; vai ao plenário.
  20. 20 Exame · Câmara aprova PEC da Segurança Pública; texto vai ao Senado A Câmara aprovou a PEC por 487 a 15 no 1º turno.

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21 / 52 · Flávio · O modelo Milei ·mapasegundoturno.com.br/modelo-milei

O corte prometido por Flávio equivale a 80% do gasto livre do governo

A campanha de Flávio diz se inspirar em Milei[1] e promete cortar R$ 190 bilhões[2], sem mexer em aposentadorias[3]. Mas 90,8% do limite de gastos de 2026 já está comprometido com despesas obrigatórias[4].

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O modelo Milei: imagem 1 de 6O modelo Milei: imagem 2 de 6O modelo Milei: imagem 3 de 6O modelo Milei: imagem 4 de 6O modelo Milei: imagem 5 de 6O modelo Milei: imagem 6 de 6

Do tamanho do corte prometido
  1. Corte prometido R$ 190 bi

    1,5% do PIB que a campanha de Flávio promete cortar · Estimativa sobre 2025 [2]

  2. Bolsa Família R$ 155,8 bi

    O programa inteiro, no ano · 2026 [4]

  3. Gasto livre R$ 237,7 bi

    Despesas discricionárias: tudo o que a lei não obriga a pagar · 2026 [4]

  4. Pessoal R$ 416,9 bi

    Salários e encargos dos servidores federais · 2026 [4]

  5. Previdência R$ 1.081,8 bi

    Benefícios previdenciários do INSS · 2026 [4]

Corte estimado sobre o PIB de 2025. As barras são despesas federais de 2026, segundo a IFI/Senado.

Ver os números em tabela
CasoValorO que o valor medePeríodo
Corte prometidoR$ 190 bi1,5% do PIB que a campanha de Flávio promete cortarEstimativa sobre 2025
Bolsa FamíliaR$ 155,8 biO programa inteiro, no ano2026
Gasto livreR$ 237,7 biDespesas discricionárias: tudo o que a lei não obriga a pagar2026
PessoalR$ 416,9 biSalários e encargos dos servidores federais2026
PrevidênciaR$ 1.081,8 biBenefícios previdenciários do INSS2026

A promessa

Inspirados em Milei

Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio, disse em 14/09: “Inspirando-nos nas reformas implementadas pelo governo de Javier Milei, na Argentina”. Ela falou num “revogaço” de mais de mil normas e numa PEC de corte de gastos[1]. A meta é cortar 1,5% do PIB, cerca de R$ 190 bilhões[2].

A conta

Onde cabem R$ 190 bilhões

Em 2026, as despesas obrigatórias comprometem 90,8% do limite: aposentadorias, salários e benefícios[4]. O corte prometido pela campanha de Flávio equivale a 8 em cada 10 reais das despesas discricionárias de 2026, e é maior que todo o Bolsa Família do ano[4]. Prometer esse corte sem tocar nos benefícios exige dizer de onde ele sai.

O plano

O que a equipe estuda

Em 08/10, Flávio disse: “Aposentado, fique tranquilo, não caia nessa fake news do PT”[3]. No mesmo dia, a Folha noticiou que a equipe estuda cortar cerca de R$ 250 bilhões em gastos obrigatórios. Aposentadorias e BPC seriam corrigidos só pela inflação, sem ganho real, e os pisos de saúde e educação também ficariam limitados à inflação[5].

A campanha diz que não há posição oficial e que a referência é o plano de governo[5].

A vitrine

A Argentina que serve de modelo

Segundo o CEPA, a Argentina tem 32.290 empresas a menos e 437.611 empregos formais a menos desde o início do governo Milei[6]. Em Pilar, uma avícola em crise ofereceu pagar parte dos salários atrasados em frangos[7]. Em 25 de outubro, o voto decide se esse é o modelo do Brasil.

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Referências 07 fontes

  1. 01 FolhaMax · Coordenadora de Flávio fala em inspirar nas reformas de Milei Daniella Marques cita Milei como inspiração, o “revogaço” de normas e a PEC de corte de gastos.
  2. 02 Gazeta do Povo · Daniella Marques: plano de Flávio prevê ganho real no salário mínimo e controle de gastos Corte de despesas equivalente a 1,5% do PIB, cerca de R$ 190 bilhões.
  3. 03 Metrópoles · Flávio nega corte na aposentadoria e diz que fará ajuste acima da inflação Flávio promete não cortar aposentadorias: “Aposentado, fique tranquilo”.
  4. 04 IFI/Senado · Relatório de Acompanhamento Fiscal nº 116 (setembro de 2026) Despesas federais de 2026 (Tabela 7) e os 90,8% do limite comprometidos com obrigatórias.
  5. 05 InfoMoney · Plano de ajuste fiscal de Flávio Bolsonaro prevê corte de 2% do PIB, diz jornal Plano estudado pela equipe, segundo a Folha: INSS, BPC e pisos só pela inflação; a resposta da campanha.
  6. 06 La Tercera · Más de 32 mil empresas menos y 437 mil empleos formales perdidos en Argentina durante lo que va del Gobierno de Milei Dados do CEPA: 32.290 empresas e 437.611 empregos formais a menos desde novembro de 2023.
  7. 07 Infobae · Se agrava la crisis de Granja Tres Arroyos: ofreció pagar parte de los salarios con pollos A avícola, em concurso preventivo, propôs pagar parte dos salários atrasados em frangos.

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22 / 52 · Flávio · PEC Kamikaze ·mapasegundoturno.com.br/pec-kamikaze

Flávio votou sim aos R$ 600 do ano eleitoral. Depois, não.

Em 2022, com a defesa do ministro Paulo Guedes, o Congresso liberou R$ 41,25 bilhões fora do teto de gastos em pleno ano eleitoral[1][2]. Flávio votou sim aos R$ 600 que acabavam em dezembro do ano da eleição e não à PEC que os manteve depois dela[3][4].

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Do “Kamikaze” ao STF
  1. 2022-02-03 · Senado

    A PEC 1/2022 é apresentada, com Carlos Fávaro (PSD-MT) como primeiro autor. Ela trata de auxílio diesel a caminhoneiros, subsídio ao gás e corte de tributos sobre combustíveis[5].

  2. 2022-02-08 · Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

    Segundo o Estadão, Flávio assinou a proposta com outros articuladores do Planalto e pediu a inclusão do nome quando já havia assinaturas suficientes. A equipe de Paulo Guedes a apelidou de “PEC Kamikaze”[6].

  3. 2022-06-30 · Senado, estado de emergência

    O Senado aprova R$ 41,25 bilhões fora do teto. O Auxílio Brasil sobe de R$ 400 para R$ 600, e tudo acaba no fim de 2022[1].

  4. 2022-06-30 · Flávio vota Sim

    Flávio vota Sim. A PEC passa por 72 a 1 no 1º turno e por 67 a 1 no 2º[3].

  5. 2022-06-30 · Jean Paul Prates (PT-RN)

    Usar estado de emergência para cobrir incompetência de governo é intolerável[1]
  6. 2022-07-12 · Paulo Guedes, ministro

    A PEC atual, de R$ 40 bilhões, é a PEC das bondades. A PEC de R$ 120 bilhões, podendo chegar a R$ 180 bilhões, era Kamikaze[2]
  7. 2022-07-13 · Câmara dos Deputados

    A Câmara aprova em 2º turno por 469 a 17. As medidas valem só até o fim de 2022[7].

  8. 2022-12-20 · Flávio vota Não

    Depois da eleição, a PEC da Transição garante os R$ 600 e é aprovada por 63 a 11. Flávio vota Não nos dois turnos[4].

  9. 2024-08-01 · STF

    O STF julga a emenda inconstitucional por ter liberado recursos em ano eleitoral. Quem recebeu não devolve[8].

O nome de Flávio não está na lista oficial de autores da PEC no Senado[5]. A assinatura de fevereiro de 2022 é relato do Estadão[6]. A oposição, incluindo o PT, votou a favor no Senado e criticou a condução do governo[1].

Flávio

Sim em junho, não em dezembro

Segundo o Estadão, Flávio assinou a PEC em fevereiro, quando já havia assinaturas suficientes[6]. Em junho, votou sim aos R$ 600 que terminavam com 2022[3][1]. Em dezembro, passada a eleição, votou não à PEC que manteve os R$ 600[4].

O governo

“Kamikaze”, na palavra da equipe de Guedes

O apelido não veio da oposição. Veio da equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro, para a versão de fevereiro[6]. Em julho, o ministro Paulo Guedes defendeu no Senado a versão aprovada como “a PEC das bondades”[2].

Foram R$ 41,25 bilhões fora do teto, com prazo para acabar no fim do ano da eleição[1][7]. A oposição, incluindo o PT, votou a favor e criticou a condução do governo[1].

O voto

O STF viu a data

Em 2024, o STF julgou a emenda inconstitucional por ter liberado recursos em ano eleitoral. O ministro Flávio Dino entendeu que os gastos foram aprovados para burlar as regras eleitorais. O relator André Mendonça rejeitou a ação porque os efeitos acabaram em 31/12/2022. Quem recebeu não devolve[8].

Flávio agora pede o seu voto. No dia 25, vale lembrar quando ele disse sim aos R$ 600 e quando disse não[3][4].

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Referências 08 fontes

  1. 01 Agência Senado · Senado aprova PEC do estado de emergência R$ 41,25 bilhões fora do teto; Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600; medidas até o fim de 2022; oposição vota a favor e critica o governo.
  2. 02 InfoMoney (Estadão Conteúdo) · PEC ‘é das Bondades’, e não ‘Kamikaze’, afirma Guedes no Senado Guedes defende a PEC de R$ 40 bilhões como “PEC das bondades”.
  3. 03 Senado Federal · Votações da matéria PEC 1/2022 Flávio Bolsonaro vota sim; PEC aprovada por 72 a 1 e 67 a 1.
  4. 04 Senado Federal · Votações da matéria PEC 32/2022 (fase 2) PEC da Transição aprovada por 63 a 11; Flávio Bolsonaro vota não nos dois turnos.
  5. 05 Senado Federal · Proposta de Emenda à Constituição n° 1, de 2022 Autoria (Carlos Fávaro e outros 29 senadores, sem Flávio Bolsonaro) e ementa da PEC 1/2022.
  6. 06 ISTOÉ Dinheiro (Estadão Conteúdo) · Contrariando Guedes, Flávio e líderes do governo assinam ‘PEC Kamikaze’ no Senado Flávio assina a PEC e pede a inclusão do nome; a equipe econômica a apelida de “PEC Kamikaze”.
  7. 07 Diário do Nordeste · ‘PEC Kamikaze’ é aprovada em segundo turno na Câmara Câmara aprova a PEC por 469 a 17; as medidas valem só até o fim de 2022.
  8. 08 InfoMoney (Agência Brasil) · STF derruba emenda que liberou benefícios nas eleições de 2022 STF julga a EC 123 inconstitucional por maioria; Dino vê burla às regras eleitorais; ninguém devolve.

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23 / 52 · Lula · Mulheres ·mapasegundoturno.com.br/mulheres

Lula nomeou 11 ministras. O governo do pai de Flávio, duas.

Lula começou o atual governo com 11 mulheres entre 37 ministros, um recorde[1]; o governo do pai de Flávio começou com 2 entre 22[2]. Agora candidato, Flávio chamou a Lei Maria da Penha, sancionada por Lula[3], de "pedaço de papel", num discurso em que defendia mais tempo de prisão para agressores[4].

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Ministras na posse de cada governo mulheres homens 1 quadrado = 1 ministro
  1. Lula · 2003 4 de 30[5][6] 13%
  2. Dilma · 2011 9 de 37[7] 24%
  3. Dilma · 2015 6 de 39[8] 15%
  4. Temer · 2016 0 de 23[9][10] 0%
  5. Bolsonaro · 2019 2 de 22[2] 9%
  6. Lula · 2023 11 de 37[1] 30%

Ministérios e órgãos com status de ministério, na posse de cada governo; Temer, em 12 de maio de 2016, no primeiro ministério sem mulheres desde Geisel. Em 2003, a contagem de ministras e o total de pastas vêm de fontes diferentes. Hoje, o governo Lula tem 8 mulheres entre 38 ministros[11].

Ver os números em tabela
GovernoMulheresMinistrosParticipação
Lula · 200343013%
Dilma · 201193724%
Dilma · 201563915%
Temer · 20160230%
Bolsonaro · 20192229%
Lula · 2023113730%

Poder

A primeira presidenta

Em 31 de outubro de 2010, Dilma Rousseff, candidata de Lula, foi eleita com cerca de 56% dos votos válidos: a primeira mulher a presidir o Brasil[12]. Tomou posse com 9 ministras entre 37, recorde até então[7].

Leis

Leis do dia a dia

Lula sancionou a Lei Maria da Penha em 7 de agosto de 2006[3]. Dilma sancionou a Lei do Feminicídio em março de 2015[13] e criou, em 2013, o programa Mulher: Viver sem Violência e as Casas da Mulher Brasileira[14].

A lei do Bolsa Família, assinada por Lula em 2004, determina que o benefício seja pago preferencialmente à mulher[15]; em janeiro de 2026, 84,4% das famílias tinham uma mulher como responsável[16]. No primeiro dia de governo, em 2023, Lula recriou o Ministério das Mulheres[17].

Palavras

A lei vira "pedaço de papel"

Em julho de 2026, num evento do PL em Vitória, Flávio elogiava as ações de um candidato local e defendia mais tempo de prisão para agressores. E disse: "Esse pedaço de papel que é a Lei Maria da Penha não é o que vai defender as mulheres"[4].

Em 2023, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Flávio anunciou voto contrário ao projeto de igualdade salarial entre homens e mulheres. Alegou que a proposta não seria efetiva e poderia aumentar a judicialização; disse ser a favor da igualdade salarial[18].

Registro

3 de 306

Em 24 anos, de 2003 a 2026, Flávio assinou 306 proposições; 3 tratavam de proteção às mulheres, menos de 1%, segundo a Agência Pública. O gabinete respondeu que a proteção às vítimas de violência sempre esteve entre as principais bandeiras do senador[19].

Agora ele é candidato ao cargo de quem sanciona essas leis. O segundo turno é em 25 de outubro.

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Referências 19 fontes

  1. 01 Congresso em Foco · Lula quebra recorde, mas mulheres ainda ocuparão menos de 30% da Esplanada As 11 ministras entre 37 pastas na posse de Lula em 2023, um recorde.
  2. 02 Agência Brasil · Veja quem são os ministros de Jair Bolsonaro As 22 pastas do governo Bolsonaro e as duas ministras, Tereza Cristina e Damares Alves.
  3. 03 Congresso em Foco · Presidente sanciona lei e aumenta punição para agressores Lula sanciona a Lei Maria da Penha.
  4. 04 Poder360 · Flávio chama Lei Maria da Penha de "pedaço de papel" A frase de Flávio em Vitória e o contexto: a defesa de penas mais duras para agressores.
  5. 05 Folha de Pernambuco, via O Globo · Ministério de Lula tem número inédito de mulheres, mas fica longe de paridade As 4 ministras do primeiro governo Lula.
  6. 06 Poder360 · Lula deve começar governo com mais ministros que em 2003 e 2007 As 30 pastas na posse de Lula em 2003.
  7. 07 TV Câmara · Primeira mulher a ocupar a Presidência garante presença feminina recorde nos ministérios As 9 ministras entre 37 pastas na posse de Dilma em 2011.
  8. 08 Panrotas · Presidenta Dilma empossa os 39 integrantes do ministério Os 39 ministros empossados em 2015, entre eles 6 mulheres.
  9. 09 Agência Brasil · Temer dá posse a novos ministros; número de pastas cai de 32 para 23 As 23 pastas do ministério de Temer na posse.
  10. 10 Gazeta do Povo · Pela primeira vez em 37 anos, ministério não terá mulheres O primeiro ministério sem mulheres desde o governo Geisel.
  11. 11 O Tempo · Após trocas, governo Lula fica com 8 ministras, menor número desde 2023 As 8 ministras entre 38 pastas do governo Lula em abril de 2026.
  12. 12 ConJur · Dilma Rousseff, do PT, é a primeira mulher a presidir o Brasil A eleição de Dilma com 56% dos votos válidos, a primeira mulher presidente.
  13. 13 Rádio Senado · Lei do Feminicídio completa 10 anos A Lei do Feminicídio, sancionada por Dilma em março de 2015.
  14. 14 Diário Oficial da União, via MPRJ · Decreto nº 8.086, de 30 de agosto de 2013 O decreto de Dilma que institui o programa Mulher: Viver sem Violência e as Casas da Mulher Brasileira.
  15. 15 Senado Federal · Lei nº 10.836, de 9 de janeiro de 2004 O artigo que manda pagar o Bolsa Família preferencialmente à mulher.
  16. 16 Agência Brasil, via Acessa.com · Fome recua mais em lares com Bolsa Família chefiados por mulher Os 84,4% das famílias do Bolsa Família com uma mulher como responsável, em janeiro de 2026.
  17. 17 Agência Câmara · Câmara aprova MP que reorganiza ministérios do governo Lula A medida provisória de 2023 que reorganizou os ministérios, com o Ministério das Mulheres.
  18. 18 Agência Senado · Igualdade salarial entre mulheres e homens passa na CAE e vai ao Plenário O voto contrário anunciado por Flávio na CAE e a justificativa dele.
  19. 19 Agência Pública · Flávio Bolsonaro fez 3 propostas de lei sobre segurança da mulher em 24 anos de política As 3 propostas sobre proteção à mulher entre 306 proposições, e a resposta do gabinete.

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24 / 52 · Lula · Projetos e entregas ·mapasegundoturno.com.br/projetos

Lula e Flávio: da proposta à mudança na lei

Das medidas provisórias editadas nos dois primeiros governos Lula, 366 foram aprovadas pelo Congresso[1]. No Senado, nenhuma das 62 proposições de autoria principal de Flávio havia virado norma no levantamento publicado em 31 de maio de 2026[2]. São funções, instrumentos e períodos diferentes.

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Dois cargos, dois registros

Poderes e recortes distintos: cada painel informa seu cargo, período e indicador. Os números não formam uma escala comum.

Presidente da República · MPs editadas em 2003–2010

Lula

Medidas provisórias aprovadas pelo Congresso [1]
366
Medidas provisórias editadas, incluindo orçamento [1]
419

Iniciativas documentadas · seleção

  • 2003–2004 · iniciativa do Executivo

    Bolsa Família

    MP 132/2003, convertida na Lei 10.836/2004. Unificou programas de transferência de renda, inclusive anteriores a Lula. [3]

  • 2004–2005 · iniciativa do Executivo

    ProUni

    MP 213/2004, convertida na Lei 11.096/2005. Instituiu bolsas em instituições privadas de ensino superior. [4]

  • 2009 · iniciativa do Executivo

    Minha Casa, Minha Vida

    MP 459/2009, convertida na Lei 11.977/2009. Instituiu o programa de incentivo à produção e aquisição de moradias. [5]

Senador · 2019–31/05/2026 · recorte do UOL

Flávio Bolsonaro

Proposições de autoria principal que viraram norma até maio de 2026 [2]
0
Proposições como primeiro autor: PL, PLP, PEC e PDL [2]
62
Proposições de autoria principal aprovadas no Senado [2]
2

Iniciativas documentadas · seleção

  • 2023–2026 · fora do indicador de autoria principal

    Microcrédito · coautoria

    Assinou com Esperidião Amin e outros senadores o PL 3190/2023, convertido na Lei 15.364/2026, com veto parcial. [6]

  • 2023–2025 · fora do indicador de autoria principal

    IPVA · coautoria

    Assinou com Cleitinho e outros senadores a PEC 72/2023, que originou a Emenda Constitucional 137/2025 sobre veículos antigos. [7]

O zero é do Senado, nesse recorte de autoria principal. Na Alerj, 51 de 208 proposições de Flávio viraram lei, segundo a Folha[8]. As MPs de Lula incluem matérias orçamentárias e já têm força de lei quando editadas[4]. As contagens não medem a qualidade de cada medida nem toda a atuação de cada cargo.

Ver os números em tabela
PessoaIndicadorValor/período
LulaPresidente da RepúblicaMedidas provisórias aprovadas pelo Congresso[1]366MPs editadas em 2003–2010
LulaPresidente da RepúblicaMedidas provisórias editadas, incluindo orçamento[1]419MPs editadas em 2003–2010
LulaBolsa FamíliaMP 132/2003, convertida na Lei 10.836/2004. Unificou programas de transferência de renda, inclusive anteriores a Lula.[3]2003–2004 · iniciativa do Executivo
LulaProUniMP 213/2004, convertida na Lei 11.096/2005. Instituiu bolsas em instituições privadas de ensino superior.[4]2004–2005 · iniciativa do Executivo
LulaMinha Casa, Minha VidaMP 459/2009, convertida na Lei 11.977/2009. Instituiu o programa de incentivo à produção e aquisição de moradias.[5]2009 · iniciativa do Executivo
Flávio BolsonaroSenadorProposições de autoria principal que viraram norma até maio de 2026[2]02019–31/05/2026 · recorte do UOL
Flávio BolsonaroSenadorProposições como primeiro autor: PL, PLP, PEC e PDL[2]622019–31/05/2026 · recorte do UOL
Flávio BolsonaroSenadorProposições de autoria principal aprovadas no Senado[2]22019–31/05/2026 · recorte do UOL
Flávio BolsonaroMicrocrédito · coautoriaAssinou com Esperidião Amin e outros senadores o PL 3190/2023, convertido na Lei 15.364/2026, com veto parcial.[6]2023–2026 · fora do indicador de autoria principal
Flávio BolsonaroIPVA · coautoriaAssinou com Cleitinho e outros senadores a PEC 72/2023, que originou a Emenda Constitucional 137/2025 sobre veículos antigos.[7]2023–2025 · fora do indicador de autoria principal

Políticas nacionais

Programas que chegaram à população

Em dezembro de 2010, o Bolsa Família atendia 12,8 milhões de famílias, segundo registro da Agência Senado[9]. Até 24 de dezembro daquele ano, o ProUni havia distribuído 748 mil bolsas, segundo a Agência Brasil[10].

São políticas iniciadas nos governos Lula e convertidas em lei pelo Congresso. Sua execução envolve equipes, instituições e outros entes públicos. Os três programas acima são exemplos, e os números de famílias e bolsas não devem ser somados.

No Senado

Aprovação ainda não é norma

Os dois projetos aprovados no Senado tratam de loterias para a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (PL 3071/2019)[11] e reciclagem de baterias de veículos elétricos (PL 2327/2021)[12]. Ambos ainda tramitavam na Câmara na consulta de 5 de outubro de 2026.

O gabinete de Flávio contesta o foco apenas na autoria principal e destaca coautorias, articulação e emendas como parte de sua atuação[2].

Histórico estadual

Flávio também aprovou leis

Entre 2003 e 2018, na Alerj, 51 de suas 208 proposições viraram lei, segundo a Folha[8]. A própria Assembleia documenta a Lei 7.451/2016, de Flávio, sobre transparência em exames psicotécnicos de concursos[13].

A Lei 7.454/2016, de Flávio e Bernardo Rossi, autorizou jornada reduzida a servidores e militares responsáveis por pessoas com deficiência[13]. No Senado, Flávio também foi relator da proposta sobre saídas temporárias, transformada em lei em 2024[8].

Critério

O que a conta permite dizer

As 366 MPs aprovadas não representam 366 programas nem toda a produção dos governos Lula[1]. O zero de Flávio é exclusivamente da autoria principal no Senado no levantamento de maio de 2026; coautorias estão fora desse indicador[2].

A tramitação também depende de relatorias e da pauta das comissões, ressalta o gabinete de Flávio[8]. Os registros mostram trajetórias e resultados distintos, mas não sustentam a afirmação de que ele nunca trabalhou.

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Referências 13 fontes

  1. 01 Novos Estudos CEBRAP · César Rodrigues van der Laan · Taxa de consentimento de medidas provisórias: uma reavaliação aplicada ao governo Bolsonaro (2019–2022) Tabelas 1 e 2: Lula I, 240 MPs editadas e 217 aprovadas; Lula II, 179 e 149. Inclui orçamento.
  2. 02 UOL · Tiago Mali · Flávio Bolsonaro teve 2 projetos aprovados no Senado em 7 anos de mandato Recorte de primeiro autor: 62 proposições, duas aprovadas no Senado, nenhuma norma. Traz coautorias e resposta do gabinete.
  3. 03 Presidência da República · Medida Provisória nº 132, de 20 de outubro de 2003 Iniciativa assinada por Lula e José Dirceu, unificação dos programas anteriores e conversão na Lei 10.836/2004.
  4. 04 Presidência da República · Medida Provisória nº 213, de 10 de setembro de 2004 Institui o ProUni, com bolsas integrais e parciais; assinada por Lula e ministros, convertida na Lei 11.096/2005.
  5. 05 Presidência da República · Medida Provisória nº 459, de 25 de março de 2009 Estrutura e finalidade do Minha Casa, Minha Vida; assinada por Lula e ministros, convertida na Lei 11.977/2009.
  6. 06 Senado Federal · Projeto de Lei n° 3190, de 2023 Esperidião Amin como primeiro autor, Flávio entre os coautores e conversão na Lei 15.364/2026 com veto parcial.
  7. 07 Senado Federal · Proposta de Emenda à Constituição n° 72, de 2023 Cleitinho como primeiro autor, Flávio entre os cossignatários e promulgação da Emenda Constitucional 137/2025.
  8. 08 Folha de S.Paulo · Carolina Linhares e Italo Nogueira · Flávio Bolsonaro mirou segurança, mas não teve projetos próprios transformados em lei Alerj: 51 de 208 proposições viraram lei. Relatoria sobre saídas temporárias e resposta do gabinete sobre a tramitação.
  9. 09 Agência Senado · Suplicy registra os sete anos de implantação do programa Bolsa-Família Registra em dezembro de 2010 a cobertura de 12,8 milhões de famílias, informada por Eduardo Suplicy.
  10. 10 Agência Brasil · Amanda Cieglinski · Durante governo Lula, expansão do acesso ao ensino superior se deu com apoio das particulares O ProUni havia distribuído 748 mil bolsas, a maioria integrais, até a data da reportagem.
  11. 11 Câmara dos Deputados · PL 3071/2019 Projeto de Flávio sobre a ABBR e loterias. Em 05/10/2026, a ficha indicava tramitação na Comissão de Finanças e Tributação.
  12. 12 Câmara dos Deputados · PL 2327/2021 Projeto de Flávio sobre logística reversa de baterias. Em 05/10/2026, a ficha indicava apensamento ao PL 1862/2011.
  13. 13 ALERJ · Comunicação Social · Estado do Rio ganha 17 novas leis nesta quarta-feira Documenta a autoria de Flávio na Lei 7.451/2016 e sua coautoria com Bernardo Rossi na Lei 7.454/2016.

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25 / 52 · Lula · Fome e alimentação ·mapasegundoturno.com.br/fome

Brasil voltou ao Mapa da Fome com Bolsonaro. Saiu com Lula.

O Brasil voltou ao Mapa da Fome em 2021, no governo do pai de Flávio, e saiu em 2025, no governo Lula[1]. No governo Lula, a insegurança alimentar caiu de 27,6% para 24,2% dos domicílios entre 2023 e 2024[2].

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O preço da comida e o acesso a ela

Cada indicador tem sua própria escala. Compare as barras dentro de cada bloco.

Lula 1 e 2: menos insegurança grave

Domicílios com insegurança alimentar grave (%) · escala linear com zero

  1. Lula 1 6,9%

    2004[3]

  2. Lula 2 5,0%

    2009[3]

PNAD, IBGE: pesquisas realizadas dentro do primeiro e do segundo mandato, não nos seus extremos. Este bloco usa a forma grave, enquanto o bloco recente inclui todos os graus. Não formam uma série única.

Ver os números em tabela
Lula 1 e 2: menos insegurança grave · Domicílios com insegurança alimentar grave (%)
GovernoValorPeríodo
Lula 16,9%2004
Lula 25,0%2009

Quanto subiu a comida em casa

IPCA · variação anual (%) · escala linear com zero

À esquerda do zero: redução. À direita: aumento.

  1. Jair Bolsonaro +7,84%

    2019[4]

  2. Jair Bolsonaro +18,15%

    2020[4]

  3. Jair Bolsonaro +8,24%

    2021[5]

  4. Jair Bolsonaro +13,23%

    2022[6]

  5. Lula −0,52%

    2023· redução[7]

  6. Lula +8,23%

    2024[8]

  7. Lula +1,43%

    2025[8]

Todos os anos completos de 2019 a 2025. Uma alta menor ainda significa preços maiores. A queda de um ano não desfaz as altas anteriores. Não comparamos totais de mandatos com durações diferentes.

Ver os números em tabela
Quanto subiu a comida em casa · IPCA · variação anual (%)
GovernoValorPeríodo
Jair Bolsonaro+7,84%2019
Jair Bolsonaro+18,15%2020
Jair Bolsonaro+8,24%2021
Jair Bolsonaro+13,23%2022
Lula−0,52%2023
Lula+8,23%2024
Lula+1,43%2025

Menos lares com insegurança alimentar

Domicílios com algum grau de insegurança alimentar (%) · escala linear com zero

  1. Lula 27,6%

    2023[2]

  2. Lula 24,2%

    2024[2]

PNAD Contínua, IBGE: inclui insegurança leve, moderada e grave. Os dois anos são do governo Lula. Estes percentuais de domicílios não são a medida de subalimentação da FAO nem a inflação.

Ver os números em tabela
Menos lares com insegurança alimentar · Domicílios com algum grau de insegurança alimentar (%)
GovernoValorPeríodo
Lula27,6%2023
Lula24,2%2024

Lula 1 e 2

O avanço começou antes

A insegurança alimentar grave caiu de 6,9% dos domicílios em 2004, no primeiro mandato de Lula, para 5,0% em 2009, no segundo[3]. São levantamentos feitos durante os mandatos, não uma comparação entre a posse e o último dia de governo.

O Brasil teve nova redução para 3,2% em 2013, já sob Dilma[3]. A primeira saída do Mapa da Fome veio em 2014, depois de mais de uma década de fortalecimento da proteção social e de investimentos em segurança alimentar[1].

Fome

O mapa não é fome zero

A saída anunciada em 2025 considera o triênio 2022–2024, incluindo o último ano de Bolsonaro. A proporção média de pessoas subalimentadas ficou abaixo de 2,5%, limite da FAO. A primeira saída foi em 2014, no governo Dilma[1].

Durante o governo Bolsonaro, o levantamento PENSSAN estimou 33,1 milhões de pessoas em lares com insegurança alimentar grave. A coleta ocorreu entre novembro de 2021 e abril de 2022[9]. É outra pesquisa: não subtraímos esse total dos dados do IBGE.

Iniciativas

O que o governo fez contra a fome

O governo Lula ampliou a alimentação escolar, o Programa de Aquisição de Alimentos, as cozinhas solidárias e os bancos de alimentos[1]; a insegurança alimentar caiu de 27,6% para 24,2% dos domicílios[2].

A ONU também cita o apoio à agricultura familiar e à agricultura urbana e a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada sob liderança brasileira no G20. Famílias deixaram o Bolsa Família ao ganhar renda[1]. A pesquisa não mede o efeito de cada programa.

Alimentação

Ainda há famílias sem comida

No governo Lula, a insegurança alimentar caiu de 27,6% para 24,2% dos domicílios entre 2023 e 2024. A forma grave caiu de 4,1% para 3,2%[2]. A melhora não encerra o problema.

Preços

O alívio não foi contínuo

A alimentação em casa caiu 0,52% em 2023[7], mas subiu 8,23% em 2024 e 1,43% em 2025. Comer fora ficou 6,97% mais caro em 2025[8]. Menos inflação não significa voltar aos preços anteriores.

Contexto

O resultado e os choques

Pandemia, custos, fretes, clima e a guerra na Ucrânia pressionaram os alimentos[6]. Em 2025, safra recorde e queda do dólar ajudaram no alívio[10]. As variações não são efeito exclusivo de um presidente.

A comparação é entre os governos Lula e Jair Bolsonaro, pai de Flávio. Os indicadores descrevem esses períodos, sem atribuir ao filho os atos do pai. O acesso à comida também importa na hora de escolher.

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Referências 10 fontes

  1. 01 ONU / FAO · ARTIGO: Brasil voltou a sair do Mapa da Fome Retorno em 2021, saída no triênio 2022–2024, limite de 2,5%, primeira saída em 2014 e iniciativas: alimentação escolar, PAA, cozinhas solidárias, bancos de alimentos, agricultura familiar e Aliança Global.
  2. 02 IBGE · PNAD Contínua: Segurança Alimentar 2024 — apresentação dos resultados PNAD Contínua: algum grau de insegurança em 27,6% dos domicílios em 2023 e 24,2% em 2024; grave em 4,1% e 3,2%.
  3. 03 Consea / IBGE · IBGE divulga PNAD sobre segurança alimentar no Brasil PNAD: insegurança alimentar grave em 6,9% dos domicílios em 2004, 5,0% em 2009 e 3,2% em 2013.
  4. 04 Banco Central · Relatório de Inflação – março de 2021 Página 69: alimentação no domicílio subiu 7,84% em 2019 e 18,15% em 2020.
  5. 05 IBGE · Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor — IPCA e INPC — Dezembro de 2021 Página 14: alimentação no domicílio subiu 8,24% em 2021.
  6. 06 Ipea · Inflação de alimentos: como se comportaram os preços em 2022 Alimentação no domicílio subiu 13,23% em 2022; choques da pandemia, clima, custos e guerra.
  7. 07 Banco Central · Relatório de Inflação – março de 2024 Tabela de componentes do IPCA em 2023: alimentação no domicílio caiu 0,52%.
  8. 08 IBGE · Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor — IPCA e INPC — Dezembro de 2025 Página 15: alimentação no domicílio subiu 8,23% em 2024 e 1,43% em 2025; fora do domicílio, 6,97% em 2025.
  9. 09 Rede de Estudos Rurais · Pesquisa da Rede PENSSAN aponta crescimento da fome e insegurança alimentar PENSSAN: 33,1 milhões em lares com insegurança alimentar grave; coleta de novembro de 2021 a abril de 2022.
  10. 10 Folha de S.Paulo · Inflação da alimentação perde força em casa e acelera fora em 2025 Safra recorde e queda do dólar ajudaram a conter a inflação dos alimentos em 2025.

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26 / 52 · Lula · Política externa ·mapasegundoturno.com.br/politica-externa

Lula abriu 507 mercados ao agro em três anos. O governo do pai de Flávio, 239 em quatro.

Segundo o Ministério da Agricultura, o governo Lula abriu 507 mercados para produtos do agro de 2023 a 2025[1], mais que o dobro dos 239 abertos nos quatro anos do governo do pai de Flávio, Jair Bolsonaro[2]. Agora candidato, Flávio culpa Lula pela tarifa americana[3] e, em documento enviado aos EUA, defende que o Brasil deve “se libertar das amarras do Mercosul”[4].

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Mercados abertos ao agro

Por ano, de 2019 a 2025

Mercados abertos para produtos do agro · escala linear com zero

  1. Jair Bolsonaro 35

    2019 · 22 países[2]

  2. Jair Bolsonaro 74

    2020 · 24 países[2]

  3. Jair Bolsonaro 77

    2021 · 33 países[2]

  4. Jair Bolsonaro 53

    2022 · 26 países[2]

  5. Lula 78

    2023 · 39 países[2]

  6. Lula 222

    2024[5]

  7. Lula 211

    2025 · 56 destinos[1]

Contagem do Ministério da Agricultura. Cada mercado é um par produto–país com acordo sanitário; não garante venda. Somados, os números anuais de 2023 a 2025 dão 511; o ministério informa 507 no período.

Ver os números em tabela
Por ano, de 2019 a 2025 · Mercados abertos para produtos do agro
GovernoValorPeríodo
Jair Bolsonaro352019 · 22 países
Jair Bolsonaro742020 · 24 países
Jair Bolsonaro772021 · 33 países
Jair Bolsonaro532022 · 26 países
Lula782023 · 39 países
Lula2222024
Lula2112025 · 56 destinos

Mercados

Mais que o dobro, em menos tempo

Segundo o Ministério da Agricultura, foram 239 mercados abertos para produtos do agro de 2019 a 2022, no governo do pai de Flávio[2]. De 2023 a 2025, foram 507[1]. Por ano, quase o triplo: cerca de 169 contra 60.

Cada mercado aberto é um acordo em que o país comprador aceita as garantias sanitárias do Brasil para um produto[6]. Não garante a venda. Abre a porta.

Acordos

Anunciado em 2019, assinado em 2026

O acordo Mercosul–União Europeia foi anunciado em junho de 2019, e Jair Bolsonaro o celebrou: “muito bom para o Brasil”[7]. Em 2020, o Parlamento Europeu disse, em resolução simbólica, que ele “não pode ser ratificado como está”, citando a política ambiental do governo Bolsonaro[8].

Um novo acordo político saiu em dezembro de 2024[9]. Em janeiro de 2026, foi assinado em Assunção, com o chanceler Mauro Vieira pelo Brasil[10]; a parte comercial vale provisoriamente desde maio[9]. Também pelo Mercosul: tarifa zero em Singapura para 100% das exportações brasileiras desde agosto e acordo com a EFTA ratificado[11].

Tarifa

A tarifa, segundo Flávio

Em 9 de julho de 2025, horas após Trump anunciar tarifa de 50% ao Brasil, Flávio escreveu: “Obrigado, presidente @realDonaldTrump”, e pediu a Lei Magnitsky[12]. Em junho de 2026, disse que a tarifa “é do Lula”, por um “comportamento de agressão aos Estados Unidos”, e prometeu negociar “de igual para igual”[3].

Em 1º de julho de 2026, mandou ao representante comercial dos EUA 86 páginas pedindo que a tarifa de 25% sobre parte das exportações brasileiras fosse suspensa e trocada por 180 dias de negociação bilateral[4]. Em 22 de julho, com a tarifa em vigor, disse: “Infelizmente, Lula cavou esse pênalti”[13].

O candidato

O Mercosul fora do programa

No mesmo documento, Flávio defende que o Brasil deve “se libertar das amarras do Mercosul”[4]. Seu programa registrado no TSE não cita o bloco e aponta Estados Unidos, Argentina e Israel como os parceiros tradicionais mais importantes[14].

Em 2025, as exportações para a China cresceram 6%, para US$ 100 bilhões; para os EUA, caíram 6,6%, para US$ 37,7 bilhões[15]. Flávio diz que o governo “lambe bota da China”, mas promete relação “pragmática”[16]. Em 25 de outubro, o voto escolhe quem negocia pelo Brasil.

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Referências 16 fontes

  1. 01 Forbes Brasil · Agro Brasileiro Conquista 211 Novos Mercados Abertos em 2025 Segundo o Ministério da Agricultura, 211 mercados abertos em 56 destinos em 2025 e 507 desde 2023.
  2. 02 Exame · Agro brasileiro fecha 2023 com abertura de 78 novos mercados, maior número em 4 anos Mercados abertos por ano: 35 em 2019, 74 em 2020, 77 em 2021, 53 em 2022 e 78 em 2023, com os países.
  3. 03 CNN Brasil · Flávio diz esperar que governo Trump atenda pedido contra tarifaço Flávio: “Essa taxa, essa tarifa, é do Lula”, o “comportamento de agressão aos Estados Unidos” e negociar “de igual para igual”.
  4. 04 Metrópoles · Aos EUA, Flávio critica Mercosul e defende empresas de cartões de crédito O documento de 86 páginas ao USTR em 1º de julho de 2026: “se libertar das amarras do Mercosul” e o pedido de suspender a tarifa de 25% por 180 dias de negociação.
  5. 05 Diário do Grande ABC · Brasil abriu 300 mercados para produtos agropecuários em menos de 2 anos, diz Carlos Fávaro 222 aberturas de mercado em 2024, segundo o ministro da Agricultura.
  6. 06 Ministério da Agricultura · Abertura de mercados A definição de abertura de mercado: acordo em que o importador aceita as garantias sanitárias para um produto.
  7. 07 Agência Brasil · Bolsonaro comemora acordo do Mercosul com a União Europeia O acordo anunciado em 28 de junho de 2019 e a frase de Bolsonaro: “muito bom para o Brasil”.
  8. 08 Exame · Parlamento Europeu rejeita acordo UE-Mercosul por questões ambientais A resolução simbólica de 7 de outubro de 2020, por 345 a 295: o acordo “não pode ser ratificado como está”, pela política ambiental do governo Bolsonaro.
  9. 09 Comissão Europeia (em inglês) · EU-Mercosur agreement O novo acordo político de 6 de dezembro de 2024 e a aplicação provisória da parte comercial desde 1º de maio de 2026.
  10. 10 Agência Brasil · Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial neste sábado A assinatura em Assunção, em 17 de janeiro de 2026, com o chanceler Mauro Vieira representando o Brasil.
  11. 11 Agência Brasil · Brasil ratifica acordos do Mercosul com EFTA e Singapura A ratificação dos acordos com a EFTA e Singapura; o de Singapura, em vigor desde 1º de agosto de 2026, dá tarifa zero a 100% das exportações brasileiras.
  12. 12 SBT News · Flávio também agradeceu a Trump por tarifas em 2025 O post de Flávio às 23h16 de 9 de julho de 2025, que agradece a Trump e pede a Lei Magnitsky.
  13. 13 Metrópoles · Com tarifaço de Trump em vigor, Flávio volta a responsabilizar Lula Com a tarifa de 25% em vigor, Flávio: “Infelizmente, Lula cavou esse pênalti”.
  14. 14 ND Mais · O programa de Flávio Bolsonaro não menciona BRICS nem Mercosul. O que o candidato do PL propõe para o Brasil no mundo O programa registrado no TSE não cita o Mercosul e aponta Estados Unidos, Argentina e Israel como parceiros.
  15. 15 Agência Brasil · Com tarifaço de Trump, exportações para EUA caem 6,6% em 2025 Em 2025, exportações para os EUA de US$ 37,716 bilhões (−6,6%) e para a China de US$ 100,021 bilhões (+6%).
  16. 16 CNN Brasil · Relação com a China vai ser sempre pragmática economicamente, diz Flávio Flávio: relação “pragmática” e o governo que “lambe bota da China”.

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27 / 52 · Lula · Educação ·mapasegundoturno.com.br/educacao

Lula construiu. Com o pai de Flávio, a verba do MEC encolheu. Lula retomou.

No governo Lula, as matrículas na graduação quase dobraram[1]. No governo do pai de Flávio, o MEC pagou 5% menos em 2022 do que em 2019; com Lula, voltou a subir, em parte pelo Novo Fundeb, aprovado pelo Congresso em 2020[2][3].

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Quatro medidas, quatro governos

Cada indicador tem sua própria escala. Compare as barras dentro de cada bloco.

Investimento público em educação

Investimento público direto em educação · % do PIB · escala linear com zero

  1. FHC 4,1%

    2002[4]

  2. Lula 4,9%

    2010[4]

Soma União, estados e municípios. Caiu de 2003 a 2005 e subiu a partir de 2006, ano em que mudou a fonte dos dados de estados e municípios.

Ver os números em tabela
Investimento público em educação · Investimento público direto em educação · % do PIB
GovernoValorPeríodo
FHC4,1%2002
Lula4,9%2010

Matrículas na graduação

Matrículas · milhões · escala linear com zero

  1. FHC 3,52 milhões

    2002[1]

  2. Lula 6,38 milhões

    2010[1]

Cursos presenciais e a distância, em instituições públicas e privadas. Em 2010, 74,2% das matrículas estavam na rede privada.

Ver os números em tabela
Matrículas na graduação · Matrículas · milhões
GovernoValorPeríodo
FHC3,52 milhões2002
Lula6,38 milhões2010

Despesa paga do MEC

R$ bilhões de dezembro de 2024 · escala linear com zero

  1. Jair Bolsonaro R$ 164,6 bi

    2019[2]

  2. Jair Bolsonaro R$ 156,4 bi

    2022[2]

  3. Lula R$ 172,6 bi

    2023[2]

  4. Lula R$ 174,9 bi

    2024[2]

Corrigida pela inflação; inclui o Fundeb, que sobe por regra aprovada pelo Congresso em 2020. A queda começou em 2018.

Ver os números em tabela
Despesa paga do MEC · R$ bilhões de dezembro de 2024
GovernoValorPeríodo
Jair BolsonaroR$ 164,6 bi2019
Jair BolsonaroR$ 156,4 bi2022
LulaR$ 172,6 bi2023
LulaR$ 174,9 bi2024

Ideb dos anos iniciais

Ideb · escala de 0 a 10 · escala linear com zero

  1. Lula 3,8

    2005[5]

  2. Lula 4,6

    2009[5]

  3. Jair Bolsonaro 5,9

    2019[5]

  4. Lula 6,3

    2025[6]

Anos iniciais do ensino fundamental, no Brasil. O resultado depende também das redes estaduais e municipais. O de 2025 é o maior da série, iniciada em 2005.

Ver os números em tabela
Ideb dos anos iniciais · Ideb · escala de 0 a 10
GovernoValorPeríodo
Lula3,82005
Lula4,62009
Jair Bolsonaro5,92019
Lula6,32025

2003–2010

Quase o dobro na graduação

Em 2002, as matrículas na graduação eram 3.520.627; em 2010, 6.379.299: +81%[1]. O governo Lula criou 14 universidades federais, algumas a partir de unidades que já existiam[7], e o ProUni, com bolsas em faculdades privadas[8]. Em dezembro de 2010, a rede federal de educação profissional tinha 354 escolas: 140 criadas de 1909 a 2002 e 214 do programa de expansão[9].

Vieram o Fundeb, que passou a financiar da creche ao ensino médio[10], os Institutos Federais[11] e o piso nacional dos professores, de R$ 950[12]. O Ideb dos anos iniciais foi de 3,8, em 2005, a 4,6, em 2009[5].

2019–2022

Bloqueio, vetos e o menor Enem

Em abril de 2019, o ministro Weintraub disse que universidades que estivessem fazendo “balbúrdia” teriam “verbas reduzidas”[13]. O bloqueio de 30% chegou a todas as federais[14] e foi revertido em outubro[15]. O Enem 2021 teve 3,1 milhões de inscritos, o menor número desde 2005[16].

Jair Bolsonaro vetou o projeto de internet para alunos e professores das escolas públicas[17] e o reajuste da verba federal da merenda, parada desde 2017 em R$ 0,36 por aluno por dia no fundamental e médio[18][19]. Os vetos caíram no Congresso[17][20]; em 2023, o governo Lula reajustou para R$ 0,50[19].

Desde 2023

Retomada, com o maior Ideb

Em 2023 e 2024, o MEC pagou R$ 17 bilhões a mais por ano, em média, que de 2019 a 2022, parte pelo Novo Fundeb, de 2020[2]. Somando União, estados e municípios, o gasto com educação caiu de 4,7% do PIB em 2019 para 4,1% em 2021 e chegou a 5,1% em 2024[21].

As bolsas de doutorado, congeladas desde 2013, foram de R$ 2.200 para R$ 3.100 em 2023[22]. Em 2025, o Ideb teve os maiores valores da série nas três etapas[6]. O Pé-de-Meia chega a 3,9 milhões de alunos do ensino médio; o TCU deu 120 dias para adequar seu financiamento ao orçamento[23]. E a verba discricionária das federais, R$ 5,0 bilhões em 2024, segue abaixo dos R$ 5,5 bilhões de 2019[24].

Flávio

Os votos e o plano de Flávio

Flávio votou sim nos dois turnos do Novo Fundeb, aprovado por 79 a 0 em 2020, que eleva a parte da União de 10% para 23% até 2026[3]. Em maio de 2020, na pandemia, foi o único voto contra adiar o Enem: 75 a 1[25].

Em 2023, ao contestar a renovação da Lei de Cotas, perguntou: “Tem branco pobre em Minas Gerais?”[26] Seu plano propõe voucher para creches, mais escolas cívico-militares e o ensino superior fora do MEC; para o ensino médio, só mais cursos técnicos[27]. Agora, ele está na urna.

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Referências 27 fontes

  1. 01 Inep · Censo da Educação Superior 2010 Matrículas na graduação: 3.520.627 em 2002 e 6.379.299 em 2010 (Tabela 2); 74,2% na rede privada em 2010.
  2. 02 Todos Pela Educação · Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025 Despesa paga do MEC, em R$ bilhões de dezembro de 2024 (IPCA, Siafi): 185,4 (2017), 171,2 (2018), 164,6 (2019), 152,3 (2020), 151,9 (2021), 156,4 (2022), 172,6 (2023), 174,9 (2024).
  3. 03 Agência Senado · Senado aprova PEC do Fundeb, que será promulgada nesta quarta 79 votos a 0 nos dois turnos; a União passa de 10% para 23% do Fundeb até 2026. Votação nominal: Flávio Bolsonaro votou sim nos dois turnos.
  4. 04 Inep · Estimativa do Percentual do Investimento Público Direto em Educação em Relação ao Produto Interno Bruto (PIB), por Nível de Ensino - Brasil 2000-2021 União, estados e municípios: 4,06% do PIB em 2002 e 4,90% em 2010; 3,82% a 3,86% em 2003–2005; dados de estados e municípios do Siope a partir de 2006.
  5. 05 Inep · Indicadores educacionais compostos por: Taxa de Aprovação, SAEB e IDEB nos anos de 2005, 2007, 2009, 2011, 2013, 2015, 2017 e 2019 e Projeções até 2021 Ideb Brasil, anos iniciais: 3,8 (2005), 4,6 (2009), 5,9 (2019); anos finais 4,9 e ensino médio 4,2 em 2019.
  6. 06 Inep · Ideb avança em todas as etapas da educação básica Ideb 2025: 6,3, 5,3 e 4,5, “os maiores valores da série histórica iniciada em 2005” nas três etapas.
  7. 07 Agência Pública · ProUni e novas universidades. Não é bem assim, Marcon! 14 universidades federais criadas no governo Lula e 4 no de Dilma; algumas por desmembramento de unidades existentes.
  8. 08 Planalto · Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005 Institui o Programa Universidade para Todos (ProUni), com bolsas em instituições privadas.
  9. 09 JB · Lula participa de ato de inauguração simultânea de 31 escolas técnicas federais “A rede federal reúne 354 escolas em atividade, das quais 214 fazem parte do programa de expansão e 140 foram criadas no período de 1909 a 2002.”
  10. 10 Planalto · Lei nº 11.494, de 20 de junho de 2007 Regulamenta o Fundeb, que financia a educação básica, da creche ao ensino médio.
  11. 11 Planalto · Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008 Institui a Rede Federal de Educação Profissional e cria os Institutos Federais.
  12. 12 Planalto · Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008 Piso salarial nacional do magistério público da educação básica: R$ 950,00 (redação original).
  13. 13 Jornal de Brasília (Estadão) · MEC cortará verba de universidade por ‘balbúrdia’ e já mira UnB, UFF e UFBA Weintraub: “Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”; bloqueio de 30%.
  14. 14 Exame · MEC recua da decisão de punir universidades por ‘balbúrdia’ O contingenciamento foi estendido a todas as universidades federais.
  15. 15 Exame · MEC liberará todo orçamento bloqueado de universidades federais “Cem por cento de todo o orçamento para o custeio das universidades federais e institutos” foi descontingenciado.
  16. 16 Poder360 · Com 3,1 milhões, Enem 2021 tem o menor número de participantes desde 2005 3,1 milhões de inscritos em 2021, contra 5,1 milhões em 2019.
  17. 17 Congresso Nacional · Veto nº 10/2021 Veto total ao PL 3.477/2020, rejeitado em 1º/6/2021 (Câmara 419 x 14; Senado 69 x 0); virou a Lei 14.172.
  18. 18 IstoÉ Dinheiro · Bolsonaro veta reajuste de verba para merenda escolar Veto ao reajuste do Pnae na LDO; R$ 0,36 por aluno no fundamental e médio.
  19. 19 Diário do Nordeste · Após 6 anos sem reajuste, Governo Federal anuncia aumento de até 39% no valor da merenda escolar Fundamental e médio de R$ 0,36 para R$ 0,50 por dia; a revisão anterior foi em fevereiro de 2017.
  20. 20 Observatório da Alimentação Escolar · Congresso derruba veto e abre caminho para reajustar alimentação escolar O Congresso derrubou o veto de Bolsonaro ao reajuste do Pnae na LDO em 15/12/2022.
  21. 21 Todos Pela Educação · Anuário Brasileiro da Educação Básica 2026 Despesa em educação do Governo Geral (Cofog), % do PIB: 4,7 (2019), 4,1 (2021), 4,8 (2022), 4,9 (2023), 5,1 (2024).
  22. 22 Diário do Nordeste · Após 10 anos, Governo aumenta valor de bolsas de mestrado e doutorado; no Ceará 3 mil terão reajuste Doutorado de R$ 2.200 para R$ 3.100 e mestrado de R$ 1.500 para R$ 2.100; “congelado desde 2013”.
  23. 23 TCU · TCU dá prazo de 120 dias para governo federal adequar programa Pé-de-Meia ao orçamento 3,9 milhões de estudantes, R$ 12,5 bilhões por ano; 120 dias para adequar o financiamento às normas orçamentárias.
  24. 24 O Tempo (Folhapress) · Com Lula, universidades federais têm orçamento menor do que com Temer e Bolsonaro Verba discricionária liquidada, corrigida (SoU_Ciência): R$ 5,5 bi em 2019 e R$ 5,0 bi em 2024.
  25. 25 Agência Senado · Senado aprova adiamento do Enem 2020; matéria vai à Câmara 75 votos a 1; “O único voto contrário ao adiamento foi do senador Flávio Bolsonaro”.
  26. 26 Jornal de Brasília (Folhapress) · Senado aprova Lei de Cotas em universidades até 2033 e inclui quilombolas “Eu pergunto aqui: tem branco pobre em Minas Gerais? Tem branco pobre no Amazonas?”, disse Flávio ao contestar a medida.
  27. 27 Agência Brasil · Flávio Bolsonaro propõe enxugar Estado e endurecer ações de segurança Voucher para mensalidades em creches, mais escolas cívico-militares, educação superior para o MCTI; “Não há medidas listadas para o ensino médio”.

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28 / 52 · Lula · Esquerda e direita ·mapasegundoturno.com.br/esquerda-direita

A esquerda ganha a Presidência, mas nunca teve maioria na Câmara

O PT venceu 5 das 9 eleições presidenciais diretas desde 1989[1], mas a esquerda nunca passou de 181 dos 513 deputados da Câmara, pela contagem do DIAP[2]. Sem maioria, Lula governa com partidos de centro e de direita, a quem entregou ministérios[3], e sofre derrotas no Congresso[4].

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A esquerda nunca chegou à metade da Câmara Deputados federais eleitos pela esquerda e pelos demais partidos, em cada eleição de 1990 a 2026. Esquerda Centro e direita
  1. 1990 [2]

    503 cadeiras

    Maioria: 252 de 503

  2. 1994 [2]

    513 cadeiras

  3. 1998 [2]

    513 cadeiras

  4. 2002 [2]

    513 cadeiras

  5. 2006 [2]

    513 cadeiras

  6. 2010 [2]

    513 cadeiras

  7. 2014 [2]

    513 cadeiras

  8. 2018 [2]

    513 cadeiras

  9. 2022 [2]

    513 cadeiras

  10. 2026 [5]

    513 cadeiras

    Contagem do Poder360

De 1990 a 2022, contagem do DIAP; em 2026, do Poder360, que dá à esquerda 125 cadeiras em 2022, e não 130[2][5]. O DIAP chama de “direita” todos os partidos fora da esquerda; o Poder360 conta, em 2026, direita 276, centro 113 e esquerda 124 (PCdoB, PDT, PSB, PSOL, PT, PV e Rede).

Ver os números em tabela
PeríodoEsquerdaCentro e direitaTotal (cadeiras)
1990101402503
1994108405513
1998110403513
2002151362513
2006163350513
2010181332513
2014161352513
2018152361513
2022130383513
2026124389513

A Câmara

Longe da maioria, mesmo no auge

No auge, em 2010, a esquerda teve 181 deputados, pouco mais de um terço, pela contagem do DIAP[2]. Em 2002, ano da primeira vitória de Lula, o PT elegeu 91, menos de um quinto da Câmara[6]. Em 2026, a esquerda elegeu 124, cerca de um quarto, segundo o Poder360[5]; o PL, sozinho, 121[7].

Derrubar um veto exige 257 deputados e 41 senadores[8]. Em 2023, o Congresso derrubou o veto de Lula ao marco temporal das terras indígenas: 321 a 137 na Câmara[9]. Em 2016, a Câmara aprovou a admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff por 367 votos a 137[10].

O preço

Ministérios, emendas e derrotas

Lula aprova projetos: a isenção do IR até R$ 5 mil passou na Câmara por 493 a 0[11]. Mas depende de partidos de centro e de direita. Em 2023, deu o Turismo a Celso Sabino (União Brasil) e o Esporte a André Fufuca (PP)[3]; em 2025, os dois partidos mandaram seus filiados deixarem o governo[12].

Até setembro de 2024, as emendas impositivas dos parlamentares levaram 16,8% dos gastos discricionários do governo; em 2020, pouco mais de 11%[13]. Em junho de 2025, o Congresso derrubou o decreto de Lula que aumentava o IOF, por 383 a 98 na Câmara: nenhum decreto presidencial era derrubado desde 1992[4].

Flávio

A maioria que Flávio anuncia

O PL de Flávio elegeu 121 deputados, a maior bancada[7], e terá 28 dos 81 senadores[14]. Em 6 de outubro, Flávio disse: “Já temos maioria no Senado e na Câmara, para a gente mudar a Constituição para redemocratizar o país”. Não disse o que mudaria[15].

Mudar a Constituição exige 308 deputados e 49 senadores, em dois turnos[8]. Pela contagem do Poder360, os partidos de direita elegeram 276 deputados[5]. Flávio votou pela derrubada do veto de Lula às saidinhas de presos[16] e defendeu derrubar o decreto do IOF, dizendo que, com o aumento de impostos, “o povo, de fato, não aguenta mais”[17].

Dia 25

2,2 milhões de votos de distância

No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%: 2.224.965 votos de diferença, a menor de uma disputa presidencial desde 1989[18]. Caiado, que teve 2,18%, e Zema declararam apoio a Flávio[19].

Desde 1989, quem chegou em primeiro sempre venceu o segundo turno[20]. Uma vitória de Lula em 25 de outubro seria a primeira virada[18]. Esse é o tamanho da tarefa.

2028 e 2030

A próxima Câmara começa em 2028

Em 2024, o PSD elegeu 885 prefeitos; o MDB, 853; o PL, 516; o PT, 252[21]. Um estudo publicado na revista Dados mede o peso disso: “o prefeito funciona como um cabo eleitoral relevante para os deputados federais do seu partido”[22].

A Constituição marca as eleições para o primeiro domingo de outubro: as municipais serão em 1º de outubro de 2028; as gerais, em 6 de outubro de 2030[8]. Em 2030, o Senado renova só 27 cadeiras[23]. A Câmara já está eleita. O presidente, ainda não.

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Referências 23 fontes

  1. 01 O Povo · A eleição mais apertada da história do PT e da redemocratização Desde 1989, o PT disputou 9 eleições presidenciais e venceu 5: 2002, 2006, 2010, 2014 e 2022.
  2. 02 DIAP · Desafios à representação da esquerda no Parlamento Deputados de esquerda eleitos de 1990 (101 de 503) a 2022 (130 de 513), com o auge de 181 em 2010; o resto é contado como “direita”.
  3. 03 Congresso em Foco · Fortalecendo à direita: coalizão e reforma ministerial no governo Lula 3 Em 2023, o Turismo foi para Celso Sabino (União Brasil) e o Esporte para André Fufuca (PP); ministérios como base do apoio no Congresso.
  4. 04 CNN Brasil · Congresso não derrubava um decreto presidencial desde 1992; relembre Em 25 de junho de 2025, o Congresso derrubou o decreto de Lula que aumentava o IOF (383 a 98 na Câmara); o último fora em 1992.
  5. 05 Poder360 · Partidos mais à direita terão 276 deputados na Câmara Câmara eleita em 2026: direita 276, centro 113, esquerda 124 (PCdoB, PDT, PSB, PSOL, PT, PV e Rede); em 2022, 275, 113 e 125.
  6. 06 Câmara dos Deputados · Bancadas na eleição O PT elegeu 91 deputados em 2002.
  7. 07 CNN Brasil · PL terá maior bancada da Câmara; federação do PT mantém segundo lugar O PL elegeu 121 dos 513 deputados em 2026, a maior bancada (eram 99 em 2022).
  8. 08 Planalto · Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 PEC: três quintos de cada Casa, em dois turnos (art. 60); veto: maioria absoluta (art. 66); eleições no primeiro domingo de outubro (arts. 29 e 77).
  9. 09 CNN Brasil · Em derrota ao governo, Congresso derruba vetos à desoneração, ao arcabouço e ao marco temporal O veto de Lula ao marco temporal caiu por 321 a 137 na Câmara e 53 a 19 no Senado.
  10. 10 Agência Brasil · Impeachment de Dilma é aprovado por 367 votos; processo segue para o Senado A Câmara aprovou a admissibilidade do impeachment de Dilma por 367 votos a 137, com 7 abstenções.
  11. 11 Rádio Câmara · Câmara isenta do imposto de renda quem ganha até cinco mil reais por mês A isenção do IR até R$ 5 mil foi aprovada por unanimidade, com 493 votos.
  12. 12 Poder360 · União Brasil e PP anunciam saída do governo Lula União Brasil e PP determinaram que todos os filiados deixassem seus cargos no governo Lula.
  13. 13 CNN Brasil · Emendas impositivas comprometem mais de 16% das despesas livres do governo, diz estudo IFI do Senado: as emendas impositivas foram pouco mais de 11% das despesas discricionárias em 2020 e 16,8% em 2024, até setembro.
  14. 14 Agência Brasil · PL elege 19 senadores e soma 28; MDB conquista sete vagas e PT, seis A partir de 2027, o PL terá 28 dos 81 senadores, a maior bancada.
  15. 15 Metrópoles · Flávio promete “mudar Constituição para redemocratizar o país” Em Goiânia, Flávio disse: “Já temos maioria no Senado e na Câmara, para a gente mudar a Constituição para redemocratizar o país”, sem detalhar as mudanças.
  16. 16 CNN Brasil · Saidinha de presos: veja como votou cada deputado e senador em sessão sobre veto de Lula Flávio Bolsonaro votou “Não”, pela derrubada do veto de Lula às saidinhas.
  17. 17 Senado Federal · Pronunciamento de Flávio Bolsonaro em 25/06/2025 Flávio defendeu o projeto que derrubou o decreto do IOF: “essa mentalidade de aumentar impostos a todo momento… o povo, de fato, não aguenta mais”.
  18. 18 Poder360 · Bolsonarismo vira a diferença sobre Lula em relação a 2022 Flávio 47,03% (56.104.503 votos), Lula 45,16% (53.879.538): a menor diferença inicial desde 1989; segundo turno em 25 de outubro.
  19. 19 InfoMoney · Caiado e Zema anunciam apoio a Flávio na disputa com Lula no 2º turno da eleição Caiado (2,18% no primeiro turno) e Zema declararam apoio a Flávio no segundo turno.
  20. 20 Poder360 · Eleição presidencial nunca teve virada do 1º para o 2º turno Desde 1989, quem venceu o primeiro turno da eleição presidencial sempre venceu o segundo.
  21. 21 CNN Brasil · PSD elege o maior número de prefeitos; veja ranking Prefeitos eleitos em 2024: PSD 885, MDB 853, PP 746, União 583, PL 516, PT 252.
  22. 22 Dados (Avelino, Biderman e Barone) · Articulações Intrapartidárias e Desempenho Eleitoral no Brasil Eleger um prefeito, mesmo por 1%, aumenta os votos do partido para deputado federal e estadual na eleição seguinte.
  23. 23 O Povo · Como é a eleição para senador? Entenda as regras O Senado renova alternadamente um e dois terços; 27 senadores permanecem com mandato até 2030.

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29 / 52 · Lula · Programas sociais ·mapasegundoturno.com.br/programas-sociais

Lula criou o Farmácia Popular. Hoje, os 41 itens são de graça.

O Farmácia Popular foi criado por Lula em 2004 e, desde fevereiro de 2025, entrega de graça todos os 41 itens[1][2]. No governo dele, o Bolsa Família voltou com mínimo de R$ 600 em lei[3], e quem ganha até R$ 5 mil deixou de pagar Imposto de Renda[4].

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Programas sociais: imagem 1 de 5Programas sociais: imagem 2 de 5Programas sociais: imagem 3 de 5Programas sociais: imagem 4 de 5Programas sociais: imagem 5 de 5

Milhões de pessoas atendidas pelo Farmácia Popular em 2024
24,7
Milhões de famílias no Bolsa Família em setembro
19,3
Milhões de contribuintes beneficiados pela isenção do IR
15
Fontes: CFF[2], Agência Brasil[5] e Agência Senado[4].

Remédios

De 2004 a 41 itens grátis

Criado em 2004, no primeiro mandato de Lula[1], o Farmácia Popular passou de 20,7 milhões de pessoas atendidas em 2022 para 24,7 milhões em 2024. Desde fevereiro de 2025, os 41 itens são gratuitos, e mais de 1 milhão de pessoas por ano que ainda pagavam parte do remédio passaram a receber de graça[2].

Renda

Os R$ 600 viraram lei

O Auxílio Brasil também pagou R$ 600 em 2022, mas só até dezembro. O Orçamento do governo Bolsonaro para 2023 previa média de R$ 405[6].

Lula sancionou a lei que fixa o mínimo de R$ 600 por família, mais R$ 150 por criança menor de sete anos[3]. Em setembro de 2026, 19,29 milhões de famílias receberam, em média, R$ 678,18[5].

Imposto

Isenção até R$ 5 mil

Lula sancionou a lei que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês, a partir de janeiro de 2026. São mais de 15 milhões de contribuintes beneficiados. A isenção é compensada por um imposto mínimo de até 10% sobre rendas acima de R$ 600 mil por ano[4].

Flávio promete manter e ampliar o Farmácia Popular, sem detalhar custos nem fontes de financiamento[7]. O plano dele não cita o programa[8].

No dia 25, um dos dois já mostrou o que fez.

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Referências 08 fontes

  1. 01 Conselho Federal de Farmácia · Farmácia Popular é apoiado por 86% dos brasileiros e já beneficiou mais de 70 milhões de pessoas Criado em 2004, "um programa criado pelo presidente Lula em seu primeiro mandato".
  2. 02 Conselho Federal de Farmácia · Saúde anuncia que todos os medicamentos do Farmácia Popular agora são gratuitos Os 41 itens gratuitos; 20,7 milhões de atendidos em 2022 e 24,7 milhões em 2024; mais de 1 milhão deixam a coparticipação.
  3. 03 Agência Câmara · Sancionada lei que recria o programa Bolsa Família Lula sancionou a Lei 14.601/23: mínimo de R$ 600 por família e R$ 150 por criança menor de sete anos.
  4. 04 Agência Senado · Sancionada isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês Isenção a partir de janeiro de 2026, mais de 15 milhões de beneficiados, compensação sobre rendas acima de R$ 600 mil.
  5. 05 Agência Brasil · Beneficiários com NIS de final 0 recebem Bolsa Família de setembro 19,29 milhões de famílias em setembro de 2026, benefício médio de R$ 678,18.
  6. 06 Rádio Senado · Orçamento de 2023 prevê Auxílio Brasil de R$ 405, mas equipe econômica promete negociar manutenção dos R$ 600 O projeto de Orçamento de 2023 previa Auxílio Brasil médio de R$ 405; os R$ 600 iam até dezembro de 2022.
  7. 07 O Tempo · Flávio Bolsonaro rebate Lula e nega acabar com Bolsa Família se for eleito Flávio promete manter e ampliar o Farmácia Popular sem detalhar custos nem fontes de financiamento.
  8. 08 Jovem Pan · Plano de governo de Flávio Bolsonaro contradiz montagens espalhadas na web O plano de governo não cita o Farmácia Popular.

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30 / 52 · Lula · Medidas eleitoreiras ·mapasegundoturno.com.br/medidas-eleitoreiras

O benefício de Bolsonaro tinha prazo. O de Lula virou lei.

Em 2022, com um Congresso aliado, o governo Bolsonaro aprovou benefícios que valiam só até o fim do ano[1][2]. Lula enfrentou derrotas na arrecadação e, mesmo assim, transformou o Bolsa Família, o mínimo e a isenção do IR em regra permanente[3][4][5].

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Medidas eleitoreiras: imagem 1 de 6Medidas eleitoreiras: imagem 2 de 6Medidas eleitoreiras: imagem 3 de 6Medidas eleitoreiras: imagem 4 de 6Medidas eleitoreiras: imagem 5 de 6Medidas eleitoreiras: imagem 6 de 6

Benefício com prazo, benefício em lei
  1. 30 mar. 2020 · Voto de Flávio

    O Senado aprova o auxílio emergencial de R$ 600 por 79 a 0. Flávio vota sim[6].

  2. 3 set. 2020 · Governo Bolsonaro

    A MP 1.000 prorroga o auxílio até dezembro, mas com R$ 300, metade dos R$ 600 pagos de abril a agosto[7].

  3. 30 jun. 2022 · Congresso

    O Senado aprova, por 67 a 1, a PEC que reconhece estado de emergência em ano eleitoral: R$ 41,25 bi fora do teto, com R$ 200 a mais no Auxílio Brasil[1]. Flávio vota sim[8].

  4. 13 jul. 2022 · Congresso

    A Câmara aprova a PEC por 469 a 17. As medidas “valem somente até o fim deste ano”[2].

  5. ago. 2022 · Governo Bolsonaro

    O Orçamento de 2023 prevê Auxílio Brasil de R$ 405, não de R$ 600[9], e corta R$ 1,2 bi dos remédios gratuitos do Farmácia Popular[10].

  6. 11 out. 2022 · Governo Bolsonaro

    Entre os dois turnos começa o consignado do Auxílio Brasil, com juros de 3,45% ao mês[11].

  7. 20 dez. 2022 · Voto de Flávio

    O Senado aprova a PEC da Transição por 63 a 11. Flávio vota não nos dois turnos[12].

  8. dez. 2022 · Governo Lula

    A PEC é promulgada e reserva R$ 70 bi para pagar os R$ 600 em 2023. As famílias não perdem o valor em janeiro[13].

  9. 19 jun. 2023 · Governo Lula

    A Lei 14.601 recria o Bolsa Família, com complemento até R$ 600 por família e R$ 150 por criança de até 6 anos[3].

  10. 23 ago. 2023 · Governo Lula

    A Câmara aprova, com 439 votos, a política permanente de correção do salário mínimo e a isenção do IR até R$ 2.640[4].

  11. 1º out. 2025 · Governo Lula

    A Câmara aprova por 493 a 0 a isenção do IR até R$ 5 mil[5].

A linha do tempo compara o que cada governo propôs e o que virou regra; ela não compara o custo total nem toda a relação de cada governo com o Congresso.

Prazo

Aprovado para acabar em dezembro

A PEC de 2022 foi aprovada por 67 a 1 no Senado e por 469 a 17 na Câmara[1][2]. O benefício chegou a menos de quatro meses da eleição, com validade até o fim do ano[1].

No fim de agosto, o Orçamento de 2023 enviado pelo governo trazia R$ 405 em vez dos R$ 600 prometidos[9] e tirava R$ 1,2 bi dos remédios gratuitos do Farmácia Popular, enquanto reservava R$ 19,4 bi para o orçamento secreto[10].

Lei

O que virou regra

A PEC da Transição manteve os R$ 600 em janeiro de 2023[13]. Em junho, a Lei 14.601 pôs o Bolsa Família na lei[3]. Em agosto veio a correção permanente do mínimo[4]. A isenção do IR até R$ 5 mil foi aprovada em 2025[5][14].

Nada disso saiu de graça: a PEC da Transição abriu R$ 145 bi acima do teto[13].

Estratégia

O calendário como ferramenta

O Congresso derrotou Lula na arrecadação. Derrubou o decreto do IOF por 383 a 98, a primeira vez em 33 anos que isso aconteceu com um decreto[15]. Deixou caducar a MP que taxava apostas e investimentos[16] e derrubou 43 dos 87 vetos de Lula[17].

O governo levou a pauta às ruas com a campanha “Taxação BBB”, para “ampliar a pressão popular sobre o Congresso”[18]. Na isenção do IR, segundo o PlatôBR, “a oposição não teve como votar contra”[19]. Ela passou por 493 a 0 na Câmara e por unanimidade no Senado[5][14].

O voto

Sim ao prazo, não à lei

Flávio votou sim ao auxílio de 2020 e sim à PEC de 2022[6][8]. Em dezembro de 2022, votou não à PEC que garantiu os R$ 600 depois da eleição[12]. No dia 25, cada um decide qual dos dois votos pesa mais.

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Uma imagem com o fato principal, no formato dos stories, e o link desta página. Para o feed, com as 6 imagens e a legenda, use Compartilhar carrossel.

Referências 19 fontes

  1. 01 Poder360 · Senado aprova auxílio de R$ 600 e dobra valor do vale-gás PEC do estado de emergência em ano eleitoral: 67 a 1, R$ 41,25 bi fora do teto, validade até o fim do ano.
  2. 02 Diário do Nordeste · ‘PEC Kamikaze’ é aprovada em segundo turno na Câmara Câmara aprova a PEC por 469 a 17; as medidas valem só até o fim de 2022.
  3. 03 Câmara dos Deputados · Lei nº 14.601, de 19 de junho de 2023 – Publicação Original Bolsa Família em lei: complemento até R$ 600 por família e R$ 150 por criança de 0 a 7 anos incompletos.
  4. 04 Congresso em Foco · Câmara aprova MP do salário mínimo com isenção para quem ganha até R$ 2.640 Câmara aprova, com 439 votos, a política permanente de correção do mínimo e a isenção do IR até R$ 2.640.
  5. 05 Poder360 · 493 deputados votaram pela isenção do IR; saiba quem são Câmara aprova a isenção do IR até R$ 5 mil por 493 a 0.
  6. 06 Senado Federal · Votações da matéria PL 1066/2020 Auxílio emergencial de R$ 600 aprovado por 79 a 0; Flávio Bolsonaro vota sim.
  7. 07 Agência Senado · MPs do auxílio emergencial residual perdem vigência A MP 1.000/2020, publicada em 3 de setembro, prorrogou o auxílio até dezembro com R$ 300, metade dos R$ 600.
  8. 08 Senado Federal · Votações da matéria PEC 1/2022 Flávio Bolsonaro vota sim nos dois turnos da PEC de 2022.
  9. 09 InfoMoney · Governo manda Orçamento com Auxílio Brasil de R$ 405 em 2023, apesar de Bolsonaro prometer R$ 600 O projeto de Orçamento de 2023 previa Auxílio Brasil de R$ 405.
  10. 10 O Povo (Estadão) · Economia foi alertada pela Saúde sobre o efeito de cortes no Farmácia Popular Remédios gratuitos caem de R$ 2,04 bi para R$ 804 mi no Orçamento de 2023; R$ 19,4 bi reservados ao orçamento secreto.
  11. 11 CNN Brasil · Consignado do Auxílio Brasil terá juros de 3,45% ao mês Consignado do Auxílio Brasil começa em 11 de outubro, entre os turnos, com juros de 3,45% ao mês.
  12. 12 Senado Federal · Votações da matéria PEC 32/2022 (fase 2) PEC da Transição aprovada por 63 a 11; Flávio Bolsonaro vota não nos dois turnos.
  13. 13 O Povo (Agência Brasil) · Congresso promulga PEC da Transição R$ 145 bi acima do teto, R$ 70 bi para os R$ 600 em 2023; as famílias não perdem o valor em janeiro.
  14. 14 CNN Brasil · Por unanimidade, Senado aprova isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil O Senado aprova a isenção do IR até R$ 5 mil por unanimidade.
  15. 15 O Povo · Congresso susta alta do IOF e derruba decreto pela 1ª vez em 33 anos Câmara derruba o decreto do IOF por 383 a 98; primeira derrubada de decreto em 33 anos.
  16. 16 Fenacon · Câmara retira de pauta a MP sobre tributação de investimentos; texto perderá validade A pedido da oposição, a MP 1303 sai de pauta e perde a validade.
  17. 17 Jornal de Brasília (Folhapress) · Congresso derruba metade dos vetos de Lula e muda dinâmica de governabilidade Em três anos, o Congresso derrubou 43 dos 87 vetos de Lula.
  18. 18 InfoMoney · Lula exibe cartaz da “Taxação BBB” durante ato e reforça discurso contra super-ricos A campanha “Taxação BBB” tem como foco ampliar a pressão popular sobre o Congresso.
  19. 19 PlatôBR · Resultado raro mostra Congresso sócio do governo em isenção do IR, de olho em 2026 “A oposição não teve como votar contra a proposta que vem com o selo de Lula.”

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31 / 52 · Fake news · Lula e as facções ·mapasegundoturno.com.br/facoes-criminosas

De novo, o TSE mandou Flávio apagar posts que ligavam Lula a facções

Em 8 de outubro, o plenário do TSE mandou, por unanimidade, Flávio Bolsonaro apagar três publicações no X. Duas associavam Lula ao PCC e ao CV[1]. A terceira era um vídeo feito com inteligência artificial sem aviso de que era IA[1].

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Duas ordens, o mesmo tema
  1. 30 e 31 maio 2026 · Perfil de Flávio no X

    Três publicações vão ao ar[1]

  2. jun. 2026 · André Mendonça, relator no TSE

    Nega o pedido para retirar as publicações[2]

  3. 16 ago. 2026 · TSE, por 5 a 2

    Manda retirar outro vídeo de Flávio que associava Lula ao PCC e ao CV[3]

  4. 8 out. 2026 · Voto de Mendonça, seguido por unanimidade

    Ligar um pré-candidato a organização criminosa sem base factual mínima ultrapassa os limites da crítica política[1]

A ação foi apresentada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV)[4].

A decisão

Sete ministros, nenhum voto contra

O relator, André Mendonça, foi seguido por seis ministros, entre eles Dias Toffoli e o presidente do tribunal, Nunes Marques[1]. Em junho, Mendonça tinha negado a remoção; no julgamento, reajustou o voto[2]. Flávio tinha 24 horas para apagar, sob multa diária, e não pode republicar o material nem conteúdo semelhante[1].

Os vídeos

Facções, um telejornal e IA

Um vídeo juntava trecho do Jornal Nacional sobre policiais militares mortos na Operação Contenção a uma fala de Lula sobre usuários e traficantes, e terminava com Flávio: “marginal não vai ter mais vez aqui no Brasil”[2].

Outro, feito com IA, mostrava Lula com a camisa “Trump, deixe nossos bandidos em paz”. Mendonça o chamou de crítica satírica[2]; esse caiu por não avisar que usava IA, o que fere o “dever de transparência”[1].

O que não diz

Criticar o governo continua permitido

A decisão não proíbe criticar a política de segurança pública nem a atuação do governo[4]. É um caso de propaganda eleitoral antecipada negativa, não um processo criminal. O que o tribunal barrou foi ligar um pré-candidato a uma facção “sem base factual mínima”, o que, para o relator, “pode caracterizar grave descontextualização”[1]. As reportagens não trazem resposta de Flávio.

Nota do autor

Desmentido em 2022, esquecido em 2026

A associação não é nova. Em outubro de 2022, Flávio espalhou que o boné “CPX” usado por Lula era sigla de facção, e os posts dele e de Carla Zambelli somaram 345 mil curtidas no Instagram[5]. Naquela vez, a imprensa checou: a CNN Brasil, com o Comprova, mostrou que CPX significa “complexo” e não tem relação com facção[6].

Em 2026, até 10 de outubro, não encontramos checagem dos posts de Flávio sobre facções na Lupa, no Aos Fatos, no Comprova, no Fato ou Fake, do g1, na Folha nem em O Globo. A cobertura que lemos registrou as decisões, e a falta de base só aparece como palavra do tribunal[1][2]. A mentira repetida corre mais que o desmentido, e combatê-la deveria ser trabalho de toda a imprensa, não só da Justiça Eleitoral.

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Referências 06 fontes

  1. 01 CNN Brasil · TSE manda Flávio apagar vídeos com IA que associam Lula a facções Decisão unânime de 8/10, relatoria de Mendonça, três posts de 30 e 31/5, “sem base factual mínima”, IA sem aviso, prazo de 24 horas e multa diária.
  2. 02 Gazeta do Povo · TSE contraria Mendonça e manda Flávio remover vídeos que associam Lula a facções Liminar negada em junho, voto reajustado e o conteúdo dos vídeos.
  3. 03 Jornal de Brasília · TSE manda retirar vídeo de Flávio Bolsonaro sobre Lula e facções Em agosto, por 5 a 2, o TSE mandou retirar outro vídeo de Flávio que associava Lula ao PCC e ao CV.
  4. 04 Metrópoles · TSE manda Flávio Bolsonaro apagar vídeo que associava Lula ao PCC e CV Ação da Federação Brasil da Esperança; a decisão não impede críticas à segurança pública.
  5. 05 Aos Fatos · Espalhada por Zambelli e Flávio, mentira sobre Lula e facção teve 345 mil likes no Instagram Flávio e Zambelli espalharam que o boné “CPX” de Lula seria de facção; 345 mil curtidas no Instagram.
  6. 06 CNN Brasil · CPX em boné usado por Lula significa complexo e não tem relação com facção Verificação com o Comprova: CPX significa “complexo” e não é sigla de facção.

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32 / 52 · Fake news · A live de Flávio ·mapasegundoturno.com.br/live-do-flavio

Flávio chamou Lula de pai do tigrinho. Quem legalizou as bets foi Temer.

Na live de 1º de outubro, Flávio Bolsonaro chamou Lula de “pai do tigrinho” e disse que ele deixou o povo com fome. A Lupa classificou as duas falas como falsas[1]. O Aos Fatos chamou a primeira de desinformação recorrente e disse que, sobre a fome, os dados mostram um cenário oposto[2].

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Quem fez o quê com as bets
  1. dez. 2018 · Governo Michel Temer (MDB)

    Temer sanciona a Lei 13.756/2018, que legaliza as apostas de quota fixa no Brasil[1][2]

  2. 12 dez. 2022 · Governo Jair Bolsonaro

    O prazo de quatro anos para regulamentar as apostas vence sem que o decreto seja publicado[2][1]

  3. 2023 · Governo Lula

    Lula sanciona a Lei 14.790/2023, a Lei das Bets, que regulamenta o mercado[1][2]

  4. 25 set. 2026 · Governo Lula, por medida provisória

    Uma medida provisória proíbe as bets. Para virar lei, ainda precisa passar pelo Congresso[2]

  5. 1º out. 2026 · Flávio Bolsonaro, em live

    Lula, você que é o pai do tigrinho[1][2]

Datas e fatos checados pela Agência Lupa e pelo Aos Fatos.

Bets

A lei veio antes de Lula

As apostas de quota fixa foram legalizadas em dezembro de 2018, pela Lei 13.756/2018, sancionada por Michel Temer[1][2]. A lei dava até quatro anos para a regulamentação. O governo de Jair Bolsonaro deixou o prazo vencer, em 12 de dezembro de 2022, sem publicar o decreto[2][1].

O governo Lula regulamentou o mercado com a Lei 14.790/2023[1][2]. A proibição veio por medida provisória em 25 de setembro de 2026, um mês antes do segundo turno, e ainda depende do Congresso para virar lei[2].

Fome

O Brasil saiu do Mapa

Em julho de 2025, o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU, com menos de 2,5% da população em risco de subnutrição[1]. O país tinha saído pela primeira vez em 2014, com Dilma[2], e voltou durante o governo de Jair Bolsonaro[1][2].

O problema não acabou: pesquisa do IBGE publicada em outubro de 2025 contou 6,4 milhões de pessoas em insegurança alimentar grave[2]. Mas, segundo o IBGE, 8,6 milhões de pessoas saíram da pobreza entre 2023 e 2024[1].

Checagem

Duas falas, duas checagens

A Lupa classificou as duas falas como falsas[1]. O Aos Fatos chamou a do tigrinho de desinformação recorrente e disse que, sobre a fome, os dados mostram um cenário oposto[2]. As duas agências procuraram a campanha de Flávio, que não respondeu[1][2].

Agora ele é o candidato, e no dia 25 de outubro quem decide é você.

Nota do autor

Quem desmente fica sozinho

As checagens dessa live vieram de duas agências independentes, a Lupa e o Aos Fatos. Até 10 de outubro, não encontramos checagem dela no Fato ou Fake, do g1, na Folha, em O Globo nem no UOL. O Estadão Verifica já tinha classificado como enganosa a tese de que Lula criou as bets, em posts anteriores à live[3].

Boa parte da cobertura só registrou a acusação. Uma reportagem sobre a agenda de Flávio repetiu que as bets foram regulamentadas no governo Lula, sem dizer que foram legalizadas por Temer[4]. A mentira repetida corre mais que o desmentido, e combatê-la deveria ser trabalho de toda a imprensa, não só de quem faz checagem.

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Referências 04 fontes

  1. 01 Agência Lupa · Em live, Flávio e aliados repetem antigas ‘fakes’ e voltam a associar Lula à pedofilia As falas do tigrinho e da fome, ambas classificadas como falsas; Lei 13.756/2018 de Temer, prazo não cumprido, Lei 14.790/2023; saída do Mapa da Fome em 2025 e 8,6 milhões fora da pobreza.
  2. 02 Aos Fatos · Checamos a live de Flávio Bolsonaro “Desinformação recorrente” sobre as bets; prazo de 12/12/2022; MP de 25/09/2026 que proíbe as bets; 6,4 milhões em insegurança alimentar grave (IBGE).
  3. 03 Estadão Verifica (republicado no Terra) · Bets foram autorizadas por Temer e regulamentadas por Lula; entenda a linha de tempo Classifica como enganosa a afirmação de que Lula criou as apostas esportivas no Brasil.
  4. 04 Metrópoles · Em agenda, Flávio Bolsonaro volta a chamar Lula de pai do Tigrinho Registra a fala e a regulamentação de 2023 no governo Lula, sem mencionar a lei de Temer de 2018.

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33 / 52 · Fake news · Lula e as igrejas ·mapasegundoturno.com.br/lula-e-igrejas

O TSE já mandou apagar posts de Flávio que ligavam Lula a fechar igrejas.

Um print atribuído a uma deputada do PT circulou em 8 de outubro, e ela diz que é montagem[1]. Depois, Flávio postou “Lula não feche minha igreja”[2], o mesmo tema de posts dele que o TSE mandou remover em 2022[3].

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Duas leis, uma ordem do TSE e um boato que volta
  1. dez. 2003 · Lula sanciona a Lei 10.825

    Organizações religiosas viram pessoa jurídica própria, e o poder público fica proibido de negar-lhes reconhecimento[4]

  2. set. 2009 · Lula sanciona a Lei 12.025

    Cria o Dia Nacional da Marcha para Jesus[5]

  3. 10 out. 2022 · TSE manda remover posts

    Vídeo de Nikolas ligava Lula, entre outros temas, a fechamento de igrejas. A ordem incluiu posts de Flávio[3]

  4. 8 out. 2026 · Nikolas compartilha um print

    O print, datado de 2/10/2022 e atribuído a Ana Elisa (PT-MG), a associa à defesa do fechamento de igrejas[1][2]

  5. 9 out. 2026 · Nota da equipe de Ana Elisa

    O tweet é falso. Ana nunca o escreveu, ele não existe no histórico de sua conta[1]
  6. out. 2026 · Flávio, depois do print

    Lula não feche minha igreja[2]

Datas das leis no Planalto. Fatos de 2022 e 2026 segundo Poder360, Congresso em Foco, O Antagonista e Bereia.

O print

Um print sem perícia

Em 8 de outubro, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou um print atribuído à deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG)[1]. A assessoria dela diz que é montagem: o post “não existe no histórico de sua conta”, e “em 2022, Ana tinha 17 anos”[1]. Ela admite que outros posts antigos que circulam são dela e pediu desculpas, mas nega este[6]. O coletivo de checagem Bereia classificou como “Falso” a narrativa de que Lula fecharia igrejas; sobre o print, registrou a negativa da deputada[7].

Ana Elisa anunciou que vai à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público e que pedirá perícia[1]. A montagem ainda não foi comprovada por perícia. Enquanto isso, a hashtag liderou o X por mais de duas horas, com cerca de 28 mil posts e 8 milhões de visualizações[7].

De novo

O mesmo tema de 2022

Depois do print, Flávio, senador (PL-RJ) e candidato, postou uma foto rezando numa igreja com a legenda “Lula não feche minha igreja”[2]. Segundo O Antagonista, não há prova de que Lula queira fechar igrejas[2].

Em outubro de 2022, o ministro do TSE Paulo de Tarso Sanseverino mandou remover posts de um vídeo de Nikolas que ligava Lula, entre outros temas, ao fechamento de igrejas. A ordem atingiu posts de Flávio[3].

O registro

O que Lula assinou

Em 2003, Lula sancionou a lei que garante a livre criação e o livre funcionamento das organizações religiosas, “sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento”[4]. Em 2009, sancionou a lei que criou o Dia Nacional da Marcha para Jesus[5].

Em 25 de outubro, o voto é seu. Vale conferir o que está na lei antes de acreditar no que circula no celular.

Nota do autor

Uma mentira já desmentida

Até 10 de outubro, não encontramos checagem de 2026 do Fato ou Fake, do Estadão Verifica, do UOL Confere nem do Projeto Comprova sobre a volta do “Lula vai fechar igrejas”. Grandes veículos noticiaram o print, mas registraram só a negativa da deputada, sem lembrar que a mesma narrativa já tinha sido desmentida em 2022[8].

Naquele ano, o Comprova, que reúne redações como Estadão, CNN Brasil e Metrópoles, classificou como falsa a mensagem de que Lula fecharia igrejas[9], e o TSE mandou apagar posts sobre o tema[3]. Desta vez, a única checagem com selo “Falso” veio de um coletivo independente, o Bereia[7]. A mentira volta a cada eleição; a memória de que ela já foi desmentida deveria voltar junto.

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Referências 09 fontes

  1. 01 Congresso em Foco · Ana Elisa anuncia ação contra Nikolas por post falso sobre igrejas O print compartilhado por Nikolas em 8/10 e a nota da assessoria de Ana Elisa: montagem, 17 anos, perícia, Justiça Eleitoral e MP.
  2. 02 O Antagonista · “Lula, não feche minha igreja”, diz Flávio após suposto post de deputada eleita do PT O post de Flávio, uma foto rezando com a legenda, depois do print; não há prova de que Lula queira fechar igrejas.
  3. 03 Poder360 · TSE manda excluir vídeo de Nikolas Ferreira contra Lula A ordem de Sanseverino, de 10/10/2022, de remover o vídeo, inclusive posts de Flávio Bolsonaro.
  4. 04 Planalto · Lei nº 10.825, de 22 de dezembro de 2003 Organizações religiosas no Código Civil e a liberdade de criação e funcionamento; assinada por Lula.
  5. 05 Planalto · Lei nº 12.025, de 3 de setembro de 2009 Institui o Dia Nacional da Marcha para Jesus; assinada por Lula.
  6. 06 Poder360 · Ana Elisa diz que posts controversos são seus e pede desculpas Ana Elisa admite posts antigos e pede desculpas, mas nega o print compartilhado por Nikolas.
  7. 07 Bereia · “Lula não feche minha igreja”: mentira antiga volta às redes, impulsionada por Nikolas Ferreira e perfis do PL Classificação “Falso”; a hashtag no topo do X, com cerca de 28 mil posts e 8 milhões de visualizações.
  8. 08 Metrópoles · Nikolas divulga suposto print de Ana Elisa sobre igrejas; ela aciona o TSE Registra a negativa da deputada, sem mencionar a decisão do TSE nem as checagens de 2022.
  9. 09 Projeto Comprova · Lula não disse que vai fechar igrejas caso seja eleito, como sugere mensagem Classifica como falsa, em 2022, a mensagem de que Lula fecharia igrejas.

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34 / 52 · Fake news · A mídia ·mapasegundoturno.com.br/midia

Estadão: foto de capa para Flávio, nada para o ato de Lula

Em 8/9, o Estadão estampou o ato de Flávio na Paulista com foto principal e “28,5 mil, segundo a USP”[1]. Em 12/10, a capa não trouxe foto, título nem chamada sobre o ato pró-Lula da véspera[2]. No resto, o histórico dos jornais é misto.

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Seis atos, três capas O que Folha, Estadão e O Globo puseram na capa impressa no dia seguinte a cada ato. manchete foto principal chamada nada na capa capa indisponível
AtoFolhaEstadãoO Globo
· Bolsonarismo Ato pró-anistia na Paulista sem contagem citada aquimanchete[3]Tarcísio cobra anistia e chama Moraes de ditador e tirano…foto principal[4]Pedido de anistia e aceno aos EUAmanchete[5]Direita pede anistia eleitoral de Bolsonaro, e Lula defende soberania
· Esquerda Atos contra a anistia 42,4 mil na Paulista, segundo a USP[6]manchete[7]Manifestantes vão à rua nas 27 capitais…foto principal[8]Mais de 30 cidades têm atos contra a anistia…manchete[9]Capitais têm protestos contra PEC da Blindagem e anistia
· Flávio Ato bolsonarista com Flávio sem contagem citada aquifoto principal[10]Ato de apoio a Bolsonaro ganha tom eleitoralchamada[11]chamada[12]…Flávio ataca Lula em manifestação esvaziada
· Lula Lula abre a campanha sem contagem citada aquimanchete[13]…Lula exalta biografia, e Flávio apresenta o antipetismomanchete[14]Na largada, Lula e Flávio focam economia e segurançafoto principal[15]Pontapé inicial ‘em casa’…
· Flávio Ato de Flávio na Paulista 28,5 mil, segundo a USP[16]chamada[17]Flávio usa crise do Supremo contra Lula no 7/9foto principal[1]Flávio Bolsonaro reuniu 28,5 mil pessoas na Paulista, segundo a USPchamada[18]STF e eleições protagonizam o Sete de Setembro
· Lula Ato pró-Lula na Paulista sem contagem independente[19]foto principal[20]Lula na Paulista atrai milhares…nada na capa[2]capa indisponível[21] capa publicitária

Uma capa impressa por dia, de três jornais. Não mede as páginas internas, a TV nem os sites.

O contraste

Uma foto, depois nada

No dia seguinte ao ato de Flávio, o Estadão abriu com os ataques a Moraes no 7/9. A foto principal mostrava a Paulista e informava “28,5 mil, segundo a USP”[1]. Em 12/10, a manchete foi outra, e a capa não teve foto, título nem chamada sobre o ato pró-Lula[2].

O placar

Nem sempre foi assim

O histórico é misto. Em setembro de 2025, os atos contra a anistia viraram manchete na Folha e no Globo[7][9]. Em março de 2026, O Globo chamou de “esvaziada” a manifestação com Flávio[12]. Na abertura da campanha, os três jornais dividiram a capa entre os dois candidatos[13][14][15].

A contagem

Sem drone, só “milhares”

Em 11/10, o monitor da USP não contou o público. Segundo o Metrópoles, o GSI, órgão de segurança do próprio governo, impediu o drone de sobrevoar a Paulista[19]. Sem esse número, a Folha escreveu “milhares” e citou atos em mais 76 cidades[20].

As checagens

Quem checou os boatos

O g1 Fato ou Fake checou três boatos sobre o ato de 11/10 e marcou todos como #FAKE[22][23][24]. Os boatos de campanha contra Lula tiveram checagem de outras agências: “fechar igrejas” foi checado pelo Bereia[25], facções pelo Aos Fatos[26] e “pai do tigrinho” pela Lupa[27].

Nas listas do g1 Fato ou Fake, não encontramos checagem de nenhum desses boatos até 14/10[28]. A frase de Flávio sobre a CNBB ficou só com a resposta da própria CNBB[29]. Antes de votar, vale olhar a capa e procurar quem checou.

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Referências 29 fontes

  1. 01 O Estado de S. Paulo (capa impressa, via Ver Capas) · Presidenciáveis fazem de ataques a Moraes principal mote de campanha no 7/9 Manchete sobre o 7/9 e foto principal da Paulista com a legenda “Flávio Bolsonaro reuniu 28,5 mil pessoas na Paulista, segundo a USP”.
  2. 02 O Estado de S. Paulo (capa impressa, via Ver Capas) · Relator do TSE derruba decisão de Nunes Marques sobre Lula A capa do dia seguinte ao ato pró-Lula de 11/10 não tem foto, título nem chamada sobre ele.
  3. 03 Folha de S.Paulo (capa impressa, via Ver Capas) · Tarcísio cobra anistia e chama Moraes de ditador e tirano no 7 de Setembro Manchete e foto principal sobre o ato bolsonarista de 7/9/2025 na Paulista.
  4. 04 O Estado de S. Paulo (capa impressa, via Ver Capas) · Crise do Master põe sob ameaça caixa de fundos de pensão e banco público Foto principal do ato de 7/9/2025, com o título “Pedido de anistia e aceno aos EUA”.
  5. 05 O Globo (capa impressa, via Ver Capas) · Direita pede anistia eleitoral de Bolsonaro, e Lula defende soberania Manchete e foto principal sobre o ato bolsonarista de 7/9/2025.
  6. 06 Focus Brasil (Fundação Perseu Abramo) · Esquerda nas ruas faz Câmara recuar e Motta classifica pautas da Anistia e da Blindagem como “tóxicas” O Monitor do Debate Político (USP) e a More in Common estimaram 42,4 mil pessoas na Paulista em 21/9/2025.
  7. 07 Folha de S.Paulo (capa impressa, via Ver Capas) · Manifestantes vão à rua nas 27 capitais contra a anistia e a PEC da Blindagem Manchete e foto principal sobre os atos de 21/9/2025.
  8. 08 O Estado de S. Paulo (capa impressa, via Ver Capas) · Média salarial do Judiciário é quase 3 vezes a do Executivo Foto principal dos atos de 21/9/2025: “Mais de 30 cidades têm atos contra a anistia e a PEC da Blindagem”.
  9. 09 O Globo (capa impressa, via Ver Capas) · Capitais têm protestos contra PEC da Blindagem e anistia Manchete e foto principal sobre os atos de 21/9/2025.
  10. 10 Folha de S.Paulo (capa impressa, via Ver Capas) · Sob novos ataques, Irã expande retaliação e tenta refazer governo Foto no alto da capa e a chamada “Ato de apoio a Bolsonaro ganha tom eleitoral”.
  11. 11 O Estado de S. Paulo (capa impressa, via Ver Capas) · Lulinha admite que Careca do INSS pagou viagem a Portugal Chamada de texto, sem foto, sobre o ato com Flávio de 1/3/2026.
  12. 12 O Globo (capa impressa, via Ver Capas) · Ataque de EUA e Israel ao Irã espalha crise pelo Oriente Médio Chamada no rodapé: “Em clima de comício, Flávio ataca Lula em manifestação esvaziada”.
  13. 13 Folha de S.Paulo (capa impressa, via Ver Capas) · Em discursos, Lula exalta biografia, e Flávio apresenta o antipetismo Manchete e fotos lado a lado de Lula em São Bernardo e de Flávio no Rio.
  14. 14 O Estado de S. Paulo (capa impressa, via Ver Capas) · Na largada, Lula e Flávio focam economia e segurança Manchete e fotos de Lula em São Bernardo e de Flávio em Copacabana.
  15. 15 O Globo (capa impressa, via Ver Capas) · Inadimplência de empresas bate recorde, com 9 milhões de negativadas Destaque “Pontapé inicial ‘em casa’ e com foco na segurança e na soberania”, com fotos de Lula e Flávio.
  16. 16 Poder360 · USP estima 28.500 em ato de Flávio na avenida Paulista O ato reuniu 28.500 pessoas, segundo o Monitor do Debate Político da USP/Cebrap, com a More in Common.
  17. 17 Folha de S.Paulo (capa impressa, via Ver Capas) · Apostar em bets piora inadimplência e acesso a crédito, mostra estudo Fotos emparelhadas do ato de Flávio e do desfile, com o título “Flávio usa crise do Supremo contra Lula no 7/9”.
  18. 18 O Globo (capa impressa, via Ver Capas) · Lula e Flávio voltam a ficar empatados no segundo turno, aponta pesquisa Destaque “STF e eleições protagonizam o Sete de Setembro”, com fotos de Lula e de Flávio.
  19. 19 Metrópoles (coluna de Ramiro Brites) · Monitor da USP critica proibição de contagem de ato pró-Lula na Paulista O drone do monitor foi impedido de sobrevoar a Paulista; o GSI cita protocolo contra drones não autorizados.
  20. 20 Folha de S.Paulo (capa impressa, via Ver Capas) · Corregedor do TSE libera canal pró-Lula após censura de Kassio Foto principal do ato, com a legenda sobre mais 76 cidades, e a chamada “Lula na Paulista atrai milhares, e Flávio discursa contra fake news”.
  21. 21 O Globo (capa impressa, via Ver Capas) · Cristo Redentor é inaugurado com festa e esperança A capa disponível é publicitária (réplica de 1931); a capa jornalística do dia não estava disponível.
  22. 22 g1 Fato ou Fake · É #FAKE que vídeo de mulher com suposta substância ilícita seja de ato pró-Lula na Paulista O vídeo começou a circular antes da manifestação de 11/10.
  23. 23 g1 Fato ou Fake · É #FAKE que vídeo mostre ‘ritual de invocação’ durante manifestação pró-Lula na Paulista; cena exibe Marcha para Exu em agosto O vídeo é da 4ª Marcha para Exu, em agosto, e não do ato pró-Lula.
  24. 24 g1 Fato ou Fake · É #FAKE foto de mulher limpando pichação em estação de Metrô após ato de Lula na Paulista; imagem foi manipulada com IA Foto real de pichação foi adulterada com IA.
  25. 25 Coletivo Bereia · “Lula não feche minha igreja”: mentira antiga volta às redes, impulsionada por Nikolas Ferreira e perfis do PL Concluiu que o conteúdo é enganoso, incluindo o print atribuído à deputada eleita Ana Elisa (PT-MG).
  26. 26 Aos Fatos · É falso que PCC e CV declararam apoio a Lula Não há registros de que facções ou suas lideranças tenham orientado voto no petista.
  27. 27 Agência Lupa · Em live, Flávio e aliados repetem antigas ‘fakes’ e voltam a associar Lula à pedofilia Classificou como falso o “pai do tigrinho”: a lei das apostas (13.756/2018) foi sancionada por Temer.
  28. 28 g1 Fato ou Fake · Fato ou Fake — Eleições Nas listas e na busca do Fato ou Fake, de 1/9 a 14/10/2026, não há checagem de “fechar igrejas”, facções, “pai do tigrinho” nem da frase sobre a CNBB.
  29. 29 Bahia Notícias · Flávio acusa PT e CNBB de disseminarem “fake news” sobre Nossa Senhora e entidade responde: “Mentira não se combate com outra mentira” A CNBB respondeu à acusação de Flávio que “mentira não se combate com outra mentira”.

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35 / 52 · Segurança pública · Frouxo com o crime? ·mapasegundoturno.com.br/frouxo-com-o-crime

Frouxo? Os fatos dizem o contrário

De 2006 a 2026, Lula sancionou leis duras contra o tráfico, o feminicídio e as facções[1][2][3]. Em 2025, as mortes violentas chegaram ao menor nível desde 2012, quando a série começou[4].

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O que Lula assinou
  1. 23 ago. 2006 · Lei de Drogas

    Pena de 5 a 15 anos de reclusão para o tráfico; o usuário não vai preso[1]

  2. 1º jan. 2023 · Armas e CACs

    Decreto suspende registros de armas de uso restrito para CACs e particulares, além de novos CACs e clubes de tiro[5]

  3. 22 dez. 2023 · Indulto de Natal

    Exclui crimes hediondos, tráfico, organização criminosa, violência contra a mulher, crimes contra o Estado Democrático de Direito e líderes de facção[6]

  4. 11 abr. 2024 · Saidinha

    Exame criminológico para progredir de regime e fim da saída temporária para condenados por crime hediondo ou com violência ou grave ameaça[7]

  5. 9 out. 2024 · Feminicídio

    O feminicídio vira crime autônomo, com pena de 20 a 40 anos de reclusão[2]

  6. 28 ago. 2025 · Operação Carbono Oculto

    Cerca de 1.400 agentes miram o PCC no setor de combustíveis, em que mais de mil postos movimentaram R$ 52 bilhões de 2020 a 2024[8]

  7. 4 mar. 2026 · PEC da Segurança

    A Câmara aprova a PEC da Segurança Pública por 461 a 14[9]; em 14 de outubro, a CCJ do Senado concluiu a votação[10]

  8. 24 mar. 2026 · Lei Antifacção

    Enviada pelo governo, cria o crime de domínio social estruturado, com pena de 20 a 40 anos, sem anistia, indulto ou fiança[3]

A PEC da Segurança ainda não é lei: segue para o plenário do Senado[10]. Depois da Lei de Drogas, a fatia de presos por crimes ligados a drogas passou de 9% em 2005 para 28% em 2014[11].

Violência

“A violência aumentou.” Não aumentou

A taxa de mortes violentas intencionais caiu de 22,7 por 100 mil habitantes em 2022 para 19,1 em 2025, o menor nível desde 2012, quando a série começou[4][12].

A segurança pública cabe sobretudo aos estados, por isso a queda não é obra de um só governo. Mas os dados desmentem quem diz que a violência aumentou com Lula[4].

Bolsa bandido

O benefício é de 1960

O auxílio-reclusão não foi criado por Lula: existe desde 1960 e está na Constituição de 1988. Vale um salário mínimo e é pago a dependentes de presos de baixa renda em regime fechado[13].

A Lei Antifacção, aprovada pelo Congresso e mantida por Lula na sanção, proíbe o auxílio aos dependentes de presos pelo crime de domínio social estruturado[3].

Saidinha

Lula sancionou a restrição

Em 2024, Lula sancionou a lei que restringe a saída temporária e exige exame criminológico para a progressão de regime[7]. Vetou só a parte das visitas à família, e o Congresso derrubou o veto[14].

A população carcerária passou de 832.295 presos em 2022 para 964.668 em 2025[4]. Os indultos de Natal de Lula excluíram tráfico, crimes hediondos e líderes de facção[6][15].

Feminicídio

Pena maior, menos subnotificação

Os feminicídios registrados cresceram e chegaram a 1.571 em 2025[12]. Já o total de homicídios de mulheres caiu 12,8% entre 2016 e 2024[16].

Para a pesquisadora Isabella Matosinhos, do FBSP, parte da alta vem da consolidação da lei e da menor subnotificação[16]. Os fatos estão na mesa. A escolha, no dia 25, é sua.

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Referências 16 fontes

  1. 01 Planalto · Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006 Sancionada por Lula; tráfico (art. 33) com reclusão de 5 a 15 anos; usuário (art. 28) sem pena de prisão.
  2. 02 Planalto · Lei nº 14.994, de 9 de outubro de 2024 Feminicídio como crime autônomo (art. 121-A), reclusão de 20 a 40 anos.
  3. 03 Planalto · Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026 Lei Raul Jungmann: domínio social estruturado com reclusão de 20 a 40 anos; insuscetível de anistia, graça, indulto e fiança; vedação do auxílio-reclusão (art. 2º, § 6º).
  4. 04 Fórum Brasileiro de Segurança Pública · 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública: 2026 MVI: 47.963 (22,7 por 100 mil) em 2022 e 40.775 (19,1) em 2025, menor desde 2012; população prisional de 832.295 (2022) a 964.668 (2025).
  5. 05 Planalto · Decreto nº 11.366, de 1º de janeiro de 2023 Suspende registros de armas de uso restrito para CACs e particulares, novos CACs e clubes de tiro.
  6. 06 Planalto · Decreto nº 11.846, de 22 de dezembro de 2023 Indulto exclui hediondos, organização criminosa, tráfico, violência contra a mulher, crimes contra o Estado Democrático de Direito e líderes de facção.
  7. 07 Planalto · Lei nº 14.843, de 11 de abril de 2024 Exame criminológico para progressão; sem saída temporária para crime hediondo ou com violência ou grave ameaça.
  8. 08 Poder360 · Operação desarticula megaesquema do PCC no setor de combustíveis Cerca de 1.400 agentes; mais de mil postos movimentaram R$ 52 bilhões de 2020 a 2024.
  9. 09 Agência Câmara · Câmara aprova PEC da Segurança Pública em 2º turno Aprovada em 2º turno por 461 votos a 14.
  10. 10 Agência Senado · CCJ conclui votação da PEC da Segurança; texto vai ao Plenário A CCJ concluiu a votação em 14 de outubro; o texto segue ao plenário.
  11. 11 Agência Pública · Alexandre de Moraes acerta aumento de prisões após Lei de Drogas 9% dos presos detidos por crimes associados às drogas em 2005; 28% em 2014.
  12. 12 InfoMoney · Mortes violentas caem 8,2% no país em 2025; feminicídios aumentam 4% Menor patamar desde 2012; 1.571 feminicídios em 2025.
  13. 13 Aos Fatos · É falso que auxílio-reclusão foi criado por Lula e que pode chegar a R$ 4.000 Instituído em 1960, assegurado pela Constituição de 1988, equivale ao salário mínimo, para dependentes de presos de baixa renda em regime fechado.
  14. 14 Congresso em Foco · Veja como cada deputado e senador votou na derrubada do veto sobre saidinhas Congresso derrubou o veto: 52 a 11 no Senado e 314 a 126 na Câmara.
  15. 15 Planalto · Decreto nº 12.338, de 23 de dezembro de 2024 Indulto exclui hediondos, organização criminosa, tráfico e líderes de facção.
  16. 16 Jornal de Brasília (Folhapress) · País vê recorde de feminicídios em meio à queda de homicídios totais de mulheres; entenda motivos Homicídios de mulheres de 4.245 (2016) a 3.700 (2024), −12,8%; Isabella Matosinhos atribui parte da alta à consolidação da lei.

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36 / 52 · Segurança pública · Linha dura? ·mapasegundoturno.com.br/linha-dura

Linha dura? Os votos dizem outra coisa

Flávio Bolsonaro promete tirar bandido “de circulação, em pé ou deitado”[1]. No Senado, Flávio votou para reduzir as penas dos condenados pelo 8 de Janeiro e pela trama golpista, entre eles o próprio pai[2][3].

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O que Flávio e o pai fizeram
  1. 24 dez. 2019 · Pacote anticrime

    Jair Bolsonaro veta a pena maior para homicídio com arma de uso restrito ou proibido. Diz que ela “viola o princípio da proporcionalidade”[4]

  2. 2021 · Veto derrubado

    O Congresso derruba o veto, e o trecho entra na lei[5]

  3. 2022 · Armas

    No governo Bolsonaro, os registros de CAC passam de 117.467 (2018) para 783.385, mais de seis vezes[6]

  4. 10 dez. 2025 · Lei Antifacção

    Flávio vota Sim, e o Senado aprova o projeto antifacção por 64 a 0[7]

  5. 17 dez. 2025 · Dosimetria

    Uma semana depois, Flávio vota Sim no projeto que reduz penas de Jair Bolsonaro e dos condenados do 8 de Janeiro. Placar: 48 a 25[2][3]

  6. 30 abr. 2026 · Veto de Lula

    O Congresso derruba o veto de Lula à dosimetria. Flávio vota pela derrubada[8]

  7. jun. 2026 · Comissão de Segurança

    Presidente da comissão de segurança do Senado, Flávio esteve em uma das reuniões de 2026 até então[9]

  8. 22 ago. 2026 · Maracanãzinho

    O bandido vai ser tirado de circulação, em pé ou deitado.[1]

O pacote anticrime também tem trechos sancionados por Jair Bolsonaro. A linha do tempo mostra só o veto e a derrubada[4][5].

Duro com uns

Antifacção numa semana, dosimetria na outra

Flávio votou Sim na Lei Antifacção, aprovada por 64 a 0[7]. Uma semana depois, votou para reduzir as penas dos condenados pelo 8 de Janeiro e pela trama golpista, entre eles Jair Bolsonaro[2][3]. Os defensores do projeto alegaram que as penas eram desproporcionais.

Em abril, Flávio votou para derrubar o veto de Lula e manter essa redução[8].

Presidente ausente

Comanda a comissão, mas não comparece

Flávio preside a Comissão de Segurança Pública do Senado desde o início de 2025. Até junho, segundo O Globo, ela havia se reunido sete vezes em 2026, e Flávio esteve em uma reunião[9]. Nenhuma iniciativa de destaque foi aprovada.

Em mais de sete anos no Senado, só duas propostas de que ele foi coautor entraram em vigor, e nenhuma trata de segurança. Foi relator da lei da saidinha, em 2024[10].

Mulheres

Três propostas em 24 anos

Em 24 anos como político, Flávio apresentou três propostas sobre a segurança da mulher. Nenhuma foi aprovada, e uma delas chegou quando ele já era pré-candidato[11].

Na PEC que torna o feminicídio imprescritível, ele não registrou voto[11].

Armas

Armas para quem?

No governo do pai, os CACs passaram de 117.467 para 783.385, mais de seis vezes[6]. Para o TCU, 82,58% dos registrados de 2019 a 2022 tinham falhas ou dados faltando[12]. Segundo a PF, um integrante do PCC comprou fuzil com autorização do Exército[13].

Segundo o Instituto Sou da Paz, um casal usou registro de CAC para comprar 26 fuzis que iriam para o Comando Vermelho[14]. Em 25 de outubro, a escolha é sua.

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Referências 14 fontes

  1. 01 DGABC (Estadão Conteúdo) · Flávio sobre combate ao crime: Bandido será tirado de circulação em pé ou deitado Flávio: “O bandido vai ser tirado de circulação, em pé ou deitado”, no Maracanãzinho.
  2. 02 CartaCapital · Saiba como votou cada senador no PL da Dosimetria “Flávio Bolsonaro: Sim” no PL da Dosimetria.
  3. 03 Poder360 · Senado aprova reduzir penas de Bolsonaro e condenados do 8 de Janeiro O projeto reduz penas de Bolsonaro e dos condenados do 8/1; 48 votos a 25 e uma abstenção.
  4. 04 Planalto · Mensagem nº 726, de 24 de dezembro de 2019 Veto à qualificadora do homicídio com arma de fogo de uso restrito ou proibido, que “viola o princípio da proporcionalidade”.
  5. 05 Planalto · Lei nº 13.964, de 24 de dezembro de 2019 O inciso VIII do art. 121, § 2º, consta como “Promulgação partes vetadas”: o Congresso derrubou o veto.
  6. 06 CNN Brasil · Brasil registrou aumento de CACs e armas de fogo em 2022; apreensões caíram CACs passaram de 117.467 em 2018 para 783.385 em 2022, mais de seis vezes.
  7. 07 Gazeta do Povo · Como votou cada senador na aprovação PL antifacção 64 votos a 0; “Flávio Bolsonaro (PL-RJ): Sim”.
  8. 08 Gazeta do Povo · PL da dosimetria: Como votou cada senador e deputado na derrubada do veto Flávio votou pela derrubada do veto de Lula à dosimetria.
  9. 09 Agência O Globo (Folha de Pernambuco) · Com foco em segurança na campanha, Flávio Bolsonaro se distancia do tema no mandato Flávio preside a CSP desde 2025; sete reuniões em 2026 sem iniciativa de destaque; ele esteve em uma.
  10. 10 Folhapress (Acessa.com) · Flávio Bolsonaro mirou segurança, mas não teve projetos próprios transformados em lei Só duas propostas de que foi coautor entraram em vigor, sem elo com a segurança; relator da lei da saidinha em 2024.
  11. 11 Agência Pública · Flávio Bolsonaro fez 3 propostas de lei sobre segurança da mulher em 24 anos de política Três propostas, nenhuma aprovada, uma já como pré-candidato; não registrou voto na PEC do feminicídio imprescritível.
  12. 12 Congresso em Foco · 82% dos registros de CAC emitidos pelo exército apresentaram falhas TCU: de mais de 813 mil pessoas registradas como CAC de 2019 a 2022, 82,58% tinham falha ou ausência de dados.
  13. 13 A Gazeta · Integrante do PCC comprou fuzil com autorização do Exército, diz PF Segundo a PF, na operação Ludíbrio, um integrante do PCC comprou fuzil com autorização do Exército.
  14. 14 CNN Brasil · Cresce a participação de CAC's no crime organizado, aponta Instituto Sou da Paz Casal usou registro de CAC para comprar 26 fuzis T4 que seriam repassados ao Comando Vermelho.

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37 / 52 · Terrorismo financeiro · Dívida pública ·mapasegundoturno.com.br/divida-publica

Japão, EUA e Itália devem mais que o Brasil. Ninguém fala em colapso.

A dívida pública brasileira é alta e merece atenção. Mas os países mais ricos do mundo devem mais, em proporção ao PIB[1], e o nível de hoje já foi superado em 2020, no governo Bolsonaro[2].

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Quanto cada país deve

Dívida bruta do governo, em proporção ao PIB

Dívida bruta do governo geral · % do PIB · FMI · escala linear com zero

  1. Japão 206,5%

    2025[1]

  2. Itália 137,1%

    2025[1]

  3. EUA 123,9%

    2025[1]

  4. França 116,0%

    2025[1]

  5. Canadá 113,5%

    2025[1]

  6. Média dos ricos 108,0%

    2025[1]

  7. Reino Unido 102,3%

    2025[1]

  8. Brasil 93,3%

    2025[1]

  9. Alemanha 62,9%

    2025[1]

Estimativa do FMI para 2025, com o mesmo critério para todos os países. Pelo critério do Banco Central, que não conta os títulos em poder do próprio BC, a dívida brasileira é menor.

Ver os números em tabela
Dívida bruta do governo, em proporção ao PIB · Dívida bruta do governo geral · % do PIB · FMI
GovernoValorPeríodo
Japão206,5%2025
Itália137,1%2025
EUA123,9%2025
França116,0%2025
Canadá113,5%2025
Média dos ricos108,0%2025
Reino Unido102,3%2025
Brasil93,3%2025
Alemanha62,9%2025

Medida

Como se mede uma dívida

Dívida se mede em relação à renda do país, não em reais por pessoa. Pela conta do FMI, o Brasil deve 93,3% do PIB, abaixo da média das economias avançadas (108%). Fica acima da média dos emergentes (73,9%), e isso merece atenção[1]. Por habitante, a dívida dos EUA passa de US$ 111 mil; a do Japão, de US$ 74 mil; a do Brasil fica perto de US$ 10 mil[1].

Hoje a dívida está em 82,56% do PIB, pelo critério do Banco Central. Entre outubro de 2020 e abril de 2021, no governo Bolsonaro, ela ficou acima disso, com pico de 87,66% em outubro de 2020[2].

Juros

O que faz a dívida crescer

Em 2026, até agosto, a dívida subiu 4,2 pontos do PIB. Os juros acrescentaram 6,5 pontos, e o crescimento da economia tirou 3,6[3]. A Selic está em 13,75% ao ano[4].

Em 12 meses até agosto, a conta de juros chegou a R$ 1,18 trilhão, 8,86% do PIB. O déficit primário, a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta antes dos juros, foi de R$ 82 bilhões, 0,62% do PIB[3].

Credores

A quem o Brasil deve

Quase toda a dívida federal, 96,25%, é interna e está em reais. Os títulos estão com instituições financeiras (31,2%), fundos de previdência (22,6%) e fundos de investimento (22,5%). Investidores estrangeiros têm 9,9%, e quem compra pelo Tesouro Direto, 3%[5].

Histórico

O que Lula já fez

Nos dois primeiros mandatos de Lula, o setor público teve os maiores superávits primários da série, de 3,5% e 2,8% do PIB em média[6]. A dívida líquida caiu de 59,9% do PIB em 2002 para 38% em 2010[7].

Em dezembro de 2005, o Brasil quitou antecipadamente os US$ 15,5 bilhões que ainda devia ao FMI[8]. Em 2008, pela primeira vez, o país passou de devedor a credor externo[9]. No terceiro mandato, as contas fecharam com déficit pequeno, de 0,4% do PIB em 2024 e em 2025[6].

O número da dívida é real. O colapso é só uma história, e o medo também pede voto.

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Referências 09 fontes

  1. 01 FMI · World Economic Outlook, abril de 2026: dívida bruta do governo geral (% do PIB) Dívida em % do PIB em 2025 por país e grupo; com PIB em dólares e população, a dívida por habitante.
  2. 02 Banco Central · Série 13762: dívida bruta do governo geral (% do PIB) 82,56% em julho de 2026; pico de 87,66% em outubro de 2020; acima disso até abril de 2021.
  3. 03 Gazeta Mercantil · Dívida bruta do governo chega a 82,9% do PIB em agosto, mostra Banco Central Juros +6,5 pontos e PIB −3,6 em 2026; juros de R$ 1,182 tri e déficit primário de R$ 82,1 bi em 12 meses.
  4. 04 Banco Central · Histórico das taxas de juros Selic em 13,75% ao ano.
  5. 05 Tesouro Nacional · Relatório Mensal da Dívida Pública Federal, agosto de 2026 Dívida interna 96,25% da federal; detentores dos títulos.
  6. 06 Banco Central · Série 5793: resultado primário do setor público consolidado em 12 meses (% do PIB) Superávits de 2003 a 2010; déficits de 0,40% em 2024 e 0,43% em 2025.
  7. 07 Banco Central · Série 4513: dívida líquida do setor público (% do PIB) 59,93% em dezembro de 2002 e 37,98% em dezembro de 2010.
  8. 08 Banco Central · Relatório de Inflação, março de 2006 Quitação antecipada de US$ 15,5 bilhões, o restante da dívida com o FMI, em dezembro de 2005.
  9. 09 InfoMoney · Principais notícias: Brasil torna-se credor externo com saldo de US$ 4 bi positivo Pela primeira vez, o Brasil passou de devedor a credor externo, em janeiro de 2008.

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38 / 52 · Terrorismo financeiro · Juros e Banco Central ·mapasegundoturno.com.br/juros

Os 13,75% começaram com Bolsonaro. Hoje, a Selic está caindo.

A Selic chegou a 13,75% em agosto de 2022, no governo Bolsonaro, e hoje está em queda[1]. Quem a define é o Copom, do Banco Central autônomo, por uma lei que Flávio votou[2][3].

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A Selic, de 2022 a 2026 Meta da taxa básica de juros definida pelo Copom, no fim de cada mês, em % ao ano
  1. Lula

13,75 % ao ano Copom de Campos Neto

15,00 % ao ano Copom de Galípolo

Mostra quando cada taxa foi decidida. Campos Neto presidiu o BC até dezembro de 2024; Galípolo, desde janeiro de 2025.

Fontes: Banco Central [1]

Ver os números em tabela
Valores em % ao ano, meta da Selic no último dia do mês. Bolsonaro: jan. 2022 a dez. 2022.
Anojan.fev.mar.abr.mai.jun.jul.ago.set.out.nov.dez.
20229,2510,7511,7511,7512,7513,2513,2513,7513,7513,7513,7513,75
202313,7513,7513,7513,7513,7513,7513,7513,2512,7512,7512,2511,75
202411,7511,2510,7510,7510,5010,5010,5010,5010,7510,7511,2512,25
202513,2513,2514,2514,2514,7515,0015,0015,0015,0015,0015,0015,00
202615,0015,0014,7514,5014,5014,2514,2514,0013,75

Quem decide

Quem decide a Selic é o Copom

Desde 2021, o presidente do Banco Central tem mandato fixo, e o presidente da República só pode demiti-lo nos casos que a lei lista[2]. Bolsonaro sancionou: “Abrir mão de poder é sinal, no meu entender, de grandeza e democracia”[4]. Flávio votou sim[3].

Em junho de 2023, com a Selic em 13,75%, Lula disse: “Não existe explicação para uma taxa de juros em 13,75%”[5]. A taxa ficou. Em julho de 2024, 66% achavam que ele tinha razão em criticar o BC[6].

Os 15%

O pico veio com Galípolo

Em junho de 2025, o Copom presidido por Gabriel Galípolo, indicado por Lula, elevou a Selic a 15%[1]. É o que a autonomia prevê: quem decide é o BC, não o Planalto. Desde março de 2026 vieram cinco cortes, até 13,75%[1].

Quem recebe

Os juros têm destino

Em 12 meses até agosto de 2026, o setor público pagou R$ 1,182 trilhão em juros, 8,86% do PIB. É mais de 14 vezes o déficit primário do período, de R$ 82,1 bilhões[7].

Quem recebe são os donos dos títulos públicos: instituições financeiras (31%), fundos de previdência (23%) e fundos de investimento (22,5%). O poupador do Tesouro Direto tem 3%, e as instituições financeiras têm mais de dez vezes isso[8].

Rentismo

Como o juro vira lucro

Mais da metade da dívida federal, 52,74% em agosto de 2026, paga uma taxa que acompanha a Selic[8]. Quem tem dinheiro nesses títulos recebe a Selic. É o rentismo: ganhar com o dinheiro aplicado, sem produzir.

Em janeiro de 2026, o juro real do Brasil, de 9,23%, era o 2º maior entre 40 economias, atrás só da Rússia[9]. Em 2025, ano de Selic alta[1], o Itaú lucrou R$ 46,8 bilhões, o maior lucro de um banco brasileiro na história, em valores corrigidos[10].

Quem decidia

A equipe econômica e o próprio dinheiro

Paulo Guedes, ministro da Economia de Bolsonaro, manteve no cargo uma offshore de US$ 9,55 milhões nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal[11]. Em 2021, defendeu tirar da reforma do IR a taxação em paraísos fiscais: “Ou tira ou simplifica. Tira.”[12] Diz que declarou tudo à Receita[11]. A PGR arquivou o pedido de investigação[13].

Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro ao Banco Central, tinha offshore revelada pelos Pandora Papers e fechou uma das empresas 15 meses depois de assumir[14]. Diz que a PGR já arquivara o caso, e em 2024 Toffoli encerrou os processos da Comissão de Ética[14]. Após a quarentena, foi para o Nubank[15].

Dia 25

O que lembrar no dia 25

Três coisas para lembrar: os 13,75% começaram em agosto de 2022, quem decide é o Copom, e a taxa hoje está caindo[1]. A autonomia que tirou a Selic das mãos do presidente teve o voto de Flávio[3].

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Referências 15 fontes

  1. 01 Banco Central · Série 432: meta da taxa Selic definida pelo Copom (% ao ano) 13,75% de 04/08/2022 a 02/08/2023; 15% a partir de 19/06/2025; cinco cortes em 2026, até 13,75% em 17/09.
  2. 02 Planalto · Lei Complementar nº 179, de 24 de fevereiro de 2021 Mandatos fixos no BC e os casos em que o presidente da República pode exonerar seus dirigentes.
  3. 03 Senado Federal · PLP 19/2019: votações Flávio Bolsonaro votou sim no substitutivo aprovado por 56 a 12.
  4. 04 Migalhas · Bolsonaro sanciona projeto que dá autonomia ao Banco Central A sanção por Bolsonaro e a frase “abrir mão de poder é sinal […] de grandeza e democracia”.
  5. 05 Estado de Minas · Lula sobre presidente do Banco Central: “Não entende nada do país” Lula: “Não existe explicação para uma taxa de juros em 13,75%”.
  6. 06 Seu Dinheiro · Pesquisa aponta que maioria apoia críticas de Lula contra Roberto Campos Neto na condução do Banco Central Genial/Quaest: 66% acham que Lula está correto ao criticar a política de juros do BC; 23% discordam.
  7. 07 Banco Central · Estatísticas fiscais, agosto de 2026 Juros nominais de R$ 1.182,2 bilhões (8,86% do PIB) e déficit primário de R$ 82,1 bilhões em 12 meses.
  8. 08 Tesouro Nacional · Relatório Mensal da Dívida Pública Federal, agosto de 2026 Detentores dos títulos: instituições financeiras 31,22%, previdência 22,63%, fundos, Tesouro Direto 3,04%.
  9. 09 CNN Brasil · Juro real do Brasil se mantém como o segundo maior do mundo; veja ranking Juro real de 9,23% (DI menos inflação projetada), 2º entre 40 economias, atrás da Rússia (MoneYou/Lev).
  10. 10 Diário do Comércio · Itaú Unibanco renova recorde e lucra R$ 46,8 bilhões em 2025 Lucro de R$ 46,8 bilhões em 2025, maior de um banco brasileiro na história em valores corrigidos.
  11. 11 Agência Pública · Guedes tem offshore milionária em paraíso fiscal US$ 9,55 milhões na Dreadnoughts International (Ilhas Virgens Britânicas), ativa em set/2021; a defesa.
  12. 12 Metrópoles · Guedes defendeu tirar taxação de paraíso fiscal da reforma do Imposto de Renda Guedes, em julho de 2021: “Ou tira ou simplifica. Tira.”
  13. 13 Gazeta do Povo · Aras arquiva pedido de investigação contra Guedes por manter filha em offshore O PGR arquivou o pedido de investigação sobre a offshore de Guedes.
  14. 14 Poder360 · Toffoli encerra processos contra Campos Neto por offshore Toffoli trancou três processos da Comissão de Ética; empresa fechada 15 meses após assumir o BC; a defesa.
  15. 15 Metrópoles · Após cumprir quarentena, Campos Neto, ex-BC, começa no Nubank Após seis meses de quarentena, vice-chairman do Nubank a partir de 1º de julho de 2025.

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39 / 52 · Ranking dos Políticos · Ranking dos Políticos ·mapasegundoturno.com.br/ranking-dos-politicos

Ranking dos Políticos favorece a direita: derrubar imposto de Lula vale ponto

O Ranking dos Políticos diz avaliar o Congresso “de forma apartidária e objetiva”[1]. Mas dá ponto a quem vota contra taxar grandes fortunas, contra o decreto do IOF de Lula e para tirar da pauta a MP que taxava bets[2][3][4]. O PL de Flávio fica em 4º; o PT, em 18º de 21[5].

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A nota de cada partido no Ranking dos Políticos

Nota média acumulada dos parlamentares de cada partido

Nota de 0 a 10 · Ranking dos Políticos · escala linear com zero

  1. Missão 8,69

    2023–2026[5]

  2. Cidadania 8,64

    2023–2026[5]

  3. Novo 8,54

    2023–2026[5]

  4. PL 7,27

    2023–2026[5]

  5. PP 6,33

    2023–2026[5]

  6. PSD 6,19

    2023–2026[5]

  7. Podemos 6,18

    2023–2026[5]

  8. PSDB 5,97

    2023–2026[5]

  9. Avante 5,95

    2023–2026[5]

  10. Solidariedade 5,87

    2023–2026[5]

  11. Republicanos 5,85

    2023–2026[5]

  12. MDB 5,69

    2023–2026[5]

  13. União Brasil 5,63

    2023–2026[5]

  14. PSB 5,26

    2023–2026[5]

  15. PDT 4,89

    2023–2026[5]

  16. PRD 4,70

    2023–2026[5]

  17. PV 4,50

    2023–2026[5]

  18. PT 4,09

    2023–2026[5]

  19. PCdoB 3,95

    2023–2026[5]

  20. PSOL 3,26

    2023–2026[5]

  21. Rede 2,95

    2023–2026[5]

Média dos deputados e senadores de cada partido na legislatura, como o Ranking a publica. Consultado em 14/10/2026.

Ver os números em tabela
Nota média acumulada dos parlamentares de cada partido · Nota de 0 a 10 · Ranking dos Políticos
GovernoValorPeríodo
Missão8,692023–2026
Cidadania8,642023–2026
Novo8,542023–2026
PL7,272023–2026
PP6,332023–2026
PSD6,192023–2026
Podemos6,182023–2026
PSDB5,972023–2026
Avante5,952023–2026
Solidariedade5,872023–2026
Republicanos5,852023–2026
MDB5,692023–2026
União Brasil5,632023–2026
PSB5,262023–2026
PDT4,892023–2026
PRD4,702023–2026
PV4,502023–2026
PT4,092023–2026
PCdoB3,952023–2026
PSOL3,262023–2026
Rede2,952023–2026

A régua

Quem decide o voto certo

A nota vai de 0 a 10. Votações valem 75%; gastos da cota parlamentar, 10%; presença, 10%; privilégios, 5%. A equipe do Ranking escolhe as matérias, e o seu Conselho de Leis decide quais entram na conta[6].

Quem vota como o Ranking orienta recebe a pontuação inteira. Nas palavras do próprio Ranking: “votos contrários ou ausências não pontuam”[6]. Discordar do Conselho vale o mesmo que faltar.

Em 2015, uma ficha da FGV já registrava que o site “dá ou tira pontos dependendo da tendência do político a votar, por exemplo, em maior ou menor tributação, o que demonstra certo viés”[7].

O que vale ponto

Imposto de rico tira nota

Na reforma tributária, a Câmara votou uma emenda que criava o Imposto sobre Grandes Fortunas, para patrimônios acima de R$ 10 milhões, com alíquota de 0,5% a 1,5%. O Conselho do Ranking orientou “Não”, valendo 15 pontos. A emenda caiu por 221 a 71[2].

Em 25 de junho de 2025, a Câmara derrubou por 383 a 98 os decretos de Lula que aumentavam o IOF[8]. O Ranking orientou “Sim” à derrubada, valendo 15 pontos, porque o decreto “elevou de forma significativa a carga tributária”[3].

O projeto era do deputado Zucco (PL-RS). O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, comemorou: “quem vai ganhar o presente é o povo brasileiro, que pagará menos impostos”. O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), respondeu: “Não queremos tirar dinheiro dos programas que garantem a inclusão social dos mais pobres”[8].

Em outubro de 2025, a oposição pediu para tirar da pauta a MP 1303, que taxava bets, LCI, LCA e juros sobre capital próprio. O pedido passou por 251 a 193, e a MP caducou[9]. O Ranking chamou a MP de “Taxa Tudo” e deu 5 pontos a quem votou “Sim”[4].

Outra régua

Poupar acima de tudo

O norte é declarado. Em 2018, o Ranking deu nota −20 a um projeto que deixava estados e municípios inadimplentes receberem repasses da União para a segurança pública. O comentário: “Sem o mínimo de disciplina fiscal […] não haverá melhora da poupança pública, o objetivo maior a ser perseguido”[10].

A premissa de que o Estado deve poupar como uma família é contestada por economistas da Teoria Monetária Moderna[11].

O que não pesa

O que fica fora da conta

Processo em andamento não tira ponto. Só contam condenações definitivas, e cada uma desconta 0,5 ponto[6]. Em 2017 a regra era outra: cada processo judicial tirava 10 pontos[12].

Flávio Bolsonaro tem nota 8,20, é o 9º de 70 senadores e recebeu o prêmio Excelência Parlamentar do Ranking em 2023, 2024 e 2025. O próprio perfil dele no site registra que o TSE o multou por espalhar um vídeo descontextualizado sobre Lula na eleição de 2022[13]. A multa não entra na nota.

Ausência justificada conta como presença[6]. Em 2026, até 22 de junho, Flávio deixou de registrar voto em 43% das votações nominais do Senado, sem contar as ausências justificadas, segundo levantamento da Folha; a média dos senadores foi de 20%[14]. A nota dele em 2026 é 9,58, a maior dos quatro anos[13].

O outro lado

O que o Ranking diz de si

O Ranking afirma: “Nossa atuação é totalmente apartidária e sem vínculos com governos ou partidos políticos.” Diz viver de doações de pessoas e empresas, sem dinheiro de partidos nem público[1].

Publica a metodologia e a orientação de cada votação[6], e também pune privilégios e gastos altos da cota, de qualquer partido. A régua não é secreta. Só não é neutra: quando o voto é sobre quem paga imposto, ela pontua o lado de Flávio.

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Referências 14 fontes

  1. 01 Ranking dos Políticos · Quem Somos Autodefinição “apartidária e objetiva”, “sem vínculos com governos ou partidos políticos”, financiada por doações
  2. 02 Ranking dos Políticos · Votação PLP 108/2024 Emenda do Imposto sobre Grandes Fortunas: orientação “Não” do Conselho, 15 pontos; 71 a favor, 221 contra
  3. 03 Ranking dos Políticos · PDL 214/2025 | Decreto para Derrubar o Aumento do IOF | Câmara Orientação “Sim” à derrubada, 15 pontos; 383 a 98; justificativa sobre carga tributária e ambiente de negócios
  4. 04 Ranking dos Políticos · REQ MP 1303/2025 | MP Taxa Tudo | Câmara Orientação “Sim” ao requerimento que tirou a MP 1303 da pauta, 5 pontos; 251 a 193
  5. 05 Ranking dos Políticos · Ranking de partidos, acumulado Nota média de cada partido: PL 7,27 (4º), PT 4,09 (18º) entre 21; consultado em 14/10/2026
  6. 06 Ranking dos Políticos · Como a nota do Ranking dos Políticos é calculada em 2026 Pesos da nota; voto contrário e ausência não pontuam; ausência justificada conta como presença; só condenação definitiva desconta
  7. 07 FGV Democracia Digital · Ranking Políticos Ficha que aponta “certo viés” na pontuação por tributação
  8. 08 Agência Câmara · Câmara aprova projeto que suspende aumento do IOF Derrubada dos decretos do IOF por 383 a 98, PDL de Zucco (PL-RS); falas de Sóstenes Cavalcante e José Guimarães
  9. 09 Agência Brasil · Câmara aprova retirada da MP alternativa ao IOF; texto caduca Requerimento da oposição aprovado por 251 a 193; a MP taxava bets, LCI, LCA e JCP e caducou
  10. 10 Ranking dos Políticos · Ranking dos Políticos inclui mais 3 votações no critério Qualidade Legislativa PLS 247/2016 (verba de segurança fora do bloqueio da LRF) valia −20, com o comentário sobre disciplina fiscal e poupança pública
  11. 11 Alta Cult · O mito do déficit: teoria monetária e o nascimento da economia Edição brasileira (2023) do livro de Stephanie Kelton contra a ideia de que impostos precedem gastos e de que déficits são ruins
  12. 12 Ranking dos Políticos · Quais são os critérios para um político ganhar ou perder pontos? Em 2017, cada processo judicial tirava 10 pontos
  13. 13 Ranking dos Políticos · Flávio Bolsonaro Nota 8,20, 9º de 70 no Senado, notas anuais, prêmio 2023–2025 e registro da multa do TSE; consultado em 14/10/2026
  14. 14 Estado de Minas (Folhapress) · Flávio Bolsonaro se ausentou em 43% das votações nominais do Senado em 2026 Levantamento da Folha: 43% das votações nominais sem voto de Flávio até 22/6, sem ausências justificadas; média de 20%

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40 / 52 · Ranking dos Políticos · Outra régua ·mapasegundoturno.com.br/outra-regua

Troque a régua do Ranking e o PL de Flávio cai para penúltimo

O Ranking dos Políticos põe o PL em 4º e o PT em 18º de 21[1]. Refizemos a conta com sete votações da Câmara sobre salário, imposto dos mais ricos, jornada de trabalho e terras indígenas. O PT votou com o lado social em 99,8% das vezes; o PL, em 44,6%[2].

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Duas réguas, duas ordens

Cada indicador tem sua própria escala. Compare as barras dentro de cada bloco.

Votos dados com o lado social, em sete votações

% dos votos dados pelos deputados do partido · escala linear com zero

  1. PSOL 100,0%

    2023–2026[2]

  2. PCdoB 100,0%

    2023–2026[2]

  3. PT 99,8%

    2023–2026[2]

  4. PV 94,1%

    2023–2026[2]

  5. PSB 86,9%

    2023–2026[2]

  6. PDT 83,0%

    2023–2026[2]

  7. Podemos 75,7%

    2023–2026[2]

  8. Avante 72,7%

    2023–2026[2]

  9. PSD 72,3%

    2023–2026[2]

  10. Solidariedade 71,0%

    2023–2026[2]

  11. MDB 65,6%

    2023–2026[2]

  12. PSDB 60,2%

    2023–2026[2]

  13. Republicanos 60,1%

    2023–2026[2]

  14. Cidadania 59,1%

    2023–2026[2]

  15. PP 53,5%

    2023–2026[2]

  16. União Brasil 53,4%

    2023–2026[2]

  17. PL 44,6%

    2023–2026[2]

  18. Novo 27,6%

    2023–2026[2]

Câmara, 2023–2026. Ausências não contam; abstenção e obstrução contam contra. Fora os partidos com menos de 20 votos no total.

Ver os números em tabela
Votos dados com o lado social, em sete votações · % dos votos dados pelos deputados do partido
GovernoValorPeríodo
PSOL100,0%2023–2026
PCdoB100,0%2023–2026
PT99,8%2023–2026
PV94,1%2023–2026
PSB86,9%2023–2026
PDT83,0%2023–2026
Podemos75,7%2023–2026
Avante72,7%2023–2026
PSD72,3%2023–2026
Solidariedade71,0%2023–2026
MDB65,6%2023–2026
PSDB60,2%2023–2026
Republicanos60,1%2023–2026
Cidadania59,1%2023–2026
PP53,5%2023–2026
União Brasil53,4%2023–2026
PL44,6%2023–2026
Novo27,6%2023–2026

Nota no Ranking dos Políticos

Nota de 0 a 10 · Ranking dos Políticos · escala linear com zero

  1. Cidadania 8,64

    2023–2026[1]

  2. Novo 8,54

    2023–2026[1]

  3. PL 7,27

    2023–2026[1]

  4. PP 6,33

    2023–2026[1]

  5. PSD 6,19

    2023–2026[1]

  6. Podemos 6,18

    2023–2026[1]

  7. PSDB 5,97

    2023–2026[1]

  8. Avante 5,95

    2023–2026[1]

  9. Solidariedade 5,87

    2023–2026[1]

  10. Republicanos 5,85

    2023–2026[1]

  11. MDB 5,69

    2023–2026[1]

  12. União Brasil 5,63

    2023–2026[1]

  13. PSB 5,26

    2023–2026[1]

  14. PDT 4,89

    2023–2026[1]

  15. PV 4,50

    2023–2026[1]

  16. PT 4,09

    2023–2026[1]

  17. PCdoB 3,95

    2023–2026[1]

  18. PSOL 3,26

    2023–2026[1]

Média dos deputados e senadores de cada partido na legislatura, como o Ranking a publica. Consultado em 14/10/2026.

Ver os números em tabela
Nota no Ranking dos Políticos · Nota de 0 a 10 · Ranking dos Políticos
GovernoValorPeríodo
Cidadania8,642023–2026
Novo8,542023–2026
PL7,272023–2026
PP6,332023–2026
PSD6,192023–2026
Podemos6,182023–2026
PSDB5,972023–2026
Avante5,952023–2026
Solidariedade5,872023–2026
Republicanos5,852023–2026
MDB5,692023–2026
União Brasil5,632023–2026
PSB5,262023–2026
PDT4,892023–2026
PV4,502023–2026
PT4,092023–2026
PCdoB3,952023–2026
PSOL3,262023–2026

A nossa régua

Sete votos, lado declarado

Conta a favor votar “Sim” na política de aumento real do salário mínimo[3], na taxação de fundos exclusivos e offshores[4], na isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, com imposto mínimo sobre rendas acima de R$ 600 mil ao ano[5], e na PEC que acaba com a escala 6x1[6].

Conta a favor votar “Não” à derrubada do decreto do IOF de Lula[7], ao pedido que tirou da pauta a MP 1303, que taxava bets, LCI, LCA e juros sobre capital próprio[8], e ao marco temporal, que limita a demarcação de terras indígenas[9].

O placar

Onde PT e PL se separam

Em três votos quase unânimes, o PL acompanhou: 85 de 87 deputados no salário mínimo, 82 de 82 na isenção do IR e 83 de 94 no fim da escala 6x1. No resto, foi para o outro lado: 12 de 85 na taxação de fundos exclusivos e offshores, nenhum de 88 contra a derrubada do IOF, 2 de 75 na MP 1303 e 1 de 83 contra o marco temporal[2].

O PT deu 447 de 448 votos com o lado social. PSOL e PCdoB, todos[2].

Afrontamento

Neutro é quem escolhe a régua

O Ranking diz avaliar o Congresso “de forma apartidária e objetiva”[10]. Mas votações são 75% da nota, e é o próprio Ranking quem escolhe quais entram e qual é o voto certo[11]. No IOF e na MP 1303, ele deu 15 e 5 pontos a quem votou do lado oposto ao nosso[12][13].

Não fingimos neutralidade. A nossa régua mede quem defende o salário, o descanso, as terras indígenas e o imposto de quem pode pagar. A do Ranking pontua o outro lado e chama isso de objetividade. Toda nota é uma escolha. No dia 25, a régua é a sua.

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Referências 13 fontes

  1. 01 Ranking dos Políticos · Ranking de partidos, acumulado Nota média de cada partido: PL 7,27 (4º), PT 4,09 (18º) entre 21; consultado em 14/10/2026
  2. 02 Câmara dos Deputados, Dados Abertos · API de votações: votos de cada deputado Votos por deputado e partido nas votações 2359135-39, 2383287-43, 2515648-44, 2525180-26, 2487436-169, 345311-270 e 2233802-424; consultado em 14/10/2026
  3. 03 Agência Câmara · Câmara aprova MP que reajusta salário mínimo e amplia faixa de isenção do IR MP 1172/2023 cria política de valorização do salário mínimo com aumentos reais ligados ao PIB
  4. 04 Agência Câmara · Câmara aprova projeto que tributa investimentos de brasileiros em offshores e fundos de alta renda PL 4173/2023 tributa offshores e fundos exclusivos
  5. 05 Agência Câmara · Câmara aprova projeto que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês PL 1087/2025: IR zerado até R$ 5 mil mensais; patamar mínimo de 10% acima de R$ 600 mil ao ano
  6. 06 Agência Câmara · Câmara aprova em dois turnos fim da escala 6x1 com jornada máxima de 40 horas semanais PEC 221/2019: 40 horas em cinco dias, fim da escala 6x1; 472 a 22 no 1º turno
  7. 07 Agência Câmara · Câmara aprova projeto que suspende aumento do IOF Derrubada dos decretos do IOF por 383 a 98
  8. 08 Agência Brasil · Câmara aprova retirada da MP alternativa ao IOF; texto caduca Requerimento da oposição aprovado por 251 a 193; a MP taxava bets, LCI, LCA e JCP e caducou
  9. 09 Agência Câmara · Câmara aprova projeto do marco temporal para demarcação das terras indígenas PL 490/2007 limita a demarcação às terras ocupadas em 5/10/1988
  10. 10 Ranking dos Políticos · Quem Somos Autodefinição “apartidária e objetiva”
  11. 11 Ranking dos Políticos · Como a nota do Ranking dos Políticos é calculada em 2026 Votações valem 75% da nota; o Ranking escolhe as matérias e seu Conselho de Leis decide quais entram
  12. 12 Ranking dos Políticos · PDL 214/2025 | Decreto para Derrubar o Aumento do IOF | Câmara Orientação “Sim” à derrubada, 15 pontos
  13. 13 Ranking dos Políticos · REQ MP 1303/2025 | MP Taxa Tudo | Câmara Orientação “Sim” ao requerimento que tirou a MP 1303 da pauta, 5 pontos

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41 / 52 · Mobilização e Estratégia · Divulgação nas redes ·mapasegundoturno.com.br/guia

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Um vídeo com a sua cara e a sua voz chega a quem nunca abriria um link. Escolha uma página, leia até o fim e grave seguindo a ordem dela. Um minuto basta.

A página vira roteiro

  1. 01 0–3 s Da página: Manchete

    O gancho

    Diga a manchete olhando para a câmera. É ela que faz a pessoa parar de rolar a tela.

  2. 02 3–15 s Da página: Gráfico

    O número

    Mostre o gráfico: grave a tela ou use a tela verde, com a página atrás de você. Fique num número só.

  3. 03 15–40 s Da página: Texto

    O contexto

    Conte com suas palavras quem fez o quê, e quando. Sem aumentar: investigado não é condenado.

  4. 04 40–50 s Da página: Referências

    A fonte

    Mostre a lista de fontes e diga o veículo e a data. É o que separa o seu vídeo de um boato.

  5. 05 50–60 s Da página: Endereço

    O convite

    Diga o endereço da página e peça para mandarem a alguém. O segundo turno é no domingo, 25 de outubro.

Formatos que funcionam

  • Você e a página. Selfie, com a página na tela verde ao fundo, apontando para o número.
  • Tela narrada. Grave a tela rolando a página e fale por cima.
  • Um fato por dia. Uma página por vídeo, numa série que começa sempre igual.
  • Resposta. Quando alguém falar de um tema do Mapa, responda com a página e a fonte, num dueto ou num vídeo seu.
  • Conversa. Alguém da família pergunta; você responde com a página na mão.

Na hora de gravar

  • Celular na vertical, luz de frente: de frente para uma janela.
  • Lugar silencioso e o celular perto de você.
  • Legenda sempre: muita gente assiste sem som. Se usar a automática, confira os números.
  • Um tema por vídeo, até um minuto.
  • Publique o mesmo vídeo no Reels, no TikTok, no Kwai e no YouTube Shorts, com o endereço da página na legenda.

Nos três níveis

Escute

Nos comentários e nos grupos, você vai encontrar quem não pretende votar. No 1º turno, 33,5 milhões de eleitores não foram votar, 21,08% do eleitorado[1], a maior abstenção num 1º turno presidencial desde 1998[2]. Quase 6 milhões votaram branco ou nulo para presidente[1].

Numa pesquisa Travessia para o Estadão, em setembro, 33,6% dos que pensavam em não votar disseram que “os políticos são todos iguais e nada muda”[3]. E há quem pense em votar no outro lado. Não é alguém para vencer na discussão: é a pessoa que você quer alcançar.

Como conversar

  1. 01

    Agradeça a mensagem.

    Quem escreve, mesmo para discordar, está prestando atenção. Comece pelo obrigado, não pelo contra-argumento.

  2. 02

    Pergunte antes de responder.

    “O que mais pesa para você?” Escute a resposta inteira e diga, com suas palavras, o que entendeu, antes de mandar qualquer link.

  3. 03

    Ache o problema concreto.

    Quase sempre há um: a gasolina, o Pix, a comida, a escala 6x1. Mande só a página do Mapa sobre isso, com uma frase sua.

  4. 04

    Conte a sua história.

    Em experimentos nos EUA, só argumentos não mudaram atitudes; com troca de histórias pessoais, sem julgamento, atitudes excludentes diminuíram um pouco, por pelo menos quatro meses[4].

  5. 05

    Não brigue em público.

    Se a conversa esquentar, pare ou chame no privado. É difícil mudar de ideia na frente de todo mundo; deixe a pessoa voltar depois, sem perder a cara.

Na hora de responder

  • Em vez de “Quem não vota está entregando o país.”

    Tente “Entendo o cansaço. O que te fez desistir?”

  • Em vez de “Não são todos iguais, não. Pesquisa antes de falar.”

    Tente “Muita coisa decepciona mesmo. Posso te mostrar uma diferença que pesa no bolso?”

  • Em vez de “Isso é fake, você caiu em mentira.”

    Tente “Onde você viu isso? Me manda, que eu olho com calma.”

  • Em vez de “Se votar nele, depois não reclama.”

    Tente “Respeito. Posso te mandar uma página com a fonte, e você me diz o que achou?”

Lula, sem ilusão

Lula não é salvador

Na vitória de 2022, Lula disse: “Sei a magnitude da missão que a história me reservou, e sei que não poderei cumpri-la sozinho”[5]. O Congresso eleito em 4 de outubro tem mandato de quatro anos[6], até o início de 2031, e esquerda e centro-esquerda terão 124 das 513 cadeiras da Câmara[7].

Em 30 de abril, o Congresso derrubou o veto de Lula ao PL da Dosimetria, que pode reduzir penas, inclusive as de condenados pelo 8 de janeiro[8]. Flávio comemorou: “Um presente de aniversário melhor não podia ter”[9]. O presidente não decide tudo, mas escolhe o lado.

A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, proposta pelo governo, passou no Congresso[10]. A PEC da Blindagem passou na Câmara com votos de vários partidos, inclusive 12 do PT[11]; depois dos atos de 21 de setembro, a CCJ do Senado a rejeitou por unanimidade[12].

Não é salvação. São quatro anos para pressionar este Congresso com quem vetou na Presidência, e não quem comemorou, e para se organizar por um Congresso mais progressista em 2030. No dia 25, é esse respiro que está na urna.

Dentro da lei

O que não fazer

  • Não pague para impulsionar. Na internet, qualquer pessoa pode fazer propaganda eleitoral, desde que não pague impulsionamento[13].
  • Use o seu perfil. Perfil falso, anonimato e ferramentas de fora da rede social para inflar o alcance são proibidos[13].
  • Não dispare em massa. O disparo em massa de conteúdo político-eleitoral continua proibido, nos aplicativos de mensagem e nas plataformas[14]. Num grupo, se pedirem para você parar, pare.
  • Sem inteligência artificial no rosto ou na voz. Grave você mesmo. A resolução do TSE proíbe o deepfake e obriga a avisar quando um conteúdo foi fabricado ou alterado com IA[15].
  • Não mude os fatos. Os números e o que a página diz de cada pessoa ficam como estão. Crítica com fato, sem xingamento e sem montagem.
  • No domingo, 25 de outubro, nada novo. No dia da eleição, publicar conteúdo novo ou impulsionar é crime; o que já está no ar pode ficar[13].

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Referências 15 fontes

  1. 01 Congresso em Foco · Saldo das urnas: Abstenções, nulos e brancos na eleição de 2026 1º turno de 2026: 33,5 milhões não votaram (21,08% do eleitorado); brancos e nulos para presidente, quase 6 milhões (4,77%).
  2. 02 Agência Brasil · TSE vai trabalhar para diminuir a abstenção no segundo turno A abstenção de 21,08% no 1º turno é a maior desde 1998.
  3. 03 Times Brasil · DECISÃO 2026: 40% dos eleitores brasileiros relatam desalento com disputa presidencial Travessia para o Estadão, 1.000 entrevistas por telefone, 23 a 25 de setembro: entre quem pensava em não votar, 33,6% disseram que os políticos são todos iguais.
  4. 04 American Political Science Review · Reducing Exclusionary Attitudes through Interpersonal Conversation: Evidence from Three Field Experiments Três experimentos, 6.869 eleitores em 7 lugares dos EUA: só argumentos, sem efeito; com troca não julgadora de histórias, atitudes excludentes caíram por pelo menos quatro meses (d de 0,04 a 0,08).
  5. 05 Poder360 · Leia a íntegra do pronunciamento da vitória de Lula Lula: “sei que não poderei cumpri-la sozinho”.
  6. 06 Planalto · Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 Art. 44, parágrafo único: cada legislatura terá a duração de quatro anos.
  7. 07 Poder360 · Partidos mais à direita terão 276 deputados na Câmara Câmara eleita em 2026: esquerda e centro-esquerda com 124 cadeiras (125 em 2022), direita com 276.
  8. 08 Migalhas · Congresso derruba veto de Lula ao PL da dosimetria Veto derrubado em 30 de abril de 2026: 318 a 144 na Câmara, 49 a 24 no Senado.
  9. 09 Itatiaia · Flávio Bolsonaro chama derrubada de veto ao PL da Dosimetria de ‘presente de aniversário’ Flávio: “Um presente de aniversário melhor não podia ter.”
  10. 10 Agência Senado · Sancionada isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês PL 1.087/2025, enviado pelo governo, aprovado pelo Congresso e sancionado em 26 de novembro de 2025.
  11. 11 Poder360 · 12 deputados do PT votam a favor da PEC da blindagem; saiba quem são A PEC passou na Câmara por 356 a 134 no 1º turno, com 12 votos do PT a favor.
  12. 12 Agência Brasil · CCJ do Senado rejeita PEC da Blindagem por unanimidade Os 26 senadores da CCJ rejeitaram a PEC, depois dos atos de domingo, 21 de setembro.
  13. 13 Planalto · Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997 Art. 57-B, IV, b (pessoa natural, sem impulsionamento), § 2º e § 3º, art. 57-D (anonimato) e art. 39, § 5º, IV (dia da eleição).
  14. 14 Agência Senado · Eleições: o que é permitido e o que é proibido nas redes sociais O disparo em massa de conteúdo político-eleitoral continua proibido em 2026.
  15. 15 Conjur · Deepfakes: passado, presente e futuro nas eleições brasileiras Res. TSE 23.610/2019: dever de informar conteúdo fabricado ou manipulado com IA e proibição do deepfake.

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42 / 52 · Mobilização e Estratégia · Direcionamento ·mapasegundoturno.com.br/direcionamento

A página certa, para a pessoa certa.

Mandar tudo para todo mundo cansa. Mandar a página sobre o problema que a pessoa vive, com uma palavra sua, abre conversa. Em experimentos nos Estados Unidos, o recado de amigos próximos mobilizou mais do que a mensagem em si[1], e conversas com escuta mudaram opiniões por meses[2].

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Direcionamento: imagem 1 de 1

mil votos a mais numa eleição dos EUA em 2010, 280 mil deles pelo efeito entre amigos no Facebook
340
Fonte: estudo na Nature, via ScienceDaily[1].

Quem vive o quê

Como direcionar

  1. 01

    Pense na pessoa antes da página.

    Escolha alguém que você conhece e o que pesa na vida dela: o trabalho, o preço, a escola dos filhos, a segurança. Só depois procure a página que fala disso.

  2. 02

    Mande uma página, não dez.

    Um link sobre a vida da pessoa vale mais do que uma lista. O que não tem a ver com ela vira ruído e esconde o que tem.

  3. 03

    Escreva com as suas palavras.

    Uma linha sua, para ela: “Lembrei de você quando li isso”. No experimento do Facebook, foi a rede de amigos próximos que fez a diferença[1]; em outro, mensagens de amigos para amigos aumentaram o comparecimento[3].

  4. 04

    Pergunte o que ela acha, e escute.

    O link é o começo da conversa, não o fim. Argumento sozinho não mudou opinião; a troca de histórias, sem julgamento, mudou[2]. O jeito de conversar está no guia de divulgação.

  5. 05

    Respeite a resposta.

    Se a pessoa não quiser falar, tudo bem. Insistir fecha a porta que a página abriu.

Por quê

Ninguém escuta o que não é para ele

Contato de campanha com desconhecidos quase não muda voto: numa revisão de 49 experimentos em eleições gerais dos EUA, o efeito médio foi zero[4]. Esses contatos vinham de estranhos. O que muda é quem fala e sobre o quê.

Em 2010, uma mensagem no Facebook com fotos de amigos que já tinham votado levou cerca de 60 mil pessoas a mais às urnas, e outras 280 mil pelo efeito entre amigos; quase tudo veio de amigos próximos, gente que se conhece fora da rede[1].

Nas conversas que mudaram opinião, o que funcionou foi trocar histórias e ouvir. Em três experimentos, com 6.869 eleitores, a mudança durou pelo menos quatro meses[2]; noutro, dez minutos de conversa reduziram o preconceito por pelo menos três meses[5].

Com os pés no chão

Uma página não vira voto sozinha

Esses estudos são dos Estados Unidos e medem comparecimento e opinião, não a escolha entre dois candidatos no Brasil. Os efeitos são pequenos para cada pessoa e só crescem somados. Por isso o que conta é a conversa que a página abre, com quem você conhece.

Dentro da lei

O que não fazer

  • Não faça disparo em massa. O TSE proíbe propaganda por disparo em massa de mensagens, o envio do mesmo conteúdo a um grande volume de pessoas[6]. Mande para pessoas que você conhece, uma a uma.
  • Não pague para impulsionar. Impulsionamento pago só pode ser contratado por partidos, coligações, candidatos e seus representantes[7].
  • Não compre nem use listas de contatos. A conversa é entre pessoas que se conhecem. Lista comprada é disparo, não conversa[6].

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Referências 07 fontes

  1. 01 ScienceDaily · Facebook boosts voter turnout: 61-million-person experiment demonstrates voting can be influenced by social networks Estudo na Nature: a mensagem social gerou 60 mil votos diretos e 280 mil pela rede, 340 mil no total; quase tudo por amigos próximos.
  2. 02 American Political Science Review (Yale ISPS) · Reducing Exclusionary Attitudes Through Interpersonal Conversation: Evidence From Three Field Experiments 230 entrevistadores, 6.869 eleitores: só argumentos não tiveram efeito; a troca de histórias sem julgamento reduziu atitudes excludentes por pelo menos quatro meses.
  3. 03 Proceedings of the Web Conference 2021 · Assessing the Effects of Friend-to-Friend Texting on Turnout in the 2018 US Midterm Elections Mensagens de texto entre amigos aumentaram o comparecimento nas eleições de 2018 nos EUA.
  4. 04 American Political Science Review (RePEc) · The Minimal Persuasive Effects of Campaign Contact in General Elections: Evidence from 49 Field Experiments O efeito médio do contato de campanha sobre a escolha do candidato em eleições gerais dos EUA é zero.
  5. 05 NPR · Study Finds Deep Conversations Can Reduce Transgender Prejudice Cerca de dez minutos de conversa reduziram o preconceito, e a mudança se manteve após três meses.
  6. 06 Conjur · TSE veda oficialmente uso de disparos em massa nas eleições A Res. TSE 23.610/2019 veda propaganda por disparo em massa e o define como envio do mesmo conteúdo a um grande volume de usuários.
  7. 07 Migalhas · STF mantém proibição de propaganda eleitoral paga na internet Art. 57-C da Lei 9.504/97: impulsionamento contratado exclusivamente por partidos, coligações, candidatos e seus representantes.

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43 / 52 · Mobilização e Estratégia · Material de divulgação ·mapasegundoturno.com.br/material-divulgacao

Material de divulgação

Cartazes e folhetos para imprimir, recortar e entregar, cada um com um QR code para o site. Os números vêm das páginas do Mapa, onde estão as fontes e o contexto de cada um.

Antes de entregar, veja como distribuir dentro da lei.

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Material de divulgação: imagem 1 de 1

Peças para imprimir 09 peças

Imprima em tamanho real (100%), sem “ajustar à página”, para o QR code e as linhas de corte saírem certos.

  1. 01 Para quem ainda não decidiu

    Ainda não decidiu seu voto?

    QR code para mapasegundoturno.com.br

    Prévia do folheto: Segundo turno. 25 de outubro. Ainda não decidiu seu voto? Leia sobre os candidatos antes de 25 de outubro: fome, gasolina, educação e mulheres, com as fontes. Aponte a câmera e leia antes de votar. mapasegundoturno.com.br. Material independente, sem vínculo com partidos ou candidaturas. Entregue em mãos; não cole em muros, postes ou vias públicas.
    • Cartaz A4

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    • Folhetos A6 · 4 por folha

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      Para entregar em mãos. Recorte nas linhas tracejadas.

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    • Minis A7 · 8 por folha

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      O que mais rende: para entregar em quantidade.

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      Para mandar por WhatsApp ou levar à gráfica.

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  2. 02 Para quem ainda não decidiu

    O que está em jogo no dia 25?

    QR code para mapasegundoturno.com.br

    Prévia do folheto: Segundo turno. 25 de outubro. O que está em jogo no dia 25? Comida, gasolina, escola e trabalho: tema a tema, em poucos minutos, com a fonte de cada número. Aponte a câmera e confira as fontes. mapasegundoturno.com.br. Material independente, sem vínculo com partidos ou candidaturas. Entregue em mãos; não cole em muros, postes ou vias públicas.
    • Cartaz A4

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      Para mandar por WhatsApp ou levar à gráfica.

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  3. 03 Corrupção

    Flávio pediu milhões ao banqueiro do rombo 140 vezes maior que o mensalão

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    Prévia do folheto: Corrupção. Eleições 2026. Flávio pediu milhões ao banqueiro do rombo 140 vezes maior que o mensalão. Flávio Bolsonaro pediu US$ 24 milhões a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar um filme sobre o pai. Agora candidato, Flávio é investigado no inquérito sobre o filme. Não há denúncia. Fontes: CNN Brasil, Poder360, Agência Brasil. Aponte a câmera e confira as fontes. mapasegundoturno.com.br/corrupcao. Material independente, sem vínculo com partidos ou candidaturas. Entregue em mãos; não cole em muros, postes ou vias públicas.
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  4. 04 Fome e alimentação

    Brasil voltou ao Mapa da Fome com Bolsonaro. Saiu com Lula.

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    Prévia do folheto: Fome e alimentação. Eleições 2026. Brasil voltou ao Mapa da Fome com Bolsonaro. Saiu com Lula. O Brasil voltou ao Mapa da Fome em 2021, no governo do pai de Flávio, e saiu em 2025, no governo Lula. Fonte: ONU / FAO. Aponte a câmera e confira as fontes. mapasegundoturno.com.br/fome. Material independente, sem vínculo com partidos ou candidaturas. Entregue em mãos; não cole em muros, postes ou vias públicas.
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  5. 05 Mulheres

    Lula nomeou 11 ministras. O governo do pai de Flávio, duas.

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    Prévia do folheto: Mulheres. Eleições 2026. Lula nomeou 11 ministras. O governo do pai de Flávio, duas. Lula começou o atual governo com 11 mulheres entre 37 ministros, um recorde; o governo do pai de Flávio começou com 2 entre 22. Fontes: Congresso em Foco, Agência Brasil. Aponte a câmera e confira as fontes. mapasegundoturno.com.br/mulheres. Material independente, sem vínculo com partidos ou candidaturas. Entregue em mãos; não cole em muros, postes ou vias públicas.
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  6. 06 Gasolina

    No mês do pico da gasolina, Flávio garantiu: “não vai mudar”

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    Prévia do folheto: Gasolina. Eleições 2026. No mês do pico da gasolina, Flávio garantiu: “não vai mudar”. Agora, pede o seu voto. Fontes: ANP, InfoMoney. Aponte a câmera e confira as fontes. mapasegundoturno.com.br/gasolina. Material independente, sem vínculo com partidos ou candidaturas. Entregue em mãos; não cole em muros, postes ou vias públicas.
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  7. 07 Pix

    Na noite do tarifaço, Flávio agradeceu a Trump. Aos EUA, ofereceu limitar as conexões do Pix.

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    Prévia do folheto: Pix. Eleições 2026. Na noite do tarifaço, Flávio agradeceu a Trump. Aos EUA, ofereceu limitar as conexões do Pix. Lula disse que “o Pix é do Brasil”. Fontes: SBT News, CNN Brasil. Aponte a câmera e confira as fontes. mapasegundoturno.com.br/pix. Material independente, sem vínculo com partidos ou candidaturas. Entregue em mãos; não cole em muros, postes ou vias públicas.
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  8. 08 Divulgação nas redes

    O roteiro está pronto. Falta você gravar.

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    Prévia do folheto: Divulgação nas redes. Eleições 2026. O roteiro está pronto. Falta você gravar. Um vídeo com a sua cara e a sua voz chega a quem nunca abriria um link. Aponte a câmera e veja o roteiro. mapasegundoturno.com.br/guia. Material independente, sem vínculo com partidos ou candidaturas. Entregue em mãos; não cole em muros, postes ou vias públicas.
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  9. 09 Divulgação nas redes

    Não é alguém para vencer na discussão: é a pessoa que você quer alcançar

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    Prévia do folheto: Divulgação nas redes. Eleições 2026. Não é alguém para vencer na discussão: é a pessoa que você quer alcançar. No 1º turno, 33,5 milhões de eleitores não foram votar, 21,08% do eleitorado. Fonte: Congresso em Foco. Aponte a câmera e confira as fontes. mapasegundoturno.com.br/guia. Material independente, sem vínculo com partidos ou candidaturas. Entregue em mãos; não cole em muros, postes ou vias públicas.
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Dentro da lei

Como distribuir

  • Entregue em mãos: na rua, em praças, feiras e parques, sem atrapalhar a passagem, até as 22h de sábado, 24 de outubro.
  • Não cole na rua: postes, muros (inclusive o da sua casa), árvores, pontos de ônibus, escolas, órgãos públicos, lojas, igrejas, táxis e carros de aplicativo. A lei eleitoral proíbe, com multa de R$ 2 mil a R$ 8 mil.
  • No trabalho, não: a lei proíbe propaganda eleitoral no ambiente de trabalho.
  • No domingo, 25 de outubro: não distribua nem deixe papel na rua ou perto da seção. Você pode votar com seu adesivo ou broche, em silêncio.
  • Imprima como está, por conta própria e de graça: não mude os números nem corte a linha de identificação, não acrescente ofensas ou montagens, não pague nem receba para distribuir.

Impressão

Como imprimir

Imprima em tamanho real (100%), sem “ajustar à página”, para o QR code e as linhas de corte saírem certos.

Papel A4 comum, em preto e branco ou colorido: as peças foram feitas para funcionar nos dois. Corte nas linhas tracejadas; a margem já está dentro de cada peça.

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44 / 52 · Mobilização e Estratégia · Abstenção ·mapasegundoturno.com.br/abstencao

Alguém que você conhece não votou. Ainda dá tempo.

No 1º turno, 33,5 milhões de eleitores não foram votar[1], a maior abstenção num 1º turno de eleição geral desde 1998[2]. Quem faltou pode votar no 2º turno[3], em 25 de outubro[4], e você pode ajudar.

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Abstenção: imagem 1 de 1

milhões de eleitores não foram votar no 1º turno, 21,08% do total
33,5
milhões de votos de diferença entre Flávio e Lula no 1º turno
2,2
2º turno: votação das 8h às 17h, horário de Brasília
25/10
Fontes: Congresso em Foco[1], Poder360[5], Agência Brasil[4] e Res. TSE 23.759/2026[6].

Como ajudar

  1. 01

    Procure a pessoa antes do dia 25.

    Pense em quem você conhece e não votou: parente, vizinho, colega. Ligue, mande mensagem ou passe lá esta semana. A conversa tem de ser antes do dia 25: no dia da eleição, a arregimentação de eleitor é crime[7].

  2. 02

    Pergunte por quê e escute.

    Sem bronca e sem sermão. Pergunte o que aconteceu no dia 4 e ouça até o fim. O motivo pode ser prático: dinheiro, documento, trabalho, distância, saúde.

  3. 03

    Resolva aquele motivo.

    Para cada motivo há uma resposta certa, na lista abaixo. Dê a informação exata e, se precisar, consulte com a pessoa o aplicativo e-Título ou o site do TSE.

  4. 04

    Planejem o dia juntos.

    Combinem o local de votação, o documento com foto, a linha de ônibus e a hora de sair. A votação vai das 8h às 17h, horário de Brasília[6]; onde o fuso é outro, confiram a hora local. No dia 25, a conversa já terminou.

  5. 05

    Ajude sem condição.

    A ajuda é para a pessoa votar, em quem ela quiser. Oferecer qualquer vantagem para obter voto é crime, mesmo que a oferta seja recusada[8].

Para cada motivo, uma resposta

  • Se a pessoa diz “Faltei no 1º, não posso mais votar.”

    O que fazer Pode, sim. Cada turno é uma eleição independente: quem faltou no 1º vota no 2º, se o título não estiver cancelado nem suspenso[3]. A falta do dia 4 se justifica até 3 de dezembro, pelo e-Título[6].

  • Se a pessoa diz “Não tenho dinheiro da passagem.”

    O que fazer No dia 25, o poder público deve oferecer ônibus urbano e intermunicipal, inclusive metropolitano, de graça e com frequência de dia útil[6]. Os detalhes mudam por cidade: confiram juntos o canal oficial da prefeitura ou do estado[4].

  • Se a pessoa diz “Não sei onde eu voto.”

    O que fazer Consultem no aplicativo e-Título ou nos sites do TSE e do TRE do estado[6]. Façam a consulta juntos, anotem o endereço e a seção e vejam qual ônibus passa perto.

  • Se a pessoa diz “Perdi o título, estou sem documento.”

    O que fazer Vale documento oficial com foto, inclusive digital: e-Título com foto, identidade, passaporte, CNH, carteira de trabalho, reservista ou carteira profissional, mesmo vencidos, se der para reconhecer a pessoa. Certidão de nascimento ou de casamento e carteira de trabalho digital não valem[6].

  • Se a pessoa diz “Vou trabalhar no domingo.”

    O que fazer Quem trabalha no dia da eleição tem o direito de se ausentar pelo tempo necessário para votar[6], e impedir ou embaraçar o voto é crime[8]. Combinem antes o melhor horário, entre 8h e 17h de Brasília.

  • Se a pessoa diz “Tenho dificuldade para andar.”

    O que fazer Quem tem 60 anos ou mais, deficiência ou mobilidade reduzida tem preferência na fila, e o acompanhante também[6]. Na cabine, quem tem deficiência ou mobilidade reduzida pode levar alguém de sua escolha para ajudar, sem pedido prévio, desde que não esteja a serviço de partido[6].

  • Se a pessoa diz “Mudei de cidade, voto longe.”

    O que fazer O prazo do voto em trânsito acabou em 20 de agosto[6]. Quem está longe vota onde está inscrito ou justifica até 8 de janeiro, pelo e-Título, com comprovante do motivo. Três eleições seguidas sem votar, justificar ou pagar a multa cancelam o título, e cada turno conta como uma[6].

  • Se a pessoa diz “Tenho mais de 70, não sou obrigado.”

    O que fazer Não é obrigado, mas pode votar: o voto é facultativo para quem tem mais de 70 anos, para analfabetos e para jovens de 16 e 17[6]. Quem tem mais de 80 passa à frente de todos na fila[6].

  • Se a pessoa diz “Não adianta, são todos iguais.”

    O que fazer Não discuta. Escute, sem pressa. Se a pessoa quiser comparar, o Mapa tem uma página por tema, com as fontes. A decisão de votar, e em quem, é dela.

Carona

Carona, só para a família

De 24 a 26 de outubro, da véspera ao dia seguinte à eleição, nenhum veículo pode transportar eleitores, salvo exceções[9]. Uma delas: o dono do carro pode usá-lo para o próprio voto e o da família[10].

A lei também proíbe qualquer pessoa de fornecer transporte ou refeições a eleitores da zona urbana. A pena é de quatro a seis anos de reclusão[9]. Então não organize caronas, não frete ônibus e não pague passagem, corrida, combustível ou comida de ninguém.

Para quem não é da família, a saída é o ônibus gratuito do dia 25[6]. Táxi e aplicativo rodam normalmente, sem finalidade eleitoral[10]: a pessoa chama e paga, como em qualquer dia.

Passe livre

O ônibus não basta

Por decisão do STF, o transporte coletivo gratuito no dia da votação é obrigação do poder público[6]. Um estudo do Ipea sobre 2022 mostrou que o passe livre melhorou o acesso aos locais de votação, mas sozinho não elevou a participação[11].

A mobilidade nas paradas subiu 13,7%, mas quem usou o benefício já tinha decidido votar[11]. O ônibus existe; para quem ainda não decidiu ir, falta outra coisa: alguém que avise, explique o caminho e ajude a resolver o motivo da falta. Esse alguém pode ser você.

A conta

Cada voto pesa

No 1º turno, 33,5 milhões de eleitores não foram votar, 21,08% do eleitorado[1]. Flávio teve 47,03% e Lula, 45,16%: uma diferença de 2,2 milhões de votos[5].

Ninguém sabe em quem os ausentes votariam, e não cabe adivinhar. O que os números mostram é escala: há mais de 15 ausentes para cada voto de diferença. No dia 25, cada voto pesa.

Comece pelo seu: confira seu local e vá votar. Depois, ajude alguém que você conhece a fazer o mesmo.

Dentro da lei

Ajudar sem cometer crime

  • Não condicione a ajuda. Ajude seja qual for o voto da pessoa. Dar, oferecer ou prometer vantagem para obter voto é crime, mesmo se a oferta for recusada[8].
  • Carona, só para a família. No seu carro, de 24 a 26 de outubro, só você e sua família, para votar[9].
  • Não pague transporte nem comida. Nem passagem, corrida, combustível ou refeição. A lei proíbe qualquer pessoa de fornecer transporte ou refeições a eleitores da zona urbana[9].
  • Não organize transporte. Nada de caronas combinadas nem ônibus fretado. Fora o carro da família, levam eleitores os ônibus de linha regular e os táxis e aplicativos em serviço normal[10].
  • No dia 25, não aborde ninguém. Combine tudo até o dia 24. No dia da eleição, a arregimentação de eleitor e a boca de urna são crimes[7].

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Referências 11 fontes

  1. 01 Congresso em Foco · Saldo das urnas: Abstenções, nulos e brancos na eleição de 2026 1º turno de 2026: 33,5 milhões não votaram (21,08% do eleitorado).
  2. 02 Agência Brasil · TSE vai trabalhar para diminuir a abstenção no segundo turno A abstenção de 21,08% no 1º turno é a maior desde 1998.
  3. 03 TSE · Faltam 18 dias: ausência no 1º turno não impede voto no 2º Cada turno é uma eleição independente: quem não votou no 1º pode votar no 2º, se o título não estiver cancelado nem suspenso.
  4. 04 Agência Brasil · Transporte público de graça no dia da eleição: veja como irá funcionar O transporte gratuito vale também no 2º turno, em 25 de outubro; os detalhes variam por estado e município.
  5. 05 Poder360 · Bolsonarismo vira a diferença sobre Lula em relação a 2022 1º turno, 100% apurado: Flávio 47,03% (56.104.503 votos), Lula 45,16% (53.879.538); diferença de 2.224.965 votos.
  6. 06 TSE · Resolução nº 23.759, de 2 de março de 2026 Regras do eleitor: arts. 11 (voto facultativo), 14 e 29 (horário e preferência), 16 (documentos), 31 (auxílio na cabine), 38 (voto em trânsito), 41 (local de votação), 54 (justificativa), 57 (cancelamento), 60 (trabalho) e 88 (transporte gratuito, ADPF 1.013).
  7. 07 Planalto · Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997 Art. 39, § 5º, II: no dia da eleição, arregimentação de eleitor e boca de urna são crimes.
  8. 08 Planalto · Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 (Código Eleitoral) Art. 299 (vantagem para obter voto, ainda que a oferta não seja aceita); arts. 234 e 297 (impedir ou embaraçar o voto).
  9. 09 Planalto · Lei nº 6.091, de 15 de agosto de 1974 Art. 5º (transporte de eleitores proibido da véspera ao dia seguinte, salvo o proprietário e sua família), art. 10 e art. 11, III (reclusão de quatro a seis anos).
  10. 10 TSE · Transporte de eleitores: saiba o que é permitido e o que é proibido O dono do carro pode levar a própria família para votar; táxi e aplicativo rodam sem finalidade eleitoral; transporte com finalidade eleitoral é proibido.
  11. 11 Agência Brasil · Transporte gratuito não eleva participação nas urnas, aponta Ipea Em 2022, o passe livre melhorou o acesso, mas sozinho não elevou a participação; a mobilidade subiu 13,7%, usada por quem já ia votar.

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45 / 52 · Mobilização e Estratégia · Estratégia ·mapasegundoturno.com.br/estrategia

Janones, ignorar serve para boato de nicho. A Veja não é nicho

Calar faz sentido quando responder é bater boca com reportagem fechada para assinantes e com argumento de autoridade. O Mapa faz outra coisa: põe o fato na frente, com fonte e num formato simples, pronto para o seu canal compartilhar.

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A orientação

“Apareceu no feed? Ignora!”

Em 9 de outubro, o canal “Exército do Lula”, do deputado federal André Janones (Rede-MG), pediu aos seus 3 milhões de seguidores: “IGNOREM ESSE ASSUNTO! NÃO DESMINTAM, NÃO DEFENDAM O PRESIDENTE, não comentem, não engajem, nem leiam nada sobre isso”[1]. Janones entrou na campanha digital de Lula por conta própria[2].

O assunto é o relato de Vorcaro publicado pela Veja. A PF diz que ele não prestou depoimento com esse teor, a PGR diz que não houve confissão, e a própria revista escreve que não há prova do encontro[3]. Lula nega[4]. Os detalhes estão na página “Vorcaro: sem provas”.

O acerto

Boato pequeno não merece palco

Nesse ponto, os especialistas concordam com ele. Para Claire Wardle, do First Draft, falar cedo demais “dá oxigênio desnecessário” ao boato[5]. O Debunking Handbook, escrito por 22 pesquisadores, aconselha escolher as batalhas: quanto menos se fala de um mito desconhecido, melhor[6].

O limite

Quando o silêncio deixa vazio

A mesma Wardle avisa que falar tarde demais deixa a falsidade se firmar. O ponto de virada é quando o conteúdo sai de um nicho, ganha velocidade ou passa para outras plataformas[5]. Um relato publicado por uma revista nacional e repercutido pela imprensa já passou desse ponto[3].

A tese do Mapa: seguir o “ignorem” agora confirmaria o aviso de Wardle. Quem já decidiu o voto não muda com o silêncio. Mas a narrativa sem resposta ganha espaço entre os indecisos, quem se absteve no 1º turno e quem votou na terceira via.

No segundo turno de 2022, cerca de 60% das 300 mídias mais populares em 287 grupos políticos públicos de WhatsApp traziam ataques ou desinformação[7]. No Brasil, as redes sociais já superam a TV em 9 pontos como fonte semanal de notícias[8].

A comparação

O mesmo assunto, dois jeitos de chegar

Lado a lado, a reportagem como apareceu no celular e o story do Mapa sobre ela. Uma traz o relato. A outra traz o relato e o que se sabe dele, com fonte, no formato que circula no WhatsApp e no Instagram.

  1. A reportagem

    Print da reportagem da Veja: “Vorcaro conta que liberou dinheiro para filme sobre Lula por negócios no governo”.

    A Veja publica o relato de Vorcaro[9]. Não tem provas: PF e PGR não confirmam, e a própria revista diz que não há prova do encontro[3].

  2. O story do Mapa

    Story do Mapa: “Sem provas, a PGR não levou adiante o relato de Vorcaro sobre o filme de Lula”.

    O Mapa põe o fato na frente: o que Vorcaro diz, que a PGR não viu provas e que Lula nega[4], com as fontes no rodapé.

Comunicar

Comunicar não é desmentir

Desmentir é repetir a mentira para negá-la. Nisso Janones tem razão: na eleição de 2018, um estudo no Brasil viu checagens feitas depois do boato sem efeito[10]. Em São Paulo, em 2020, o que reduziu a aceitação de boatos foi avisar antes[11].

O Mapa não desmente: comunica o fato do jeito certo, com fonte, antes e por conta própria. Ganha a narrativa quem chega primeiro com a mensagem pronta, sem correr atrás de cada boato.

A proposta

Uma ferramenta para o seu canal

Só 36% dos brasileiros confiam nas notícias, e 47% evitam notícias às vezes ou com frequência. Um terço recebe conteúdo de criadores focados em notícias[8]. É por esses criadores que o fato chega, e o “Exército do Lula” é um deles.

O Mapa é material pronto para isso: cada página traz manchete, número, texto curto e fontes, com imagem em formato de story e material impresso. Comece pelo fato e termine nele[6]. Compartilhe, porque a escolha é no dia 25.

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Referências 11 fontes

  1. 01 Mapa do Segundo Turno · Print do canal “Exército do Lula” no WhatsApp: “Orientação do dia!” A mensagem do canal de Janones, coletada pelo Mapa, e seus 3 milhões de seguidores.
  2. 02 Gazeta do Povo · Defensor de “fake news”, Janones quer tropa digital de 3 milhões para ajudar Lula contra Flávio Janones se engajou na campanha digital de Lula por conta própria.
  3. 03 Agência Lupa · Vorcaro patrocinou filme sobre Lula? O que se sabe até agora O que dizem PF e PGR sobre o relato de Vorcaro publicado pela Veja, e a ressalva da própria revista.
  4. 04 O Tempo · Vorcaro cita R$ 30 milhões a filme de Lula, segundo revista, mas PF e PGR apontam falta de provas A negativa de Lula.
  5. 05 First Draft · 5 Lessons for Reporting in an Age of Disinformation Claire Wardle: falar cedo demais dá oxigênio; tarde demais deixa a falsidade se firmar; o ponto de virada.
  6. 06 Lewandowsky, Cook, Ecker et al. · The Debunking Handbook 2020 Escolher as batalhas; o efeito bumerangue é raro; começar e terminar pelo fato.
  7. 07 Aos Fatos · Maioria das mídias compartilhadas no WhatsApp no 2º turno contém ataques ou desinformação Cerca de 60% das 300 mídias mais populares em 287 grupos públicos de WhatsApp, no 2º turno de 2022.
  8. 08 Reuters Institute · Digital News Report 2026: Brazil Confiança de 36%, 47% evitam notícias, 33% recebem conteúdo de criadores, redes 9 pontos à frente da TV.
  9. 09 Veja · Vorcaro conta que liberou dinheiro para filme sobre Lula por negócios no governo O relato de Vorcaro publicado pela revista, mostrado em print na comparação.
  10. 10 The Journal of Politics · Fake News, Fact Checking, and Partisanship: The Resilience of Rumors in the 2018 Brazilian Elections Na eleição de 2018, as checagens não reduziram a crença em boatos no Brasil.
  11. 11 EGAP · Priority Theme Spotlight: Nara Pavão, Felipe Nunes, Natália S. Bueno and Frederico Batista Pereira Em São Paulo, em 2020, uma intervenção preventiva reduziu a aceitação de boatos.

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46 / 52 · Mobilização e Estratégia · Memes e manobra ·mapasegundoturno.com.br/memes

Enquanto o feed ri, alguém decide por você

Um ato político virou piada sobre o corpo de um homem. Casos graves viraram meme. E governos já usaram contas falsas para moldar o que outros povos pensam.

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contas falsas no X numa campanha secreta dos militares dos EUA contra a vacina chinesa
300
dos trabalhadores eram sindicalizados em 2024; em 2012, eram 16,1%
8,9%
placar na Câmara da PEC que acaba com a escala 6x1
461 a 19
Fontes: Reuters[1]; IBGE, via Agência Brasil[2]; Agência Brasil[3].

O feed

Um ato vira piada

Em 11 de outubro, um eleitor anônimo foi ao ato pró-Lula na Avenida Paulista com uma bandeira “Lula/Alckmin 13” e uma bandeira da Palestina. Um post com quatro fotos dele sem camisa, com a legenda “Isso é muito grave”, passou de 51 mil curtidas e 690 mil visualizações[4].

O que viralizou não foi o ato, a eleição nem a Palestina: foi o corpo de um homem. O meme não é o problema. O problema é que o feed escolhe do que se fala, e quase nunca é do que importa.

Desvio

O escândalo vira meme

Quando Daniel Vorcaro, do Banco Master, foi preso, a PF apreendeu mais de R$ 2,6 milhões em espécie, um avião de R$ 200 milhões e veículos de mais de R$ 25 milhões. As redes riram das mensagens dele à namorada e do corte de cabelo na foto oficial[5].

Um áudio de Flávio cobrando de Vorcaro parcelas do filme sobre Jair Bolsonaro (“Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel”) também virou meme. Flávio não é acusado e afirma: “Não ofereci vantagens em troca”[6]. Nos arquivos de Epstein, financista condenado por crimes sexuais, o que viralizou aqui foi uma pegadinha do Silvio Santos[7].

Contas falsas

Quem usa as redes como arma

Uma investigação da Reuters mostrou que os militares dos EUA mantiveram, de 2020 a meados de 2021, ao menos 300 contas falsas no X contra a vacina chinesa Sinovac, a começar pelas Filipinas. Um alto funcionário do Pentágono confirmou a propaganda secreta[1]. Segundo a Reuters, Trump autorizou em 2019 uma campanha encoberta da CIA nas redes chinesas[8].

A Meta achou ligações com militares americanos numa rede de perfis falsos[9]. Em 2015, um artigo publicado em revista ligada à OTAN propôs abraçar a “guerra memética”[10]. Era uma proposta, não um programa comprovado. Mas mostra que há quem pense o meme como ferramenta de poder.

Nossa leitura

A pressão sobre 2026

Um relatório reservado da ABIN, revelado pela Folha, atribui “nível de criticidade” ao risco de interferência dos EUA na eleição e aponta “tendência de escalada de pressão sobre o Brasil”[11]. Trata-se de uma avaliação de risco, não de prova. Segundo a Reuters, membros da ABIN relataram a europeus interferência dos EUA e da Rússia. A ABIN não comentou, e Washington já negou interferir[12].

Em julho de 2025, no dia em que Trump anunciou tarifas de 50% sobre o Brasil, Flávio postou: “Thank you President @realDonaldTrump”. Em agosto de 2026, disse no Jornal Nacional que o irmão “errou” ao agradecer, sem citar o próprio post[13]. Na nossa leitura, quem agradece a pressão de fora não vai defender o Brasil dela.

Juntos

Sozinho, ninguém ganha nada

Quem trabalha e está espalhado, cada um no seu feed, perde. Quem lucra continua lucrando. Em 2012, 16,1% dos trabalhadores eram sindicalizados; em 2024, 8,9%. Um analista do IBGE liga a queda à reforma trabalhista de 2017, que acabou com a contribuição obrigatória ao sindicato[2].

Quando há organização, vem conquista concreta: a Câmara aprovou, por 461 a 19, o fim da escala 6x1, com 40 horas semanais sem corte de salário e duas folgas por semana. Foi “uma luta que começou há muito tempo”, disse a deputada Alice Portugal[3]. Converse, se organize, procure seu sindicato. E, em 25 de outubro, vote pensando em quem trabalha.

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Uma imagem com o fato principal, no formato dos stories, e o link desta página. Para o feed, com as 7 imagens e a legenda, use Compartilhar carrossel.

Referências 13 fontes

  1. 01 Al Jazeera (Reuters) · US ran secret anti-vax campaign to undermine China’s COVID efforts: Report Militares dos EUA mantiveram ao menos 300 contas falsas no X contra a Sinovac, de 2020 a meados de 2021.
  2. 02 Agência Brasil · Número de sindicalizados no Brasil para de cair e chega a 9,1 milhões Sindicalizados: 16,1% dos ocupados em 2012 e 8,9% em 2024; analista do IBGE liga a queda à reforma de 2017.
  3. 03 Agência Brasil · Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6x1 PEC aprovada por 461 a 19 no 2º turno: 40 horas sem corte de salário e duas folgas semanais.
  4. 04 X (@vinytto) · Isso é muito grave Post com quatro fotos do eleitor no ato da Paulista; 51.635 curtidas e 693.750 visualizações em 12/10/2026.
  5. 05 Poder360 · Prisão e mensagens de Vorcaro viram memes nas redes sociais Memes sobre as mensagens de Vorcaro e o cabelo cortado na foto da prisão; bens apreendidos.
  6. 06 Poder360 · Áudio de Flávio a Vorcaro vira meme nas redes sociais O áudio de Flávio cobrando parcelas do filme virou meme; a nota dele nega vantagens em troca.
  7. 07 CNN Brasil · Qual Pegadinha de Silvio Santos aparece nos arquivos de Epstein? Assista Pegadinha “Jato de Ar” apareceu nos arquivos de Epstein e foi reconhecida por brasileiros nas redes.
  8. 08 Semafor · Trump used the CIA for a secret anti-China influence campaign: report Segundo a Reuters, Trump autorizou em 2019 uma campanha encoberta da CIA nas redes chinesas.
  9. 09 CyberScoop · Meta confirms U.S. military involvement in sprawling phony social media operation A Meta achou “links to individuals associated with the U.S. military” numa rede de perfis falsos.
  10. 10 NATO StratCom COE, Defence Strategic Communications · It’s Time to Embrace Memetic Warfare Artigo de Jeff Giesea propondo a “guerra memética”; a revista diz que não representa a OTAN.
  11. 11 Brasil de Fato · Abin alerta governo e TSE para nível ‘crítico’ de interferência dos EUA nas eleições brasileiras Relatório reservado da ABIN, revelado pela Folha, atribui “nível de criticidade” ao risco de interferência dos EUA.
  12. 12 Forças Terrestres (Reuters) · Abin relatou a europeus suspeitas de interferência de EUA e Rússia nas eleições, diz Reuters Relato de participantes: membros da ABIN citaram interferência de EUA e Rússia; ABIN não comentou; EUA negam.
  13. 13 SBT News · Flávio também agradeceu a Trump por tarifas em 2025 Post de Flávio em 9/7/2025 agradecendo a Trump; no JN, disse que o irmão errou ao agradecer.

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47 / 52 · Mobilização e Estratégia · Calma ·mapasegundoturno.com.br/calma

O momento pede calma

Nos últimos dias, um bar de João Pessoa frequentado pelo público LGBT virou alvo de boatos anônimos e de um chamado ao boicote. No segundo turno, quem faz campanha precisa ter tato: brigar entre nós só divide quem precisa somar.

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O medo

O medo tem motivo

O Brasil registrou 257 mortes violentas de pessoas LGBT+ em 2025, uma a cada 34 horas, segundo o Grupo Gay da Bahia. O Nordeste é a região mais letal, com 66 casos. E o número é subnotificado, porque o levantamento se baseia em notícias[1].

Por isso o medo do bolsonarismo é real, e não é exagero. Pedir calma não é pedir silêncio, nem pedir às vítimas que falem mais baixo. É pedir que, antes de agir, a gente confira os fatos.

O causo

Um bar na mira

Nos últimos dias, mensagens anônimas passaram a acusar os donos de um bar de João Pessoa de serem bolsonaristas e a pedir boicote. Segundo quem frequenta, é um espaço quase sempre seguro, com um papel importante na cena alternativa e cultural da cidade.

As acusações vieram sem assinatura e sem provas. Boicotar é um direito de quem consome, mas a decisão deve se apoiar em fatos, não em boatos.

Os argumentos

Bíblia não é voto, nem preconceito

Alguém viu uma Bíblia no caixa e decidiu nunca mais voltar. Mas uma Bíblia não diz em quem a pessoa vota, e muito menos que ela odeia alguém. Presumir preconceito pela fé é fazer com o outro o que a gente não aceita que façam com a gente: julgar pela aparência.

Tem evangélico que vota em Lula, tem evangélico LGBT, tem dono religioso que recebe todo mundo bem. Chamar alguém de “crente” como xingamento afasta justamente quem a gente precisa ter por perto no dia 25.

“Conheço o dono” também não é prova: é ouvir dizer. Uma acusação sem nome e sem fato não ganha peso porque se espalhou rápido.

Pink money

Um conceito sério, esticado demais

Pink money é o poder financeiro do público LGBTQIAP+. A crítica mira as marcas que só falam com esse público em datas específicas, o que “acaba soando como oportunismo”[2]. Ou seja, a bandeira em junho sem contratar nem investir na comunidade[3].

Um bar que recebe, acolhe e dá palco a pessoas LGBT toda noite não é isso. Esticar o conceito tira a força dele, como quando qualquer pessoa vira “fascista”: a palavra perde o peso para quando for preciso, e quem podia ser aliado vai para a direita.

O curioso é que, no meio da polêmica, outro bar da cidade postou: “Um bar LGBTQIAPN+ apoia a sua comunidade! É 13 pela nossa existência.” Um concorrente que conhece o público e o clima do momento e se posiciona para conquistá-lo. Isso, sim, pode ser lido como pink money: a bandeira levantada na hora em que ela rende clientes.

Transparência

A cobrança pela vitrine

O filósofo Byung-Chul Han chama o nosso tempo de sociedade da transparência: tudo precisa ser exposto, e a exposição máxima vira uma espécie de pornografia, sem mistério e sem distância[4]. Quem não se mostra passa a ser suspeito.

É essa lógica que cobra de cada pessoa, e de cada bar, a frase explícita: “Eu apoio Lula” ou “Eu sou contra Flávio”. O silêncio vira prova de culpa. É um sintoma do esgotamento das redes e do contato social em excesso, e não um termômetro do voto de ninguém.

Classe

Quem perde com a briga

Se o bar fecha, perde o público LGBT, que fica sem um espaço seguro, e perdem os trabalhadores de lá. Em 1870, Marx escreveu que o antagonismo entre operários ingleses e irlandeses era “artificialmente mantido e intensificado” e era “o segredo da impotência” da classe operária inglesa[5].

A classe trabalhadora é uma só, e conversar funciona melhor que expulsar. Em Miami, conversas de 10 a 20 minutos, sem julgamento, reduziram o preconceito contra pessoas trans, e o efeito ainda estava lá três meses depois[6]. O momento pede calma. O voto é no dia 25.

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Referências 06 fontes

  1. 01 Grupo Gay da Bahia · Observatório de mortes violentas de LGBT+ no Brasil, 2025 257 mortes violentas em 2025, uma a cada 34 horas; 66 no Nordeste; levantamento baseado em notícias.
  2. 02 Meio & Mensagem · Pink Money: a importância de reconhecer o potencial da comunidade LGBT+ Pink money como poder financeiro do público LGBTQIAP+; falar só em datas específicas soa como oportunismo.
  3. 03 Diário do Nordeste · Por que o pink money deixa a maioria dos LGBT+ de fora? A crítica a empresas que usam a bandeira em junho sem contratar nem investir na comunidade.
  4. 04 Gazeta do Povo · Sociedade da Transparência: como a excessiva exposição voluntária representa uma nova forma de prisão Resenha do livro de Byung-Chul Han: a transparência total transforma o erotismo em pornografia e a exposição em mercadoria.
  5. 05 Karl Marx · Carta a Sigfrid Meyer e August Vogt O antagonismo entre operários ingleses e irlandeses, mantido pelas classes dominantes.
  6. 06 WGBH / NPR · Study Finds Deep Conversations Can Reduce Transgender Prejudice Estudo publicado na Science: conversas de 10 a 20 minutos em Miami, efeito medido três meses depois.

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48 / 52 · Mobilização e Estratégia · Cobrança ·mapasegundoturno.com.br/cobranca

Cobrar artista não vira voto. Só queima ponte.

Nesta semana, um influenciador e internautas passaram a cobrar que João Gomes e outros artistas do Nordeste declarassem voto[1]. Para 77,5% dos eleitores, o apoio de um influenciador a um candidato não faria diferença no voto[2].

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Cobrança: imagem 1 de 7Cobrança: imagem 2 de 7Cobrança: imagem 3 de 7Cobrança: imagem 4 de 7Cobrança: imagem 5 de 7Cobrança: imagem 6 de 7Cobrança: imagem 7 de 7

dizem que o apoio de um influenciador não mudaria o voto
77,5%
ficariam mais propensos e menos propensos a votar no apoiado: saldo zero
3% / 3%
ausentes no 1º turno para cada voto de diferença entre Flávio e Lula
15
Fontes: AtlasIntel/Bloomberg, via SBT News[2]; TSE, via Congresso em Foco[3] e Poder360[4].

O caso

A semana de João Gomes

O influenciador Breno Carva publicou um vídeo pedindo que João Gomes, Xand Avião, Taty Girl, Solange Almeida, Mari Fernandes e Nattan se posicionassem. Depois, internautas marcaram o cantor: “Cadê seu posicionamento”, “Abre a boca”, “O rei do piseiro está mudo”. Ele não declarou apoio a nenhum candidato[1]. No X, uma montagem listou João Gomes, Selton Mello, Whindersson Nunes e Cazé como “desaparecidos” da eleição[5].

Mestrinho, parceiro de João no projeto Dominguinho, falou da “tristeza que é ver a forma com que vocês cobram posicionamento”. E disse de si mesmo: “jamais votaria em nada relacionado à família Bolsonaro”[6]. Ou seja: dá para recusar o bolsonarismo e recusar a cobrança ao mesmo tempo.

Segundo a esposa, Ary Mirelle, da última vez que João se posicionou, foi “extremamente cancelado”; ele tem depressão, e a família recebe ameaças aos filhos “todos os dias”[7]. Em 2022, ele puxou um coro contra Jair Bolsonaro no Rock in Rio e pediu desculpas dois dias depois[8].

O que pesa

Quem muda o voto

Na AtlasIntel/Bloomberg, 77,5% dizem que o apoio de um influenciador não faria diferença; 3% ficariam mais propensos a votar no apoiado, e outros 3%, menos[2]. E 72,3% dizem nunca ter mudado de opinião política por causa de influenciadores[9].

No Datafolha, 43% dizem ser influenciados por amigos próximos, 41% pelo companheiro ou companheira e 39% pelas redes sociais[10]. Quem está perto de você pesa, no mínimo, tanto quanto quem você segue na internet.

Há uma exceção séria: nos EUA, estima-se que o apoio espontâneo de Oprah Winfrey a Obama nas primárias de 2008 rendeu cerca de 1 milhão de votos[11]. É o caso mais forte já medido, e veio da maior estrela do país, por vontade própria, sem cobrança.

Cobrança

O preço da pressão

Boicote costuma ter pouco efeito nas vendas, segundo o pesquisador Brayden King, da Northwestern; o que decide seu efeito é a atenção da imprensa[12]. A cobrança pública também vive de atenção, mas a manchete fala da briga, não do voto.

O que a cobrança ganha é incerto. O que ela custa é visível: um artista acuado, fãs divididos, uma ponte queimada com quem talvez nem estivesse do outro lado.

Artista e empresa não são militantes. Cada um tem seu público, seus medos e seu tempo. Exigir uma declaração pública transforma o silêncio em prova de culpa, como descreve o filósofo Byung-Chul Han[13].

O outro lado

A direita ataca quem diverge

Em dezembro de 2025, depois de um anúncio das Havaianas com Fernanda Torres, políticos do PL pediram boicote. A deputada Bia Kicis: “Se as Havaianas não nos querem, nós também não queremos as Havaianas”. O deputado Capitão Alberto Neto: “Não compramos de quem nos ataca”[14].

A direita mira quem se coloca contra ela. Não encontramos caso dela cobrando que seus artistas calados declarem voto em Flávio. Quem cobra os próprios aliados em potencial faz sozinho o trabalho de afastá-los.

O que fazer

Converse com quem você conhece

No primeiro turno, 33,5 milhões de eleitores não votaram[3], e Lula ficou 2,2 milhões de votos atrás[4]. São mais de 15 ausentes para cada voto de diferença. Esse voto está na sua rua, não no perfil de um cantor.

Um estudo publicado na Science mostrou que conversas de 10 a 20 minutos, sem julgamento, reduziram o preconceito contra pessoas trans, e o efeito ainda estava lá três meses depois[15]. Veja como ajudar alguém a votar na página Abstenção e como conversar sem brigar na página Calma.

Até o dia 25, o tempo é curto. Gaste-o com quem pode ir às urnas ao seu lado.

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Referências 15 fontes

  1. 01 Difusão Brasil · João Gomes é pressionado nas redes a declarar voto no segundo turno O vídeo do influenciador Breno Carva, os artistas citados, os comentários marcando o cantor e que ele não declarou apoio a candidato.
  2. 02 SBT News · Atlas: 77,5% dizem que apoio de influencers não muda voto AtlasIntel/Bloomberg, 5.021 entrevistas, 22 a 27/7/2026: 77,5% dizem que o apoio de um influenciador não faria diferença; 3% mais propensos e 3% menos.
  3. 03 Congresso em Foco · Saldo das urnas: Abstenções, nulos e brancos na eleição de 2026 1º turno de 2026: 33,5 milhões não votaram (21,08% do eleitorado).
  4. 04 Poder360 · Bolsonarismo vira a diferença sobre Lula em relação a 2022 1º turno, 100% apurado: Flávio 47,03% (56.104.503 votos), Lula 45,16% (53.879.538); diferença de 2.224.965 votos.
  5. 05 Poder360 · Artistas são cobrados nas redes por silêncio no 2º turno A montagem no X com João Gomes, Selton Mello, Whindersson Nunes e Cazé como “desaparecidos”; parte da cobrança vem de perfis alinhados à esquerda.
  6. 06 Metrópoles · Amigo de João Gomes, Mestrinho critica cobrança por posicionamento político As falas de Mestrinho sobre a cobrança e sobre jamais votar em nada relacionado à família Bolsonaro.
  7. 07 Terra / Contigo · Lula ou Flávio Bolsonaro? Esposa de João Gomes faz revelação sobre o cantor após cobrança: ‘Coisas horríveis’ O relato de Ary Mirelle: o cancelamento da última vez, a depressão do cantor e as ameaças aos filhos, sem dizer de quem partem.
  8. 08 Poder360 · João Gomes pede desculpas após puxar grito contra Bolsonaro O coro no Rock in Rio em 4/9/2022 e o pedido de desculpas em 6/9/2022.
  9. 09 Poder360 · Influenciadores terão peso no voto para 88%, diz AtlasIntel Mesma pesquisa (registro TSE BR-08602/2026): 72,3% dizem nunca ter mudado de opinião política por causa de influenciadores.
  10. 10 Metrópoles · Datafolha: 47% veem menos interesse nas eleições deste ano que em 2022 Datafolha, 2.506 entrevistas, 29/9 a 1/10/2026, registro TSE BR-08039/2026: amigos próximos 43%, companheiro(a) 41%, redes sociais 39%.
  11. 11 Journal of Law, Economics, & Organization · Can Celebrity Endorsements Affect Political Outcomes? Evidence from the 2008 US Democratic Presidential Primary Garthwaite e Moore: o apoio de Oprah Winfrey rendeu cerca de 1 milhão de votos a Obama nas primárias de 2008.
  12. 12 Northwestern University, Institute for Policy Research · Do Boycotts Work? Brayden King: o boicote típico tem pouco impacto nas vendas; o que mais prevê seu efeito é a atenção da mídia.
  13. 13 Gazeta do Povo · Sociedade da Transparência: como a excessiva exposição voluntária representa uma nova forma de prisão Resenha do livro de Byung-Chul Han: na sociedade da transparência, quem não se expõe vira suspeito.
  14. 14 CNN Brasil · Entenda por que políticos de direita querem boicotar marca de sandálias O anúncio com Fernanda Torres e as falas de Bia Kicis (PL-DF) e Capitão Alberto Neto (PL-AM) pedindo boicote.
  15. 15 WGBH / NPR · Study Finds Deep Conversations Can Reduce Transgender Prejudice Estudo publicado na Science: conversas de 10 a 20 minutos em Miami, efeito medido três meses depois.

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49 / 52 · Mobilização e Estratégia · Mobilizações ·mapasegundoturno.com.br/mobilizacoes

Tem ato perto de você. Cada um foi conferido

Cada ato desta lista chegou por e-mail com data, hora, local e organização, e bate com o post ou o cartaz oficial de quem organiza. Procure seu estado e sua cidade.

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Mobilizações: imagem 1 de 4Mobilizações: imagem 2 de 4Mobilizações: imagem 3 de 4Mobilizações: imagem 4 de 4

2 atos em 2 cidades de 2 estados

Buscar cidade, local ou organizador

Estado

Quando

Maranhão 1 ato

São Luís

1 ato
  1. Ato estudantil em apoio a Lula

    Praça João Lisboa, Centro

    Organização: UNE

    Notícia

    Como chegar

Pernambuco 1 ato

Ibimirim

1 ato
  1. Carreata em apoio a Lula

    Posto da Terra

    Notícia

    Como chegar

Cadastre um ato

Mande o seu por e-mail

Escreva para [email protected] com:

  • Nome do ato
  • Data e hora, no horário de Brasília
  • Cidade, estado e local de encontro
  • Quem organiza, se houver
  • Link do post oficial no Instagram, o cartaz oficial ou uma notícia sobre o ato
Escrever e-mail

Falta alguma informação? O ato espera a resposta antes de entrar na lista.

Por que conferir

Ato falso esvazia ato verdadeiro

Um endereço errado ou um horário inventado manda gente para uma praça vazia e espalha desconfiança sobre os outros atos. Por isso nenhum ato entra só porque alguém mandou: o e-mail precisa trazer todas as informações, e elas precisam bater com o que os organizadores publicaram.

Quando um ato é cancelado, ele continua na lista, riscado, para que quem recebeu o link saiba. Os atos que já aconteceram saem da lista.

Mesmo com a conferência feita por pessoas, o Mapa do Segundo Turno não garante que um ato aconteça como anunciado e não se responsabiliza por informações falsas enviadas por terceiros. Antes de ir, confirme no perfil oficial de quem organiza.

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50 / 52 · O projeto · Novidades ·mapasegundoturno.com.br/novidades

O Mapa, dia a dia

Desde 5 de outubro, o que entrou no site a cada dia e quantas vezes as páginas foram abertas, lidas até o fim e compartilhadas.

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Novidades: imagem 1 de 1

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compartilhamentos
45k+
Visitas e compartilhamentos contados desde 6 de outubro, às 10h50, quando a medição entrou no ar.
páginas publicadas
52
dias no ar
10

O que entrou, dia a dia

  1. quarta-feira

    14 out.

    As visitas deste dia entram na página depois que ele termina.

    • Nova páginaRanking dos Políticos

      Derrubar imposto de Lula vale ponto no Ranking

    • Nova páginaOutra régua

      Com outra régua, o PL de Flávio cai para penúltimo

    • Nova páginaA mídia

      Como as capas mostraram os atos de Flávio e de Lula

    • Nova páginaFrouxo com o crime?

      As leis duras que Lula assinou, de 2006 a 2026

    • Nova páginaLinha dura?

      Linha dura no discurso; nos votos, penas menores para o pai

  2. terça-feira

    13 out.

    11,4 mil visitas às páginas

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    Início, Corrupção, Resumo
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    • Novidade

      Compartilhar carrossel

      As páginas temáticas ganharam um segundo botão: ele copia a legenda com o link e manda todas as imagens do artigo, uma por seção, para o aplicativo escolhido.

    • Novidade

      O Mapa em espanhol e inglês

      Todas as páginas agora têm versão em espanhol e em inglês, com cartões, stories e material para imprimir no idioma. O seletor de idioma fica no menu e no rodapé.

    • Novidade

      Carrossel inteiro no feed

      As imagens do Compartilhar carrossel agora vêm no formato do feed, 4:5, e aparecem inteiras no Instagram, sem cortar o topo nem as fontes.

  3. segunda-feira

    12 out.

    13,7 mil visitas às páginas

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    • Nova páginaO modelo Milei

      O corte inspirado em Milei e o que ele atinge

    • Nova páginaPEC Kamikaze

      Flávio votou sim aos R$ 600 só até a eleição

    • Nova páginaCobrança

      Por que cobrar artista não ganha voto e o que funciona

    • Nova páginaMemes e manobra

      Memes, redes e a pressão de fora sobre a eleição

    • Nova páginaAliados

      Condenados e investigados ao redor de Flávio

  4. domingo

    11 out.

    15,1 mil visitas às páginas

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    Corrupção, Início, Resumo
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    • Nova páginaMedidas eleitoreiras

      O benefício de Bolsonaro tinha prazo. O de Lula, lei.

    • Nova páginaOs dois planos

      O que os planos de Lula e Flávio dizem, lado a lado

    • Nova páginaInício

      Tudo o que o Mapa reúne e como usar cada parte

  5. sábado

    10 out.

    14,4 mil visitas às páginas

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    Corrupção, Resumo, Sobre o projeto
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    • Nova páginaEstratégia

      Para Janones: material pronto, com fonte, em vez do silêncio

    • Nova páginaCalma

      Boato, boicote e tato na campanha do segundo turno

    • Nova páginaMobilizações

      Atos por estado e cidade, conferidos um a um

    • Nova páginaLula e as facções

      TSE manda Flávio apagar, de novo, posts sobre facções

    • Nova páginaA live de Flávio

      Tigrinho e fome: o que a checagem achou na live

    • Nova páginaLula e as igrejas

      Flávio repete o tema que o TSE mandou apagar em 2022

  6. sexta-feira

    9 out.

    35,5 mil visitas às páginas

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    Corrupção, Sobre o projeto, Resumo
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    • Nova páginaVorcaro: sem provas

      Vorcaro acusou petistas; a PGR não viu provas

    • Novidade

      Material sobre gasolina e Pix

      Duas peças novas para imprimir e entregar: a garantia de Flávio no pico da gasolina e o agradecimento a Trump no tarifaço, em cartaz, folhetos, minis e imagem.

      Material de divulgação
    • Novidade

      Material para quem divulga o Mapa

      Duas peças para entregar a quem quer ajudar: um convite a gravar um vídeo curto com o roteiro do Mapa e outro a escutar quem não pretende votar. O QR code leva ao guia.

      Material de divulgação
    • Novidade

      Enviar o material pelo WhatsApp

      No celular, cada peça tem o botão Enviar no WhatsApp, com a imagem e o link, e o botão Baixar para imprimir, com a folha de quatro folhetos. O kit completo também pode ser enviado em PDF.

      Material de divulgação
    • Nova páginaPromessa e histórico

      A promessa é manter. O histórico é outro.

    • Nova páginaProgramas sociais

      Farmácia Popular, R$ 600 em lei e isenção do IR

    • Nova páginaDívida pública

      Países ricos devem mais; o que infla a dívida são os juros

    • Nova páginaJuros e Banco Central

      Os 13,75% começaram com Bolsonaro. Hoje, estão caindo.

  7. quinta-feira

    8 out.

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    Corrupção, Divulgação nas redes, Sobre o projeto
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    • Novidade

      Navegação por seções

      As páginas agora ficam em quatro seções que abrem e fecham: Flávio, Lula, Mobilize-se e O projeto. A busca abre as seções com resultado. As etiquetas saíram.

    • Nova páginaVisto de fora

      O que jornais e analistas de fora escreveram sobre Flávio

    • Nova páginaSegurança pública

      Segurança: o que Flávio propõe e quem comanda a polícia

    • Nova páginaNovidades

      O que entrou no site, dia a dia, e as visitas de cada dia

    • Nova páginaDirecionamento

      A página certa para a pessoa certa

    • Nova páginaResumo

      Os seis fatos centrais do Mapa, numa página só

  8. quarta-feira

    7 out.

    85,9 mil visitas às páginas

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    Mais visitadas:
    Corrupção, Divulgação nas redes, Mulheres
    De onde vieram:
    Instagram 45%, acesso direto 38%, Google 14%
    • Nova páginaDivulgação nas redes

      Do story ao vídeo: como levar o Mapa para as redes

    • Nova páginaConstituição

      Flávio quer mudar a Constituição; veja o que já assinou

    • Nova páginaEsquerda e direita

      A esquerda nunca teve maioria na Câmara dos Deputados

    • Nova páginaPropostas

      38% dos posts de Flávio no Instagram criticaram adversários

    • Nova páginaAbstenção

      Como ajudar quem não votou no 1º turno a votar no 2º

    • Novidade

      Etiquetas na navegação

      Na lista de páginas, cada uma ganhou uma etiqueta: Candidatos, para as comparações, e Ação, para o que ajuda a divulgar e a votar.

    • Novidade

      Compartilhar dentro dos apps, no Android

      Dentro do Instagram, do Facebook e de outros apps no Android, o botão Compartilhar copia o link e oferece abrir a página no navegador do celular, onde a imagem pode ser compartilhada.

  9. terça-feira

    6 out.

    11,3 mil visitas às páginas

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    Corrupção, Mulheres, Mudança
    De onde vieram:
    acesso direto 49%, X 29%, Instagram 20%

    Contagem a partir das 10h50, quando a medição entrou no ar.

    • Nova páginaRachadinhas

      O que Queiroz escreveu e a denúncia rejeitada

    • Nova páginaSoberania

      O que Flávio ofereceu aos EUA sobre as terras raras

    • Novidade

      Botão Compartilhar

      Cada página ganhou uma imagem no formato dos stories, com o fato principal, e um botão para compartilhá-la no início e no fim do texto.

    • Nova páginaMudança

      Flávio fala em mudança; está em mandato há 23 anos

    • Novidade

      Contagem de visitas

      O site passou a contar quantas vezes cada página é aberta, lida até o fim e compartilhada, sem cookies e sem identificar quem lê.

      Metodologia
    • Nova páginaFome e alimentação

      Fome e comida: os resultados de Lula e Bolsonaro

    • Nova páginaPolítica externa

      Mercados para o agro: 507 com Lula, 239 com o pai de Flávio

    • Nova páginaEducação

      Escolas, universidades, merenda e Ideb, governo a governo

    • Nova páginaMaterial de divulgação

      Cartazes e folhetos para imprimir e entregar.

  10. segunda-feira

    5 out.

    A contagem de visitas começou em 6 de outubro.

    • Novidade

      O Mapa entra no ar

      Sete páginas comparam Lula e Flávio Bolsonaro com fatos e fontes, ao lado da metodologia e de quem faz o projeto.

    • Nova páginaCorrupção

      O pedido de Flávio ao banqueiro do maior rombo.

    • Nova páginaMulheres

      11 ministras com Lula, 2 no governo do pai de Flávio

    • Nova páginaGasolina

      O pico da gasolina e a política que Flávio garantiu.

    • Nova páginaPix

      O obrigado a Trump e o que Flávio ofereceu sobre o Pix.

    • Nova páginaMilícia

      Homenagens, empregos e uma emenda, de 2003 a 2023.

    • Nova páginaPartidos

      Emendas e Master: o partido de Flávio contra o PT

    • Nova páginaProjetos e entregas

      Projetos, programas e leis: dois registros distintos

    • Nova páginaMetodologia

      De onde vêm os números e como são tratados.

    • Nova páginaSobre o projeto

      Quem faz, por quê e como entrar em contato.

    • Nova páginaCatólicos

      Flávio culpou “gente de dentro da CNBB”, sem provas

    • Nova páginaEscala 6x1

      A campanha de Flávio quer votar a 6x1 após a eleição

Como contamos

Páginas abertas, não pessoas

Uma visita é uma página aberta: quem lê três páginas conta três vezes. Compartilhamentos são os que se concluíram: a imagem ou o link enviados, a imagem baixada ou o link copiado. Os números são estimativas: nas horas de mais movimento, a contagem é feita por amostragem, e por isso eles saem arredondados.

“De onde vieram” mostra só as entradas, a primeira página aberta numa aba. Acesso direto é a entrada sem origem identificada: um endereço digitado, um favorito ou um link aberto num app que não diz de onde veio.

Não usamos cookies, não identificamos quem lê e não registramos nada quando o navegador pede para não ser rastreado. Os dias seguem o horário de Brasília.

Leve esta página adiante

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51 / 52 · O projeto · Metodologia ·mapasegundoturno.com.br/metodologia

Metodologia

Cada página parte de uma pergunta, passa pela pesquisa e pela checagem e chega a uma comparação com fontes que você pode consultar. O processo é colaborativo e o conteúdo é revisado pelos colaboradores do projeto.

Pesquisa

As fontes vêm primeiro

Buscamos documentos, bases públicas, registros oficiais e reportagens de veículos reconhecidos. Cada fonte precisa ser aberta e lida: um título ou resumo de busca não basta para sustentar uma afirmação.

Conferimos o que cada número mede, o período a que se refere e a data da publicação. As referências ficam ligadas às afirmações e reunidas ao fim de cada página, com links para a consulta do leitor. Informações que não conseguimos verificar ficam de fora.

Checagem

O contexto faz parte do fato

A pesquisa define o que a página pode afirmar. A manchete é ajustada quando os documentos não sustentam a ideia inicial. Distinguimos a atuação de uma pessoa da atuação de seu partido, de seus aliados ou de um governo.

Investigação, denúncia e condenação são situações distintas. Registramos a situação descrita pela fonte, incluímos a defesa dos envolvidos quando pertinente e consideramos contrapontos, mesmo quando contrariam o posicionamento do projeto.

Comparações

Números na mesma medida

Só colocamos na mesma escala valores que medem coisas comparáveis. Um volume de orçamento não equivale a um desvio comprovado. Valores que se sobrepõem não são somados, e cada comparação informa o que está sendo medido e em qual período.

Quando comparamos valores monetários de épocas diferentes, corrigimos pela inflação com o IPCA, na série do Banco Central, e informamos o mês de referência. Conferimos os cálculos e adotamos critérios conservadores: razões apresentadas como “mais de” são arredondadas para baixo.

Edição

Revisão pelos colaboradores

Organizamos cada tema em manchete, visualização quando ela ajuda a compreender os dados, texto curto e referências. A força do argumento deve vir dos fatos, sem insultos ou especulação. Cada afirmação é conferida com a fonte que a sustenta, e o conteúdo é revisado pelos colaboradores do projeto.

Também verificamos a leitura no celular e no computador, os links e a acessibilidade. O trabalho continua aberto a correções: se você encontrar um erro, envie a página, o trecho e uma fonte para conferência pelos canais da página sobre o projeto.

Audiência

Contamos páginas, não pessoas

Registramos quantas vezes cada página é aberta, lida até o fim e compartilhada, para saber quais temas interessam mais. Junto, só categorias: de onde veio a visita (WhatsApp, Instagram, busca), o tipo de aparelho, o país e, no Brasil, o estado.

Do material de divulgação, contamos quantas vezes cada peça é baixada e quantas vezes o QR code de cada uma é lido: o QR code leva ao site com o nome da peça e do formato, que tiramos do endereço assim que a página abre. Nada diz quem baixou, quem imprimiu ou quem leu.

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52 / 52 · O projeto · Sobre o projeto ·mapasegundoturno.com.br/sobre

Sobre o projeto

O Mapa do Segundo Turno é um projeto independente e colaborativo, idealizado por Miro Medeiros. Reúne fatos, comparações e fontes para contribuir com o debate público e com uma escolha informada.

Propósito

Uma posição, com fontes

O projeto tem um posicionamento editorial: defender a escolha de Lula diante de Flávio Bolsonaro. Esse compromisso exige rigor. Os argumentos precisam se apoiar em informações verificáveis, com contexto e links para que cada leitor possa conferir as fontes e formar seu próprio julgamento.

Cada página trata de um tema e busca tornar a informação mais fácil de ler, comparar e compartilhar. Os critérios de pesquisa, checagem e tratamento dos dados estão na metodologia.

Colaboração

Um trabalho aberto à revisão

O conteúdo é revisado pelos colaboradores do projeto. O projeto recebe contribuições de quem queira sugerir temas, indicar documentos, conferir números ou apontar erros. Toda contribuição precisa passar pelos mesmos critérios de checagem antes de integrar uma página.

Para pedir uma correção, indique a página, o trecho e, se possível, uma fonte que ajude a conferir a informação. A colaboração fortalece o projeto quando torna os fatos mais precisos e as fontes mais acessíveis.

Contato

Conheça Miro Medeiros

Conheça meu trabalho no site pessoal de Miro Medeiros e entre em contato pelo LinkedIn para enviar sugestões, correções ou propostas de colaboração.

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